01 Novembro 2011

Leis brasileiras devem ser respeitadas durante a Copa, diz Proteste

A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, defendeu na manhã desta terça-feira (1º) que todas as leis brasileiras sejam respeitadas na íntegra durante a Copa do Mundo de 2014. A declaração foi dada durante audiência pública na comissão especial responsável pela análise do projeto da Lei Geral da Copa (PL 2330/11, do Executivo).

“As leis não podem ser suspensas por pressão da Fifa”, afirmou. “A Fifa deveria estar pressionando o governo brasileiro para que as obras de infraestrutura e dos estádios de futebol não atrasassem”, completou.

Segundo ela, são “inegociáveis” o Código de Defesa do Consumidor CDC (Lei 8078/90), que proíbe a venda casada de ingressos; o Estatuto da Idoso, que garante a meia-entrada para a terceira idade; e a legislação que garante a meia-entrada para os estudantes. Além disso, Maria Inês defendeu a manutenção na íntegra do Estatuto do Torcedor, que proíbe a venda e o consumo de bebida alcóolica nos estádios.

Ela defendeu alteração do artigo do PL 2330/11 que possibilita à Fifa (Fédération Internationale de Football Association) determinar livremente o preço dos ingressos e do artigo que trata da devolução dos ingressos. Pela proposta, a Fifa poderá estabelecer livremente critérios para a devolução e o reembolso de ingressos. “O consumidor tem o direito de arrependimento, o que não está garantido no projeto”, disse. Para ela, o projeto de lei é omisso ao não prever responsabilidades para a Fifa, no caso de cancelamento de jogos, por exemplo.

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