POLÍTICA NACIONAL

13 Novembro 2009

DILMA DEFENDE-SE DE ATAQUES SUGERINDO QUE GOVERNO PASSADO É BARBEIRO, INCOMPETENTE OU SUSPEITO

Precavida com a oposição e com a imprensa golpista Dilma Rousseff, até porque não é Deus nem São Pedro para prever, disse que o país não está livre de novos blecautes.

"Nós não estamos livres de blecautes", "ninguém pode prometer que não vai ter interrupção no sistema", disse.

Disse ainda que o que não ocorrerá mais no Brasil é o racionamento de energia, “O que nós prometemos é que não terá nesse país mais racionamento. Racionamento é barbeiragem, é incompetência. Por que é barbeiragem? Porque racionamento de oito meses implica que eu com cinco anos de antecedência não soube a quantidade de energia que tinha de entrar para abastecer o país.” apontou a barbeiragem, a falta de interesse e a incompetência do governo tucano passado.

C/Blogs

10 Novembro 2009

LULA RESPONDE A FHC E CAETANO

Para mais de 800 pessoas que assistiam à abertura do 12º Congresso do PCdoB, no Palácio das Convenções do Anhembi, respondeu FHC.

"Eu compreendo o ódio que isso causa. Um intelectual ficar assistindo um operário que só tem o 4º ano primário ganhar tudo o que ele imaginava que iria ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil",

Quanto a Caetano Venenoso o ter chamado de analfabeto, Lula disse "Essa semana foi engraçada. Eu fui chamado de analfabeto, de ditador e ganhei o título de estadista do ano".

"Tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de escolaridade que você teve. Não tem nada mais burro que isso. A universidade te dá conhecimento. Inteligência é outra coisa." continuou.

Quanto a possibilidade de um retrocesso tucano Lula disse "Quem é prefeito ou governador sabe bem que um estranho no ninho pode desmontar em apenas dois anos tudo o que foi feito. E não venham dizer que o movimento popular não deixa por que é bobagem." alertou.

04 Novembro 2009

FHC QUER SABER PARA ONDE VAMOS, PARA ATRASAR-NOS

FHC, o homem do limite da responsabilidade, o campeão de todos os trofeus de rejeição, o maior entreguista que já foi presidente do Brasil e entregou o país falido a Lula, disse que Lula prática autoritarismo popular, certamente por sua determinação no trato da coisa pública.

FHC na maior dor de cutovelo porque Lula provou que ele ou era um incompetente ou um suspeito, critica a onda de nacionalismo brasileira comparando o governo atual aos regimes do autoritarismo militar.

Ainda disfarçando ser simpatizante do golpe militar de 1964 no Brasil diz que “Vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar (...) Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo ‘Brasil-potência’”, referindo-se ao modo direto com que Lula agora resolveu encarrar o problema e denunciar os amigos dos tucanos golpistas de plantão.

“Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada?”, disse disfarçando o uso da mesma tática que utilizou para vender a Vale do Rio Doce a amigos.

"Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?”, balbuciou o príncipe das trevas.

“Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não das lei, dos bons costumes”, fazendo certa comparação ao seu governo onde e bom, que era pouco eles exploravam e o ruim que era muito escondiam, continuou o grande cara-de-pau tucano.

Por fim pede o "fim do continuismo", do progresso, da distribuição de renda e da esperança dos brasileiros de que dias excelentes ainda virão.

27 Outubro 2009

PRESIDENTE DO BC ALERTA QUE EM 2010 O BRASIL DEVE EVITAR A LENIÊNCIA TUCANA

Henrique Meirelles, afirmou que o bem-sucedido modelo de regulação financeira do Brasil atual delegou ao país papel de destaque nas discussões sobre o assunto na cena internacional, mas ressaltou que o êxito obtido não deve justificar uma acomodação.

"O sucesso não deve conduzir o país à leniência, pelo contrário, deve nos conduzir para nos mantermos à frente... aprendermos com as lições... e nos mantermos em segurança de que, se vier uma crise tão forte ou maior do que esta, o Brasil mais uma vez vai ter condições de sair com a sua economia e o bem-estar da população preservados", afirmou certamente alertando sob as consequências de um retrocesso, de vencer um tucano nas eleições de 2010.

E quanto ao modelo brasileiro ser entre os de maior sucesso e confiabilidade no mundo, "Essa proposta engloba medidas preventivas, saneadoras sistêmicas e de proteção de depositantes", teria dito. "É um processo de aperfeiçoamento do aparato regulatório brasileiro." em concordância ao último assunto postado.

By News Front

22 Outubro 2009

TUCANO GILMAR RECLAMA QUE GOVERNO ESTÁ GOVERNANDO E INAUGURANDO OBRAS

Presidente Lula está dentro da lei e ela é absolutamente clara, rebateu o ministro Tarso.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, re bateu as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que voltou a extrapolar suas funções e, na terça-feira, em entrevistas, disse que as vistorias feitas na semana passada pelo presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, às obras de transposição do rio São Francisco “correm o risco de serem confundidas com um vale-tudo eleitoral”.

Para Tarso Genro, as declarações de Gilmar Mendes não têm o menor fundamento e estão totalmente equivocadas. “Informei ao presidente de maneira bem clara que tudo que o ele está fazendo de mobilidade no país está sendo feito dentro da lei, dentro da Constituição. A lei é absolutamente clara, ela reserva um determinado período em que ações como essas não podem ser realizadas porque são consideradas ações dentro do período eleitoral. Num regime democrático, o administrador tem não só o direito como o dever de prestar contas à sociedade”, argumentou o ministro.

Gilmar Mendes continuou suas declarações e disse que “certamente o órgão competente da Justiça tem que ser chamado para evitar esse tipo de vale-tudo”. Como bem disse o jornalista Paulo Henrique Amorim, Gilmar “desceu do púlpito de Presidente da mais alta Corte de Justiça para o palanque da oposição”. A oposição, desnorteada com o volume e o ritmo das obras do governo, além da aprovação popular quase unânime do presidente, recebeu o recado e entrou com outra representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente e a ministra Dilma, alegando que as inspeções de Lula às obras são campanha eleitoral antecipada.

Não por acaso a representação do PSDB e DEM abre justamente com uma frase dita por Gilmar Mendes, retirada de uma matéria de jornal. Que a oposição queira ignorar que o presidente Lula foi reeleito com quase 60 milhões de votos para tocar obras e o país pode até se entender - embora não lhe seja nada produtivo - mas o presidente do STF se comportar dessa forma não condiz absolutamente com a liturgia do cargo.
O fato do presidente Lula ser recebido em festa por milhares de pessoas em todos os cantos por onde passa está levando a oposição ao desespero eleitoral, já que ela só pensa em eleição e só faz campanha eleitoral antecipada, tentando sempre desgastar o governo. É que, quando eles governaram o país não tinham o menor costume, nem de inaugurar obras e muito menos de receber aplausos do povo. Algumas vezes o que recebiam eram vaias. Por isso não aceitam o que está acontecendo agora.

O ministro Gilmar Mendes, que outro dia disse que soltou duas vezes o banqueiro Daniel Dantas porque sua prisão representava, segundo ele, “um golpe nas instituições democráticas”, não teve agora a menor cerimônia em afirmar que a atual entrega de casas populares pelo presidente da República é uma ameaça à democracia. “Como vimos na mídia, houve sorteio, entrega, festas, cantores. Isto é o modo de se fiscalizar tecnicamente uma obra?”, disse ele. Onde já se viu, o povo feliz, recebendo casas e sendo beneficiado pelo presidente com obras e programas sociais? “Isso é uma ameaça à democracia”, bradou ele, que foi advogado-geral da União no governo de Fernando Henrique e foi indicado pelo tucano para o STF. Para Mendes, isso é um verdadeiro absurdo.

O presidente Lula respondeu a Gilmar e à oposição (veja matéria nesta página). Ele disse que seus ministros não são como os anteriores que ficavam vendo o tempo passar em Brasília. “Eles viajam porque estão trabalhando”, salientou. “Agora desgraçou tudo. Os homens estão ficando nervosos porque estamos inaugurando obras”, disse.
Gilmar Mendes acabou deixando escapar que “no passado não era assim”. É verdade. No governo para o qual ele trabalhou, quase nada era inaugurado. Isso era coisa rara mesmo. Portanto, não tinham o que inspecionar. A prioridade não era fazer obras, nem inspecionar nada. Mas sim desmanchar, esquartejar, sabotar e entregar empresas públicas e privadas nacionais para o capital estrangeiro. Eles estavam muito ocupados com outras coisas e não em fazer reuniões com o povo, com os prefeitos e lideranças como Lula faz. Os encontros do governo anterior eram com banqueiros, executivos de multinacionais e demais magnatas estrangeiros.

Sobre a presença da ministra Dilma Rousseff (questionada por Gilmar e pela oposição) nas inspeções e inaugurações de obras, o ministro da Justiça foi incisivo: “Quando o governador de São Paulo, por exemplo, faz uma inauguração, faz um pronunciamento ou participa de alguma divulgação como eventual candidato, porque a Dilma também é uma eventual candidata, ele também estaria incorrendo em uma irregularidade? Claro que não. Isso faz parte da política e da democracia. É por isso que existe uma lei que é proibitiva de determinados comportamentos num determinado período de tempo”.

Por SÉRGIO CRUZ

16 Outubro 2009

A TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO SIGNIFICA O FIM DOS CORONEIS DA SECA

A oposição e sua mídia mercenária são contra a transposição do rio São Francisco, a transposição significará o fim dos coroneis da seca, do sertão e da miséria este é o verdadeiro motivo.

A transposição significa o fim daquele político que "conquista" o voto atrávés da miséria e das necessidades básicas do povo com seus caminhões pipas etc. Significa um golpe na industria da seca na região.

A transposição do rio significa a libertação deste tipo de prática política, boa parte do povo do nordeste brasileiro deixa de ser réfem destes aproveitadores das necessidades alheias.

C/Blogs

07 Outubro 2009

NEWS FRONT - DESCONFIA-SE QUE LULA NÃO FECHARÁ ACORDOS SEM ANTES TESTAR AS BASES NAS DUAS CASAS

Sem antes garantir as conquistas sociais do governo, o PT não fechará acordo nenhum, a base então deve votar e aprovar as matérias de seu interesse.

A intenção é nobre, fazer também uma CLS (Consolidação das Leis Sociais) para que qualquer que seja o sucessor não possa desfazê-las.

E ao que parece, não adiantará partido nenhum pressionar, desta vez, para fazer jus, vão ter de mostrar primeiro sua força política.

Com razão o PT quer provas de que não vai ter uma base com um PMDB rachado, sangrando ou frouxo, para depois de 2010.

C/Blogs

02 Outubro 2009

ESTE É O CARA - CONFIANÇA EM LULA TRÁS OLIMPIADAS 2016 PARA O BRASIL disse...

Confirmado o Rio cediará as Olímpiadas 2016.

Igual nos jogos Pan-Americanos, o empenho, a confiança e a palavra do presidente Lula foram decisivas para trazer as Olimpiadas de 2016 para o Brasil.

Agora resta aos brasileiros ajudarem e votarem no candidato de lula em 2010, para não fazer-mos feio na confiança depositada.

Do News Front

24 Setembro 2009

MÍDIA POLÍTICA COLOCA PALAVRAS NA BOCA DE CIRO GOMES

A mídia política quer fazer Ciro passar por mentiroso, escreveram que ele descartou a possibilidade de sair candidato ao governo de São Paulo, quando no verdade disse foi que: "No meu íntimo não desejo esta transferência", disse, acrescentando que a decisão poderá ser do seu partido.

Ora, disser que no meu íntimo não deseja esta transferência, não é descartar a possibilidade de sair candidato ao governo de São Paulo, como muito gostariam alguns.

Com Blogs

18 Setembro 2009

Eleições 2010 - Com pré-sal, País pode ser a 3º economia do mundo

Segundo Lula após a descoberta do pré-sal, o País poderá chegar a ser a terceira maior economia do mundo em um período entre dez e 15 anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, nesta sexta-feira, em Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre (RS), que o Brasil vai se tornar uma nação "economicamente rica" em alguns anos. Segundo ele, após a descoberta do pré-sal, o País poderá chegar a ser a terceira maior economia do mundo em um período entre dez e 15 anos.

"Daqui a 15 ou 10 anos, esse País deverá ser a quarta economia (do mundo), a terceira economia, ou, se a gente não der sorte, pode ser a quinta economia. Mas, ele não será apenas a quinta economia se o PIB (Produto Interno Bruto) estiver maior. Ele será mais fortemente a quinta economia se a gente tiver mais pobres na classe média, se tivermos melhorado definitivamente a qualidade de ensino nesse País", afirmou o presidente em um discurso de 25 minutos.

Para que este crescimento ocorra, Lula disse que o Brasil não poderá repetir o erro cometido entre as décadas de 1950 a 1980, quando a economia do País foi a que mais cresceu no mundo. Segundo Lula, nesses 30 anos, o Brasil cresceu no ritmo que a China cresce atualmente.

"Entretanto, quando terminou a fase do crescimento, percebemos que quem era rico tinha ficado muito mais rico e que quem era pobre tinha ficado muito mais pobre", afirmou Lula.

O presidente disse que, agora com o pré-sal, o País quer reverter essa situação. De acordo com Lula, o Brasil não pode fazer como alguns países que, apesar de exportar petróleo, continuam pobres por não agregar valor ao produto.

"Nós não queremos exportar óleo, nós queremos exportar derivado de petróleo, coisa que possa agregar valor ao nosso produto e por isso que nós criamos um fundo, um fundo para cuidar dos pobres desse país, para cuidar de educação, para cuidar de Ciência e Tecnologia, para cuidar, sobretudo, da questão cultural e da questão ambiental", afirmou o presidente.

Manifestação
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ivar Pavan (PT), entregou ao presidente Lula e à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, um manifesto do Comitê Gaúcho em Defesa do Pré-Sal, composto por 45 entidades. O grupo defende três eixos - que o patrimônio seja da nação, a mudança do novo marco regulatório e que a distribuição dos royalties seja para todos os Estados e municípios.

C/A

14 Setembro 2009

Projeto do Governo Serra é pesadelo para dez mil famílias pobres

Aproximadamente 10.000 famílias pobres e, predominantemente, de origem nordestina, estão convivendo em São Paulo com um pesadelo que tem nome e imagens dramáticas. O nome é Projeto Várzeas do Tietê; e as imagens, recorrentes na capital paulista, são das tropas do Governo Serra despejando homens, mulheres e crianças para qualquer lugar.

Serra anunciou o projeto Várzeas do Tietê propagando a formação do maior parque linear do mundo, com obras já iniciadas de ampliação das pistas da Marginal Tietê e a previsão de remover, a partir de 2010, famílias ribeirinhas instaladas há mais de 20 anos no extremo da Zona Leste paulistana e na periferia de Guarulhos. Mas, enquanto o governo fala em remoção, as famílias temem despejo. Porque até agora não há projetos habitacionais que lhes anunciem futuro abrigo.

“Soubemos pela televisão que seremos despejados. Procuramos o governo, mas Serra e seus secretários não recebem pobres. Os comentários são de que vão nos dar R$ 5 mil para que a gente abandone nossas casas. Serra deve achar que esse dinheiro é suficiente para comprarmos passagens de volta para o Nordeste”, disse a Brasília Confidencial o coordenador da Associação Cultura Afro Leste, Osvaldo Ribeiro, um dos líderes comunitários que começam a se mobilizar, junto à Assembleia Legislativa, contra os despejos.

Os moradores avaliam que ocorrerão despejos em áreas de favelas; na hipótese menos brutal, prevêem indenizações baixas até nos bairros regularizados. Eles reivindicam a construção de conjuntos habitacionais, creches, escolas e postos de saúde na região que margeia o Rio Tietê, além de indenizações dignas.

“Serra fala em meio ambiente, mas, pra ele, em meio ambiente não pode ter pobre. Ele fala do parque, mas não fala em moradias para quem vive na área que será o parque”, reclama Osvaldo, cujo pai chegou ao atual bairro do Itaim Paulista na década de 1970, retirante da seca na Bahia.

A ocupação do Itaim Paulista foi semelhante à de outras áreas da capital. Grande parte das moradias e prédios comerciais de diversos bairros foi construída sobre terrenos da Prefeitura, vendida e comprada de forma irregular ao longo dos últimos 20 anos. Muitas famílias têm escrituras e a maioria paga impostos. Mas nem sempre os documentos têm validade legal. Segundo o presidente da Associação Popular dos Moradores do Jardim Piratininga, Jeremias das Neves, tramitam na Prefeitura ações de regularização que beneficiariam cerca de 500 famílias. Neves, de 57 anos, 32 deles vividos nessa vizinhança, foi surpreendido pela notícia da construção do parque linear – e das desapropriações.

”Ninguém conversou nada disso com a gente”, protesta.

É o que repete Cristóvão de Oliveira, líder comunitário da Chácara Três Meninas, na região do Jardim Helena, onde 4.800 pessoas se sentem ameaçadas de despejo.

“Minha casa e a de mais 30 do bairro são regulares. As outras não. Acho que o Serra terá que fazer muitos viadutos para abrigar tantos nordestinos que vieram para cá há muitos anos, ajudar a construir São Paulo”, afirma Cristóvão.

Migrante nordestino, como a maioria dos moradores da região, o feirante Adilson Ferro da Silva esteve na Assembleia na semana passada para protestar e evitar a repetição de um drama que a população da região já enfrentou em outros governos. “Quando foram construir a Rodovia dos Trabalhadores muita gente da Zona Leste ficou desabrigada”, lembrou Adilson.

C/A

02 Setembro 2009

Além do pré-sal, tucanos de São Paulo, querem privativar os serviços de saúde.

Dando continuídade a questão da privatização do patrimônio publico, chega esta nota, sobre a proposta do governo tucano do estado de São Paulo, sobre a privatização dos serviços estaduais de saúde.

Com parecer favoravel da deputada Maria Lucia Amary (psdb).

Nada de novo, pois os tucanos sempre defenderam a privarização do patrimônio público. É só ver, como os serviços publicos da prefeitura de Sorocaba, estão sendo privatizados, atráves de contratos com ongs.

E nada melhor para provar, do que o descaso com o não funcionamento do Centro de Saúde do Wannel Ville, que esta fecahado a um ano.

Por Alexandre

27 Agosto 2009

O Grande Mentiroso - Serra oculta recursos do governo federal em obras de SP

“O Rodoanel custou R$ 3,6 bilhões. R$ 1,2 bilhão foi do Orçamento da União”, disse Lula no ABC.

O presidente Lula fez um balanço dos investimentos do governo federal no Estado de São Paulo realizados nos últimos anos e citou obras que estão recebendo cerca de R$ 5 bilhões de empresas estatais e outros órgãos da União, entre elas a construção do Rodoanel. Ele disse que muitas vezes isso não é informado à população paulista. “Aqui tem obras muito importantes que às vezes não aparecem como se fossem do governo federal”, afirmou Lula.

Recentemente o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), rebateu uma propaganda partidária do PT sobre as obras do governo Lula tentando minimizar a importância dos recursos federais para as obras do Metrô da capital. Criticou também o Programa “Minha Casa, Minha Gente”, que pretende construir um milhão de casas populares em todo o país. Segundo ele, Brasília constrói as casas e depois o governo do Estado tem que “correr atrás para atender as demandas por infraestrutura e serviços”. Como se o governo do Estado não tivesse obrigação de atender as demandas sociais. Ou seja, segundo ele, a União não deve invistir em habitação em São Paulo para não dar trabalho à sua administração.

Lula criticou a sistemática omissão das informações sobre os investimentos federais por parte da administração tucana em um discurso feito na terça-feira, em São Bernardo do Campo. Ele falou durante lançamento da pedra fundamental da Universidade Federal do ABC. “Às vezes, eu fico chateado porque eu viajo pelo Brasil, a gente põe dinheiro, faz a obra, e quando a gente vê, o prefeito, o governador faz propaganda dele e não fala sequer que o dinheiro é nosso”, afirmou Lula.

“Pois bem”, prosseguiu o presidente, “aqui, o Rodoanel, que passa aqui perto de nós, custou R$ 3,6 bilhões. Um bilhão e duzentos milhões foi do Orçamento da União. Isso não aparece nas propagandas feitas aí, que eu vejo na televisão, como se nós não tivéssemos colocado nenhum centavo”. “Esse Rodoanel vai beneficiar São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, Mauá, Embu, Itapecerica da Serra e São Paulo”, frisou.

Outra obra lembrada pelo presidente Lula em São Paulo foi a construção do Ferroanel. “O Ferroanel, o tramo Norte, nós estamos com a iniciativa privada colocando R$ 528 milhões”, informou. A Petrobrás, segundo Lula, investe pesado em infraestrutura com as obras do Gasan II e Gaspal II. “São investimentos de quase R$ 500 milhões que nós estamos fazendo aqui na região”. Gasan II é o gasoduto São Paulo-Santos e Gaspal II vai ligar o Rio a São Paulo. Esses dois empreendimentos, segundo a Petrobrás, têm como objetivo ampliar a flexibilidade da malha de gasodutos do Sudeste, facilitando o escoamento do insumo entre São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com o presidente Lula, “o Plano Diretor de Dutos de São Paulo vai custar R$ 1,302 bilhão e será feito pelas empresas estatais”. “Muitas vezes isso não aparece aqui”, lembrou, assinalando que também não aparece a Refinaria de Capuava. “Só a Refinaria de Capuava, em Mauá, vai receber R$ 1,722 bilhão de investimentos, para a gente poder adequá-la às novas exigências de combustível do mundo afora”, informou Lula, cobrando coerência ao governador e ao prefeito da capital. “Duvido que o governador Serra e o prefeito Kassab deixem de reconhecer a quantidade de recursos que partilhamos com eles nas obras do PAC. Obviamente isso nem sempre aparece na propaganda de televisão”, destacou.

Na solenidade, Lula voltou a criticar a irresponsabilidade das montadoras de automóveis que segundo ele, receberam ordens de suas matrizes para “reduzir a produção e desovar seus estoques”. “Fizeram um cavalo de pau”, assinalou. Ele disse também que os bancos privados sentaram em cima do dinheiro e reduziram drasticamente o crédito. O Brasil, disse Lula, só não sentiu mais as conseqüências dessa “covardia dos bancos” por conta da atuação firme dos bancos públicos que saíram na frente e recuperaram os créditos.

A demagogia da oposição tucano-demista também não escapou às críticas do presidente. “Esses críticos, sem discurso para o País, são os mesmos que antes da crise externa menosprezavam os investimentos de centenas de bilhões de reais do PAC, e que agora vêem políticas públicas semelhantes serem anunciadas por governos de todo o mundo nas economias ricas ou pobres”, declarou. “E agora”, prosseguiu, “intentam, artificialmente, substituir o colapso econômico que não aconteceu por uma crise política que só a eles interessa e a ninguém mais nesta Nação”.

Por SÉRGIO CRUZ

21 Agosto 2009

BB torna-se o banco nacional do microcrédito

Há muito tempo nosso Brasil precisa e demanda um banco nacional de microcrédito, fundamental para impulsionar o empreendedorismo de 11 milhões de brasileiros e brasileiras que trabalham na informalidade ou demandam crédito até para o consumo.

Vem, portanto, em boa hora, a decisão do Banco do Brasil (BB) de ofertar microcrédito até R$ 1.000,00. É uma deliberação acertada que ao lado da decisão da previdência pública - o INSS - de criar o novo sistema de previdência para os empreendedores informais, dará um forte alento à economia popular e ao crescimento do país. E melhor, com ampla participação social.

O BB fez mais: reduziu pela metade os juros para operações de curto prazo; aumentou o limite para R$ 2.000,00; dobrou o prazo máximo de 24 meses para 48 meses, com carência de 180 dias para o primeiro pagamento; e diminuiu os juros - clientes com contratos de até 12 meses vão pagar 0,99 ao mês quando antes pagavam 2.0% e nos contratos de 24 meses pagarão 1,8% de juros/mês.

Essas são medidas que, espero, venham para ficar e que o BB se transforme efetivamente em um verdadeiro banco nacional do microcrédito, um banco popular.

Por ZD

14 Agosto 2009

UMA REFLEXÃO - SENHORA GOVERNADORA: RENUNCIE

A ação civil por improbidade administrativa contra a governadora do Rio Grande do Sul ainda permanece sob sigilo. Por pouco tempo, registre-se. Em breve, conheceremos os termos contundentes que levaram os procuradores da República a solicitar o afastamento de Yeda Crusius do cargo. Enquanto isso, seus aliados e o conservadorismo gaúcho criticam a forma como o MPF veio a público. Esquecem do conteúdo e concentram-se exclusivamente na forma.

Por outro lado, a imprensa divulga diálogos entre Lair Ferst e Marcelo Cavalcante que colocam Yeda na berlinda. Lair Ferst é um dos réus na Operação Rodin, acusado de desviar R$ 44 milhões do Detran gaúcho. Na campanha da governadora, em 2006, foi arrecadador de recursos. Em entrevista à TV da Assembleia Legislativa gaúcha, o tucano Adroaldo Streck, ex-deputado federal, disse que Lair sempre foi ‘operador’ de Yeda e por isso era ligado ao partido. Cavalcante foi chefe de gabinete da governadora quando ela era deputada federal. Mais tarde, assessorou a campanha ao governo e assumiu, com status de Secretário de Estado, a representação gaúcha em Brasília.

Em fevereiro de 2009, Marcelo foi encontrado boiando no Lago Paranoá, em Brasília. Lair e Cavalcante são homens de Yeda, responsabilidade exclusiva dela. Nos diálogos, revelam a formação de caixa dois na campanha eleitoral e mostram que a casa da governadora foi comprada por valor além do divulgado. Durante a CPI do Detran veio à tona carta de Lair, entregue a Marcelo e endereçada a Yeda, revelando todo o esquema no Detran. Em outro momento, Flávio Vaz Neto, ex-presidente do órgão, disse que a governadora sabia de tudo o que ocorria por lá. Delson Martini, um dos principais assessores de Yeda, era comunicado e participava das principais decisões. A publicidade da ação do MPF jogará luz sobre uma página torpe da política gaúcha.

O Rio Grande do Sul, pelas mãos de seus homens públicos, acaba de integrar-se ao Brasil de Renan Calheiros, Fernando Collor, José Sarney e Lula da Silva. Somos como eles e chega de façanhas! Em fevereiro de 2009, quando o PSOL antecipou os fatos que agora se tornam oficiais, Yeda disse que não responderia a bêbados de porta de bar. Passados seis meses, ela transforma-se na governadora tarja preta. A arrogância, a empáfia e o deslocamento da realidade apresentados por Yeda em entrevistas à TV revelam uma mulher transtornada. Em breve, inicia-se uma CPI na Assembleia. O Rio Grande, enquanto isso, para.

Patifarias de todo o tipo tendem a vir à baila, a governabilidade se tornará quimera e a governadora estará no centro de um processo doloroso e duro. Para preservar a pouca dignidade que lhe resta e honrar o Estado que a elegeu, a Yeda Crusius resta alternativa única: renunciar.

Por Alessandro Minuscoli

10 Agosto 2009

COISA DE LOUCO - SPOK DA SILVA EXPLICA FREIRE E VIRGÍLIO

"Lula paralisou o Senado e ainda desmoralizou o seu partido. E impede que se viabilize uma solução, que é o afastamento de Sarney. Agora, com esse bate-boca, culpam a tropa de choque, mas é preciso culpar o chefe da tropa, que é Lula, o responsável direto pelo que está acontecendo".

É isso que diz o velho catão Roberto Freire, que hoje se apequenou ao ponto de receber jetom de estatais paulistas, justa paga para falar mal de Lula. Além da grana que recebe graciosamente, esse zumbi político tenta ajudar oposição, com o auxilio de seus ventríloquos na mídia, jogando sobre os ombros de Lula a culpa pelas centenárias mazelas do Senado.

O objetivo é tirar Sarney, desmoralizar o PMDB e assim se habilitar ao inventário do espólio. Estão conseguindo o contrário: fortalecer a aliança PMDB/PT de forma inquebrantável.

Para 15 de agosto, os mesmos pilantras do movimento CANSEI estão anunciando ações anti-Sarney, esquecendo-se que, no momento, quem está com a cabeça a prêmio no Conselho de Ética é o Artur "caso de psiquiatria" Virgílio que só se salvará de a base aliada quiser, pois, em seu processo, não existem só matérias de jornais, mas provas robustas de corrupção, inclusive com confissão em plenário.

Precisamos reagir contra esse movimento, ir às ruas também no dia 15, em prol de uma limpeza no Senado, não só de Sarney, mas de todos os que estão envolvidos em falcatruas. Ou seja: 99% deles.

Por Spok da Silva

02 Agosto 2009

Cristiano Capovilla - O fim do dólar ou porque a tecnocracia tucana não pode voltar em 2010

Uma das consequencias da crise financeira do capitalismo contemporâneo é o intenso debate sobre o papel do dólar como moeda de reserva internacional. Como sabemos, foi somente a partir da crise anterior (1930) e das duas grandes guerras mundiais que o dólar passou a ser utilizado como moeda de reserva internacional. As principais disposições do sistema Bretton Woods foram, primeiramente, a obrigação de cada país adotar uma política monetária que mantivesse uma taxa de câmbio de suas moedas dentro de um determinado valor indexado ao dólar —mais ou menos um por cento— cujo valor, por sua vez, estaria ligado ao ouro numa base fixa de 35 dólares por onça Troy, e em segundo lugar, a provisão pelo FMI de financiamento para suportar dificuldades temporárias de pagamento. O capitalismo foi reestruturado na primeira metade do século XX tendo o dólar como moeda padrão e os EUA como potência imperialista.

Esse sistema financiou a reconstrução do capitalismo e a hegemonia dos EUA por quase trinta anos. Entretanto começou a dar problemas derivados da degradação das finanças norte-americanas. Para financiar seu déficit orçamentário houve um aumento da emissão de dólares que, por um lado, começou a criar problemas aos restantes países membros do acordo, porque os obrigava a emitir suas próprias moedas para manterem o cambio "fixo", criando pressões inflacionárias na sua economia, e por outro, associado a uma degradação da conta corrente norte-americana, com as importações crescendo mais rápido que as exportações. Com isso a quantidade de dólares passou a exceder o estoque de ouro, diminuindo a vontade dos outros países de deter dólares. Em 1971, Richard Nixon, então presidente dos EUA, suspendeu unilateralmente o sistema de Bretton Woods, cancelando a conversibilidade direta do dólar em ouro.

Daí surgiu um novo padrão monetário, o chamado dólar flexível, inédito na história das relações internacionais, e ainda mais vantajoso para os EUA, uma vez que o dólar seria lastreado na própria economia norte-americana, sem constrangimentos objetivos. Este acontecimento também marca a volta da grande finança ao centro do poder, numa espécie de revanche contra aqueles que lutaram contra a liberdade dos capitais no período de Bretton Woods. Isso ficou evidente nos anos 1990 quando a vitória do neoliberalismo parecia incontestável e o dólar se configurou como a moeda da globalização financeira, sendo o "lastro" para a farra de outros papéis, títulos, bônus, dívidas, etc.

Agora, com a crise do neoliberalismo, reapareceu a necessidade de regulamentar o mercado financeiro internacional e, cada vez mais fica claro, que essa regulação só pode ser feita se o dólar for substituído como moeda de reserva internacional. Isso porque os EUA utilizam o dólar para atender os objetivos internos da sua política monetária, prejudicando o atendimento de demanda de outros países. É incompatível aos EUA manterem o valor de suas reservas nacionais cocomitante com o provimento de liquidez monetária ao mundo. Haverá sempre a anomalia entre um sistema de crédito baseado em reservas nacionais e as necessidades de liquidez internacionais.

Qual a saída? A recente reunião do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) levantou a necessidade da criação de um padrão monetário independente de unidades nacionais, isto é, de uma moeda realmente internacional, em substituição ao dólar, que teria por lastro o valor das trinta principais commodities. Seria o que os economistas chamam de "moeda de reseva supersegura". A China é a mais interessada, pois detem em seu poder bilhões em títulos do tesouro dos EUA além de enormes reservas em dólar. Também interessa ao Brasil, grande exportador de commodities.

Acontece que o dólar não se baseia somente na economia norte-americana. Baseia-se também no seu imperialismo, no poder político e militar dos EUA, na sua liderança como mantenedor do sistema capitalista internacional. Então a crise economica que estamos assistindo apresenta mais uma vez a encruzilhada histórica: ou substituimos o dólar e quebramos a hegemonia do imperialismo norte-americano ou continuaremos submetidos às crises finenceiras oriundas principalmente do financiamento do seu déficit, do seu consumo e das suas guerras.

Essas e outras notícias nós não iremos ver nos telejornais. A grande mídia nunca diz o que é realmente importante. Por isso é fundamental impedir o regresso da tecnocracia neoliberal do PSDB ao centro do governo. Essa mesma que criou o câmbio fixo e a paridade real-dólar que, em menos de quatro anos, drenou mais de 100 bilhões de dólares das reservas nacionais para a jogatina do capital financeiro. A política externa do governo Lula, ao contrário, posiciona-se corretamente ao lado da India, Rússia e China na busca de uma solução independente e de longo prazo.

Por Cristiano Capovilla

25 Julho 2009

DO BLOG ZÉPOVO - GOLPE BRANCO

Ninguém morre de amores pelo Sarney. Lula não está exatamente defendendo Sarney, defende o Senado, a Presidência da Casa como Instituição ao mesmo tempo que preserva a governabilidade.

É preciso também garantir que as investigações do MP em sigilo ou não, sejam corretas e isentas, não um show de mídia. O “vazamento” das escutas é tão criminoso ou mais quanto o empreguinho para o namoradinho.

Ninguém, muito menos eu aceita a corrupção (grande ou pequena) em nome da governabilidade, mas o que está acontecendo no Senado é um golpe branco, cheio de intenções inconfessáveis e chantagens explícitas.

É o início da campanha 2010, de um lado PT e PMDB imbatíveis se unidos e querendo uma campanha com céu de brigadeiro. Do outro lado os " Demotucanos" com poucas ou nenhuma possibilidade querendo uma campanha para 2010 feita no pântano das denúncias, com lama até o nariz porque pretendem tirar alguma vantagem do caos, ou simplesmente implodir tudo para ver o que sobra de vantagem, para eles, é claro

Vamos combater a corrupção?

Tudo bem , mas corrupto que ocupar a tribuna para acusar corrupto corre o risco de ficar com cara de puta.

Por ZEPOVO

14 Julho 2009

Competência - Apesar da crise, arrecadação dos municípios cresce 8,2% no quadrimestre

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou hoje (13) uma pesquisa sobre os efeitos da crise financeira internacional para os municípios. Segundo a pesquisa, nos quatro primeiros meses do ano a arrecadação dos municípios cresceu em 8,2% em relação ao mesmo período de 2008. Já a arrecadação dos estados ficou em 4,8% e a da União teve queda de -5,2%. A pesquisa foi feita com 354 municípios que representam dois terços das receitas do país.

O presidente da CMN, Paulo Ziulkoski, disse que, contudo, essa arrecadação não foi suficiente para melhorar a situação financeira das prefeituras. Os municípios têm uma crise estrutural, que é recorrente. Não sei quando isso vai ser solucionado, porque nós assumimos funções que são do governo federal e do estadual na execução das políticas públicas e o dinheiro que nos passam é insuficiente e com isso o prefeito tem que colocar recursos para cobrir, explicou.

A pesquisa informa ainda que, de 233 prefeitos entrevistados pela CNM, apenas 6,47% disseram que suas finanças estavam bem. Apesar disso, relatórios orçamentários afirmam que 27,6% dessas prefeituras já arrecadaram mais de 40% em tributos do previsto para todo o ano.

Outro dado da pesquisa diz respeito ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que teve uma recuperação nas transferências de recursos em maio e junho. Em março, foram repassados aos municípios R$ 3,285 bilhões; em abril foram R$ 3,921 bilhões; em maio o valor foi de R$ 4,675 bilhões; e em junho foram R$ 4,019 bilhões. Apesar disso, a perda de arrecadação nos seis primeiros meses do ano é de R$ 524 milhões. Corrigindo esse valor pela inflação as perdas chegam a R$ 1,968 bilhão.

A CNM apresentou também a pauta para da 12ª Marcha dos Prefeitos a Brasília, que acontece de amanhã (14) até quinta-feira (16) na capital federal. Entre os temas que serão discutidos estão a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que destina mais recursos para a saúde. De acordo com Ziulkoski, sem a regulamentação, são R$ 28 bilhões a menos que a União deixa de colocar na saúde.

Outro tema é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)dos Precatórios que, segundo o presidente da Confederação, que tem o apoio da entidade. Segundo ele, se for aprovada a emenda, seria bom, porque abriria prazo para pagar. Essa proposta garante o pagamento de precatórios, que são dívidas judiciais do Poder Público com cidadãos e entidades, sem que estados, municípios e a União comprometam suas receitas. Tanto a regulamentação da Emenda 29 quanto da PEC dos Precatórios aguardam votação na Câmara dos Deputados.

Outros temas que serão debatidos durante o encontro são a proposta de Reforma Tributária, a Lei de Licitações e as dívidas dos municípios com a Previdência Social.

Da Agência Brasil

04 Julho 2009

BRASIL REAFIRMA POSIÇÃO HUMANITÁRIA EM RELAÇÃO A ESTRANGEIROS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (2) lei que regulariza a presença de cerca de 50 mil imigrantes no Brasil. A iniciativa demonstra a tradicional “boa vontade” brasileira com estrangeiros que buscam um novo meio de vida no país, por motivos diversos, como guerras, recessões ou perseguições nos locais onde nasceram – ou simplesmente porque vêem no Brasil uma nação hospitaleira e com perspectivas de uma vida melhor.

A nova regra determina que todos os estrangeiros que tenham ingressado no Brasil até 1º de fevereiro de 2009 e estejam em situação migratória irregular poderão requerer residência provisória por dois anos. Noventa dias antes do término deste prazo, a residência poderá ser transformada em permanente.

Ao assinar o documento, o presidente lembrou que o Brasil é uma terra generosa, que sempre recebeu de braços abertos quem veio para o país trabalhar e criar seus filhos.

“Ao longo de muitas décadas o Brasil sempre acolheu europeus, asiáticos, árabes, judeus, africanos e, mais recentemente, temos recebido fortes correntes migratórias de nossas irmãos da América do Sul e da América Latina”, ressaltou o presidente.

“Somos, na verdade, uma nação formada por imigrantes; uma nação que comprova, na prática, como as diferenças culturais podem contribuir para a construção de uma sociedade que busca sempre harmonia e combate com vigor, discriminação e preconceito”, acrescentou Lula.

Os beneficiados terão os mesmos direitos e deveres dos brasileiros, com exceção daqueles privativos a quem nasceu no país, como a possibilidade de se candidatar a cargos eletivos. Mas garantirá a liberdade de circulação em território nacional, pleno acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde pública e à justiça. Ainda na cerimônia da tarde desta quinta-feira, as regras serão regulamentadas por um decreto.

A decisão segue o caminho contrário de outras nações – normalmente as mais ricas – que vêm adotando, neste momento, um enfoque restritivo ao debate da questão, colocando-a em prisma alarmista e, não raro, despertando sentimentos de xenofobia. Nos últimos dias, as mídias européia e norte-americana têm dado destaque à afluência de imigrantes turcos, chineses, coreanos, albaneses, africanos e latino-americanos, por exemplo. Discutem-se medidas para conter, principalmente, a imigração econômica, que faz com que indivíduos de países pobres busquem melhores oportunidades.

Lula também criticou as políticas migratórias adotadas recentemente por nações mais ricas e disse que, na próxima semana, levará a iniciativa brasileira à reunião do G8, na Itália. Segundo o presidente, a decisão de anistiar estrangeiros irregulares coloca o Brasil à altura da realidade migratória contemporânea. Para ele, a imigração irregular é uma questão humanitária e não pode ser confundida com criminalidade.

Com o aumento das restrições imigratórias, intensifica-se a atuação de quadrilhas especializadas no comércio de seres humanos. O assunto assumiu tal dimensão que as Nações Unidas acabam de aprovar a Convenção de Palermo para combate ao Crime Organizado, adotada em três protocolos - o tráfico de armas, pessoas e imigrantes. É possível prever que o tema continuará presente na agenda internacional e será objeto de intensos debates nos próximos anos.

Para o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o Brasil está na contramão desse movimento mundial. “O Brasil, hoje, dá uma demonstração clara, não só no discurso, mas no papel, de que humanizamos a questão migratória e não a criminalizamos. A lei de anistia, mais do que um gesto de regularizar estrangeiros, poderá até livrá-los da exploração e do tráfico de pessoas.”

O Brasil não pode e não deve afastar-se dessa discussão, ao contrário, poderá até mesmo assumir uma postura de liderança no cenário internacional, capaz de propiciar um clima de serenidade ao debate do problema imigratório, buscando, inclusive, soluções de cunho humanitário. Os países precisam e devem reagir à adoção – por quem quer que seja – de medidas que penalizem o imigrante, infligindo a esse, muitas vezes, tratamento mais rigoroso e cruel daquele que é dado ao criminoso.

A estimativa do Ministério da Justiça é que a anistia possa beneficiar entre 50 a 60 mil estrangeiros irregulares, principalmente chineses e sul-americanos.

Nova lei dos estrangeiros

Durante a cerimônia no Salão Negro, com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o presidente Lula assinou, ainda, mensagem que encaminha ao Congresso o projeto de uma lei mais moderna de estrangeiros, substituindo a que existe desde 1980, conferindo um caráter mais humanitário à migração. Milhares de estrangeiros que se encontram irregulares no país sobrevivem em condições desumanas, sendo alvo do tráfico de pessoas e de drogas, entre outros crimes. Mas anistia para estrangeiros em situação irregular não é inédita. Em 1998, foram beneficiadas 39 mil pessoas.

Certidão negativa de naturalização

Nesta quinta-feira, o Ministério da Justiça também lançou a eCertidão, uma nova ferramenta que permitirá a expedição via Internet de certidões negativas de naturalização, tornando o processo mais rápido, seguro e transparente. O comprovante da naturalização de um estrangeiro é essencial para cidadãos que pretendem adquirir, por consangüinidade, outra cidadania - determinados países atribuem suas nacionalidades aos seus descendentes diretos.

Todos os anos, a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) recebe cerca de 20 mil pedidos de brasileiros descendentes de estrangeiros que precisam dessa certidão. Antes da eCertidão, a cada pedido era necessário que o Departamento de Estrangeiros consultasse o processo de naturalização, armazenado em inúmeros papeis nas sedes do Arquivo Nacional, em Brasília e no Rio de Janeiro, o que em muitos casos levava anos para a resolução do processo.

Um país de todos

O Brasil é país de imigração. Uma Nação cuja etnia é composta de diversas nacionalidades, muitas vezes incentivadas pelo Governo para povoar e desenvolver várias regiões. A história da imigração no Brasil começou com os próprios descobridores no processo de colonização. Posteriormente, com o desenvolvimento da lavoura, principalmente para exportação, tivemos a vinda forçada de africanos.

Com o fim da escravidão, tornou-se imperiosa a vinda de outros povos para suprir a necessidade de mão-de-obra para pequenas propriedades, que objetivavam o desenvolvimento e a segurança do sul do País, bem como para a lavoura cafeeira de exportação. Nesse contexto, chegaram italianos, alemães e japoneses.

Até os dias de hoje, ainda existem movimentos imigratórios ao Brasil, embora inferiores ao que ocorreram no passado, oriundos de países da própria América do Sul, onde se destacam os nacionais da Bolívia, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai. Em números gerais, contudo, é pequena a quantidade de estrangeiros no Brasil. Dados recentes apontam para um total de 870 mil estrangeiros, número que vem caindo nos últimos 10 anos. Em 1987, dados da Polícia Federal apontavam para um total aproximado de 960 mil estrangeiros.

Hoje, com 190 milhões de habitantes, a percentagem de imigrantes em comparação com a população brasileira é de aproximadamente 0,45%, número pequeno, ainda mais quando comparado a alguns de nossos vizinhos, inclusive do Mercosul. Vale ressaltar que neste momento, cerca de 4 milhões de brasileiros vivem no exterior.

As principais nacionalidades que residem no Brasil regularmente são: Portugueses (270 mil); Japoneses (92 mil); Italianos (69 mil); Espanhóis (58 mil); Argentinos (39 mil); Bolivianos (33 mil); Alemães (28 mil); Uruguaios (28 mil); Americanos (28 mil); Chineses (27 mil), Coreanos (16 mil); Franceses (16 mil); Libaneses (13 mil) e Peruanos (10 mil).

C/A

27 Junho 2009

Lula diz que só volta em 2014 se Dilma não for eleita

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (25/6), dia em que Dilma Rousseff se submeteu à última sessão de quimeoterapia, Lula mostrou-se otimista. Ele concedeu um benefício à dúvida: "Doença é doença". Mas disse que vem recebendo dos médicos notícias alvissareiras. E acrescenta: "Todo mundo que já teve esse tipo de câncer diz que é curável. Dilma vai ficar extraordinária, e a hora que tiver de anunciar, estará pronta para o embate". Lula também revelou que a ministra deixará a Casa Civil em março de 2010. "Ela se afasta e começa a campanha".

Inquirido sobre a hipótese de disputar a presidência novamente em 2014, disse que só entra na briga numa hipótese: "Se for um adversário que ganhar a eleição, aí sim pode estar previsto em 2014 eu voltar". Do contrário, vai "torcer para que Dilma possa fazer o melhor e ser candidata à reeleição". Acha que, uma vez eleita, a ministra "tem o direito de querer ser candidata" a um segundo mandato.

Alianças para 2010

"Trabalho sempre com a hipótese de construir aliança entre PT e PMDB, PDT e PTB. Parte importante da base do governo precisa compor nos Estados para que a gente possa ganhar e governar. Dilma tem de trabalhar com a possibilidade de um grande leque de alianças para ganhar bem e governar bem".

PT X PMDB no Rio Grande do Sul

"Tarso Genro está numa posição muito confortável do ponto de vista das pesquisas. É sempre muito difícil você convencer alguém que está liderando a sair para dar lugar ao segundo ou ao terceiro. Mas ainda assim estou convencido de que é possível construir uma aliança que envolva PMDB, PDT, PTB e PC do B. Se não der certo, temos de ter maturidade de saber como vamos nos tratar no primeiro turno. Sempre há possibilidade de essa aliança se concretizar no segundo turno".

Alianças nos outros Estados

"O raciocínio vale para todo o país. E nem acho que seja sacrifício (para o PT ceder posições a outras legendas). Não temos o direito de não fazer sacrifício e permitir que o desejo pessoal de alguém prevaleça sobre os interesses coletivos de um partido, seja estadual ou nacional. É preciso um debate para saber o seguinte: o que nos interessa neste momento, quais os Estados que temos de disputar, em quais temos chance, que tipo de aliança poderemos fazer e o que queremos construir. Se fizermos essa discussão corretamente, fica fácil construir as alianças. Essa minha concepção vale do Oiapoque ao Chuí. Mas quem decide isso são os partidos. Eu só espero que as pessoas tenham aprendido".

A mídia e o Senado

"Não critico a imprensa por conta do Senado. É pelo denuncismo desvairado que às vezes não tem retorno. Há uma prevalência da desgraça sobre as coisas boas. Talvez venda mais jornal. A nação precisa de boas notícias, de autoestima, para poder vencer esse embate com a crise internacional".

As malfeitorias do Senado

"Sobre as denúncias no Senado, que se faça uma investigação, se apresente o resultado. Quem estiver errado deve ser punido, e mata o assunto. Todos os senadores têm mais de 35 anos de idade, portanto estão na idade adulta. Sarney já anunciou que vai investigar".

A defesa de Sarney e 2010

"Não acho que algum senador vá renunciar ao mandato. Eles vão se acertar e prestar contas. A minha cabeça não trabalha pensando em 2010. Agora, tenho clareza de que nós sairemos bem em 2010 se a gente estiver bem em 2009".

Palocci na Casa Civil

"Não, não, não. Eu não posso discutir agora o que vou fazer. Mas não pretendo colocar nenhum ministro novo".

O ministério de 2010

"Não vou trazer uma pessoa para chegar sem conhecer o histórico do próprio ministério, das obras, dos projetos. Desse jeito irei paralisar o governo por 10 meses. Na hora em que o ministro for sair (para se candidatar), o secretário executivo assume".

A volta em 2014

"Eu tenho de recusar discutir 2014, porque não seria benéfico para mim e não seria benéfico para quem eu quero eleger. Vamos supor que eu eleja a companheira Dilma candidata do PT e o povo brasileiro eleja Dilma presidente do país. Ora, qual é o meu papel? É trabalhar para que ela faça o máximo possível. E ela tem o direito de querer ser candidata à reeleição. Vou torcer para que Dilma possa fazer o melhor e ser candidata à reeleição. Se for um adversário que ganhar a eleição, aí sim pode estar previsto em 2014 eu voltar".

A crise e a torcida da oposição

"Teve gente que até acendeu vela para o Brasil ser afetado. Uns queimaram a língua, outros queimaram os dedos. Quando deixar o governo, vou montar um grupo para pesquisar as análises econômicas que fizeram sobre o meu governo, para saber quem errou e acertou. Tomamos todas as medidas necessárias e somos reconhecidos no mundo inteiro".

A CPI da Petrobras

"Se tem um fato determinado, diga e faça a CPI. O que não pode é, de forma irresponsável, pegar a mais importante empresa do país e tentar, um ano antes das eleições, achincalhar essa empresa. O que se propôs não tem nada de seriedade. Acho que CPI não pode ser feita para fins apenas de disputas eleitorais. Acho que a Petrobras devia ser investigada pelo Tribunal de Contas da União, pelo Ministério Público, pela Procuradoria-Geral da República."

C/A.

17 Junho 2009

COMERCIO DO BRASIL COM OS BRIC´S AUMENTA 500%

As relações comerciais entre os quatro países que formam o BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) desenvolveram-se significativamente de 2003 a 2008, avalia o Itamaraty. No período, o comércio Brasil-Rússia cresceu de US$ 2 bilhões para US$ 8 bilhões; com a Índia, passou de US$ 1 bilhão para US$ 4,7 bilhões; e com a China, de US$ 6,7 bilhões para US$ 36,4 bilhões. No conjunto, o comércio do Brasil com os demais países do Grupo cresceu de US$ 9,7 bilhões, em 2003, para US$ 49 bilhões, em 2008 – aumento de 500%.

Entre 2003 e 2007, o crescimento dos países do BRIC representou 65% da expansão do PIB mundial. Em 2003, os BRICs correspondiam a 9% do PIB global.
Já em 2008, as economias dos quatro países responderam, em conjunto, por 15% da economia mundial, com o PIB totalizando US$ 8,9 trilhões. Considerado pela paridade de poder de compra, esse índice supera US$ 15 trilhões, o que representa 21% do total.

Hora do Povo

08 Junho 2009

PT, PCdoB e Fundações promovem debate internacional nos dias 20 e 21

Será nos dia 20 a 21 de junho de 2009, em São Paulo, o Seminário internacional sobre a crise mundial que está sendo organizado por PT, PCdoB e pelas fundações dos dois partidos, Perseu Abramo e Maurício Gabrois, além da Rede IPES/Corint, da França.

O evento acontece no Hotel Braston, à Rua Martins Fontes, 330 - Centro/São Paulo e a participação é aberta ao público. Não haverá inscrições prévias.

A abertura acontece no dia 20, às 9h, com apresentação do seminário, seguida de palestra do cientista político e professor da Uerj Emir Sader.
Conheça a programação completa. Alguns palestrantes ainda serão confirmados.

20 de junho – sábado

9h30
Apresentação da programação: PT, PCdoB, FPA, FMG e Corint

10h
Abertura
Crise e alternativas da esquerda
Emir Sader, cientista político, professor da Uerj

14h
Diagnóstico da crise internacional: natureza, profundidade e extensão
Coordenação da mesa: José Reinaldo, secretário de Relações Internacionais do PCdoB.

História e dimensões da crise: financeira, econômica, energética, alimentar, ambiental e estrutural
Jorge Benstein, economista, professor na Universidade de Buenos Aires

A crise e as interpretações marxistas do capitalismo
Sitaram Yeshuri, deputado, secretário de Relações Internacionais do PC da Índia-Marxista/CPI-M

Debate com o público

16h30
Reações frente à crise: EUA, Europa e instituições internacionais
Coordenação da mesa: Iole Ilíada, diretora da FPA

A política dos Estados Unidos, Obama, qual mudança?
Luís Fernandes, cientista político, professor da PUC/RJ
Os impactos da crise na União Européia e a reação dos governos
Sérgio Ribeiro, economista, membro do PC de Portugal

Os organismos internacionais frente à crise
Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda - Brasil

Debate: 30 minutos para perguntas e 30 minutos para respostas da mesa

19h30 às 21h30
Reações frente à crise: Rússia, Índia, China e África do Sul
Coordenação da mesa: Patrick Theuret, diretor da Corint

A Rússia frente à crise
Gyula Thürmer, cientista político, diretor da Fundação Hungria Neutra, de Budapeste
A Índia frente à crise
Paulo Vizentini, professor do curso de Relações Internacionais UFRGS - Brasil

A emergência da China no mundo contemporâneo
Wladimir Pomar, jornalista e escritor (Brasil), e representante do PC da China (a confirmar)

A África do Sul e o continente africano frente a crise
Blade Nzimande, secretário Geral do PC da África do Sul


Debate com o público


21 de junho (domingo)

9h
América Latina: lutas populares e governos progressistas frente à crise
Coordenação da mesa: Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT

A crise e a Integração latino-americana:
Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, Secretário Geral do Ministério de Relações Exteriores, Brasil

Mesa-redonda “A reação de governos, partidos de esquerda e movimentos sociais frente à crise”
Participantes do Brasil: Marco Aurélio Garcia, vice-presidente do PT (a confirmar), Artur Henrique, presidente da CUT, Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB, representantes do PT e do PCdoB;
Participantes do exterior: representantes da Argentina, de Cuba, da Bolívia, do Equador, da Nicarágua, do Paraguai, do Uruguai, da Venezuela e de El Salvador


14h
Crise e alternativas socialistas
Theotônio dos Santos, economista, professor da UFF
Coordenação da mesa: Adalberto Monteiro, presidente da FMG

Intervenções

Carlos Lupi, presidente (licenciado) do PDT (a confirmar)
Roberto Amaral, vice-presidente do PSB
Renato Rabelo, presidente do PCdoB
Ricardo Berzoini, presidente do PT

Debate com o público

17h45

Sessão de encerramento:

Conclusões: PT, PCdoB, FPA, FMG e Corint

Serviço:
Seminário internacional sobre a crise mundial
Promoção: Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Fundação Perseu Abramo (FPA) , Fundação Maurício Grabois (FMG), e pela Corint.
Local: Hotel Braston - Rua Martins Fontes, 330 - Centro - São Paulo
Informações: telefones 3243.1377 (PT), 3337.1578 (FMG), 5571.4299 r. 134 (FPA), e e-mail: internacional@pcdob.org.br

02 Junho 2009

Aos Ruralistas e Escravocratas - Podem me insultar e pedir minha cabeça que vou continuar

Em solidariedade a Carlos Minc a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) disse em nota divulgada nesta terça-feira que o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) está sendo "duramente golpeado" por setores econômicos e forças políticas que "nunca" assumiram compromissos com o desenvolvimento rural sustentável.

Minc e parlamentares da bancada ruralista no Congresso Nacional trocam críticas desde a semana passada sobre a política agrária e ambiental. Durante o ato Grito da Terra, o ministro atacou o agronegócio e chamou os parlamentares de "vigaristas". Depois, recuou e disse que não tinha a intenção de ofender a bancada ruralista.

"O protagonismo do ministro Carlos Minc possui o mérito de compreender que não existe incompatibilidade entre a produção de alimentos e a preservação ambiental", afirma Contag na nota.

O ministro chegou a fazer uma reclamação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a interferência de vários ministérios na política ambiental do governo. Irritado com a ação de colegas para liberar obras sem licenciamento ambiental, Minc disse que a postura dos ministros "não é aceitável" dentro do governo.

Hoje, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) protocolou denúncia contra Minc na Procuradoria Geral da República por crime de responsabilidade. Presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), a senadora afirma na denúncia que Minc ofendeu os agricultores ao participar do Grito da Terra.

Além da denúncia na Procuradoria, Kátia Abreu encaminhou pedido de demissão do ministro à Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

O ministro criticou a iniciativa da senadora. "Podem me insultar e pedir minha cabeça que vou continuar governando, vou continuar coibindo os vossos crimes ambientais", disse.

"A Contag considera que apoiar o ministro Carlos Minc é reforçar as posições de todos que defendem a necessária e cuidadosa articulação entre proteção ambiental e o desenvolvimento social e econômico do país, e que reconhecem a agricultura familiar como uma ferramenta estratégica para um novo modelo de produção sustentável", diz a confederação.

C/A

27 Maio 2009

Quem é quem na CPI tucana da PetrobraX

O governo desconstrói o discurso da oposição de que quer abafar a CPI da PetrobraX do PSDB, ao indicar os nomes dos 11 titulares rapidamente, em vez de esticar os prazos.

Os 8 da base governista são:

- Ideli Salvatti (PT-SC)
- João Pedro (PT-AM)
- Ignácio Arruda (PCdoB-CE)
- Jefferson Praia (PDT-AM)
- Romero Jucá (PMDB-RR)
- Paulo Duque (PMDB-RJ)
- Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
- Fernando Collor de Mello (PTB-AL)

Os 3 da tropa de choque oposicionista de José Serra (PSDB) são:
- Álvaro Dias (PSDB-PR)
- Sérgio Guerra (PSDB-PE)
- ACM Jr. (DEMos/BA)

Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) sentiram cheiro de queimado, e fugiram do desgaste, depois da repercussão nas ruas. Álvaro Dias acredita que não tem nada a perder, pois tem mandato de senador até 2014, e sua pseudo-candidatura a governador do Paraná não entusiasma tucanos nem DEMos, como a de Beto Richa. Sérgio Guerra e ACM Jr. sabem que do jeito que está não se reelegem em 2010, então entram na CPI como jogadores em um cassino, apostando todas as fichas no tudo ou nada, à espera da sorte grande.

A estratégia da base governista deverá ser realçar:

- o nacionlismo X entreguismo demo-tucano;
- o risco demo-tucano da política de enxugar e sucatear para privatizar;
- o quanto a Petrobras está bem gerida agora e o quanto foi mal gerida no passado;
- o papel da empresa no desenvolvimento e geração de empregos;
- a responsabilidade social da empresa, patrocinando projetos sociais;
- o papel da empresa na geração de emprego e renda na área cultural, como maior patrocinadora do Brasil;
- mostrar a economia e qualificação proporcionada pela contratação de funcionários concursados, em vez dos terceirizados na época demo-tucana;
- expor que a terceirização relaxou a segurança, e contribuiu para diversos acidentes, inclusive da plataforma P-36, que afundou na época tucana, com a morte de 9 petroleiros;
- as correções de rumo nas más políticas demo-tucanas do passado, desde as mudanças lesivas nas leis do petróleo feita pelo governo FHC/Serra, as ecomendas de navios e plataformas aos estaleiros estrangeiros, desempregando brasileiros na construção naval, etc.;

A oposição já anunciou seu jogo (bastante "manjado"): Pretende pautar a CPI com factóides na capa da revista Veja, que a Globo, Folha do José Serra (Folha de São Paulo) e Estadão repercutem.

Por: Zé Augusto

20 Maio 2009

PARTIDO PODE PUNIR DEPUTADO POR VOTAR CONTRA ORIENTAÇÃO PARTIDÁRIA

O presidente nacional da Juventude Popular Socialista, Maiko Vieira, entrou hoje com representação junto ao Conselho de Ética do PPS contra o deputado estadual Felipe Lucas, pelo descumprimento de orientação partidária na votação do aumento salarial do servidor público estadual.

Invocando os itens um e três do artigo 2º do Capítulo Primeiro do Código de Ética do PPS, Maiko Vieira pede que o Conselho convoque o deputado para explicar-se, uma vez que o Diretório Estadual havia aprovado orientação a favor das emendas da oposição, elevando o aumento salarial para 15%, e o deputado votou como pediu o governo do estado, a quem o partido faz oposição programática.

Da assessoria do JPPS

14 Maio 2009

BANCADA DA MÍDIA E OPOSIÇÃO NÃO GOSTARAM

Governo quebrou confiança da caderneta da poupança, afirmam partidos de oposição.

Os partidos de oposição no Congresso Nacional divulgaram, há pouco, uma nota de repúdio às mudanças na caderneta de poupança e afirmam que o governo “quebrou” a confiança do povo brasileiro ao mexer na poupança.

No documento, assinado por PSDB, PPS e DEM, a oposição argumenta que a mudança nos critérios da poupança “mostra que o governo Lula optou por prejudicar o pobre, o aposentado, o trabalhador, criando um novo imposto para não perder arrecadação”.

“A caderneta de poupança é o único refúgio da economia popular. O governo sabe disso, mas, estranhamente, anunciou uma desoneração temporária nos fundos de aplicação e uma tributação permanente na poupança, que guarda o fruto do trabalho do povo”, diz trecho da nota.

Líderes da oposição prometeram, ainda, ir às ruas e tentar convencer os aliados do governo, no Congresso, a não aprovar as medidas anunciadas hoje.

Por Ivan Richard

07 Maio 2009

Agenda Presidencial - Lula faz sua 9ª viagem a Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira

Lula faz nesta sexta-feira sua nona viagem a Mato Grosso do Sul desde que assumiu a presidência do Brasil, em janeiro de 2003. De lá para cá, o presidente não deixou de vir ao Estado em nenhum ano sequer. Agora, ele participa do retorno do Trem do Pantanal.

De acordo com a assessoria do Planalto, a primeira vinda de Lula como presidente ocorreu nos dias 27 e 28 de março de 2003.

Nestes dias ele participou da abertura da 65ª Expogrande, em Campo Grande e ainda viajou para Ponta Porã, onde visitou o assentamento Itamarati.

Sete meses depois, o presidente retornou ao Estado. Desta vez num só dia, 11 de outubro, ele foi à cidade de Paranaíba inaugurar a Ponte de Porto Alencastro e, em seguida viajou para Corumbá, onde assistiu uma solenidade festiva que marcou o aniversário do Estado.

Já em 2004, segundo a assessoria, Lula passou os dois primeiros dias de abril aqui em Mato Grosso do Sul.

No dia 1º, Lula participou da inauguração de uma termelétrica no município de Três Lagoas. De lá Lula seguiu para a cidade de Bonito, onde no dia 2 fora inaugurado o aeroporto da cidade.

No ano seguinte, em 22 de fevereiro de 2005, o presidente Lula ficou o dia todo no Estado. Naquela manhã Lula e sua comitiva participaram da cerimônia de inauguração da rede de eletrificação em assentamentos rurais da cidade de Sidrolândia, a 60 quilômetros de Campo Grande.

À tarde, o presidente voou para Corumbá, para a solenidade que oficializou a assinatura de termo de implantação do pólo minero-siderúgico na cidade.

No ano seguinte, Lula voltou à cidade de Três Lagoas no dia 18 de novembro acampanhar o velório do senador Ramez Tebet.

No dia 31 de julho de 2007, o presidente Lula veio a Campo Grande participar da cerimônia de lançamento do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas áreas de saneamento e urbanização no Estado.

Ano passado, no dia 18 de março, Lula veio de novo para falar do PAC, lançar o programa Caminho Escola e também visitou obras de urbanização e saneamento do bairro popular. Neste dia, Lula almoçou com o governador André Puccinelli (PMDB). Arquivo Midiamax

O governador Puccinelli e o presidente Lula, em março do ano passado; Lula e o ex-governador Zeca

Já no dia 15 janeiro deste ano, o presidente Lula foi até a fronteira com a Bolívia participar do ato que marcou o início da construção da estrada Arroyo Concepcion, no território boliviano.

Neste dia ele almoçou com autoridades brasileiras e o presidente Evo Morales no 6º Distrito Naval da Marinha, no município de Ladário.

Por Celso Bejarano Jr.

03 Maio 2009

Lula diz que exploração do pré-sal é a segunda independência do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o início da produção de petróleo no Campo de Tupi, nas águas ultraprofundas do pré-sal da Bacia de Santos significa "a segunda independência" para o Brasil, uma vez que as reservas abrem perspectivas externas para o país no setor econômico.

"[O pré-sal] é a segunda independência do Brasil. A Dilma [Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil] disse uma coisa importante: nenhuma arrogância, nenhum nariz empinado. Nós queremos aproveitar para dá a lição que eu tenho dito que o Brasil tem que dá: toda vez que a gente ganha importância a gente tem que ser mais humilde", disse durante as comemorações pelo início da produção da camada pré-sal em águas ultraprofundas na Bacia de Santos.

Na avaliação do presidente, a possibilidade que se abre para o país de desenvolver gigantescas reservas de petróleo e gás dará ao Brasil mais respeitabilidade nas negociações bilaterais e multilaterias.

"Nós fomos conduzidos durante muito tempo a acreditar que não podíamos nada. O país desaprendeu a gostar dele, é o filme estrangeiro que é melhor, a roupa que é melhor, o petróleo que é melhor. A Petrobras é a musa que a gente carrega para mostrar o sucesso do país."

C/A

01 Maio 2009

Sucesso - Diretora da Petrobras anuncia produção maior de usinas

A escassez de chuvas nas regiões Sul e Sudeste vai obrigar o acionamento com maior intensidade das usinas térmicas movidas com gás natural nas duas regiões, afirmou nesta sexta-feira (02) a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster. A geração de gás para as usinas térmicas, que estava na casa dos seis milhões de metros cúbicos diários, vai receber mais 14 milhões de metros cúbicos gradativamente nos próximos dias, elevando-se a um total de 20 milhões de metros cúbicos. O montante é suficiente para produzir em torno de 2,2 mil megawatts (MW).

Para atender a essa demanda, a diretora disse que haverá necessidade de aumentar nos próximos dias a importação de gás natural da Bolívia para o máximo da capacidade do gasoduto, que é de 30 milhões de metros cúbicos diários. Desde novembro do ano passado, o Brasil reduziu esta importação para o limite mínimo, na casa dos 20 milhões de metros cúbicos, devido não somente ao desligamento das usinas térmicas, mas também à queda na demanda por gás, motivada pela crise econômica mundial. Atualmente, o País estava importando 23,5 milhões de metros cúbicos por dia.

Além do aumento da importação da Bolívia, Graça destacou que haverá um "maior esforço produtivo" na Bacia de Campos, e "se houver necessidade" há ainda a alternativa do processamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Baía de Guanabara. Porém, ela acredita que não haverá necessidade de utilização do GNL, já que hoje existe um excedente não utilizado de gás produzido no País, na casa dos seis milhões de metros cúbicos por dia. Parte deste volume será leiloado no mercado spot no próximo dia 12 de maio.

C/A