Durante coletiva de imprensa após o acidente ocorrido na manhã desta quarta-feira, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que o choque entre os trens foi uma “encostada forte” e as pessoas se machucaram por estarem distraídas. O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino dos Prazeres Melo, considera que o acidente é resultado do sucateamento do metrô na capital paulista.
O acidente entre os trens do metrô que deixou dezenas de feridos, segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, foi causado por falha do freio automático. “A velocidade era baixa, semelhante à velocidade de quando os trens engatam. Algumas pessoas só se machucaram porque estavam distraídas”, afirmou Fernandes.
Ele explicou que a velocidade em que o trem estava, entre 9 e 12 quilometros por hora, é a mesma velocidade de quando um trem engata no outro, ou seja, quando as composições se acoplam. “O tamanho do choque foi semelhante ao do engate. Mas a desaceleração do freio de emergência não foi o suficiente para evitar o choque”, ponderou o secretário.
Fernandes descartou a possibilidade de que os trens do metrô estivessem sobrecarregados, devido à alta demanda de passageiros, principalmente na linha onde ocorreu o acidente. O secretário descartou também que os trens estejam operando com menores intervalos de tempo, o que facilitaria uma colisão. “Está descartada a hipótese de ter sido causado por conta de menores intervalos entre os trens. Há muita demanda, mas eles ainda dão conta. Não mudaram os intervalos entre um trem e outro, vão mudar futuramente”, ponderou Jurandir Fernandes.
Para Ailton Brasiliense, presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos, a possibilidade de a colisão ocorrer era zero, “e de acontecer outra vez também é zero”. “Só o metrô pode apontar as causas. Tem todas as gravações e os registros de tudo o que ocorreu, segundo por segundo. Tudo precisa ser checado: a velocidade do trem, a condição dos equipamentos, a movimentação dos veículos”.
O acidente, que ocorreu entre as estações Penha e Carrão, da linha Vermelha, deixou cerca de 40 feridos. Segundo o Metrô, neste momento, todas as linhas funcionam normalmente
POLÍTICA NACIONAL
17 Maio 2012
14 Abril 2012
Da série "descalabros tucanos em cascata"
A administração tucana de Geraldo Alckmin, pela 3ª vez governador do Estado, mais parece uma usina de fabricação de descalabros do que um governo. Principalmente porque não se descobre mais só uma irregularidade isolada, nem surge só um escândalo por semana. As coisas, agora, vêm em série. Várias ao mesmo tempo, a atestar que não há um governo no Estado. Na verdade os tucanos comandam um desgoverno.
Hoje a Folha de S.Paulo denuncia que o governo estadual tucano foi obrigado a suspender todas as compras feitas desde dezembro pela PM na área de tecnologia. "Só" os principais contratos de compra nesse período de apenas quatro meses somam R$ 300 milhões. A decisão foi tomada depois que relatório da Assembleia Legislativa apontou irregularidades nas licitações.
E olha que a suspensão não atinge os quase 12 mil tablets comprados para a polícia em 2010 (governos José Serra/Alberto Goldman) e que o jornal revela que não funcionam. A Secretaria de Segurança Publica informou que faz uma "análise", mas minutos depois mudou a versão e afirmou que eles não estão em "revisão".
Mais três descalabros na longa lista
Pois é, como não poderia deixar de ser, o mesmo governo Alckmin não repassou até agora as verbas anuais para manutenção das 5 mil escolas da rede pública do Estado. Elas sempre são enviadas em janeiro, mas este ano não chegaram até agora, meados de abril, apesar de a rede pública ter reiniciado as aulas há quase três meses. Justificativa para o atraso? O governo tucano explica que a política de envio de verbas está sendo mudada, inclusive os períodos de liberação dos recursos.
Como o governo funciona como uma fábrica de descalabros em série, tivemos ontem, também, a pane tradicional do metrô, que ocorre em média uma a duas vezes por semana. Uma falha no sistema de controle provou uma interrupção de 50 minutos na circulação de trens da Linha 2-Verde, entre as estações Tamanduateí e Vila Prudente.
Pior: por causa da pane, a transferência de passageiros do metrô para os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na estação Tamanduateí ficou suspensa por meia hora.
As chuvas: todo ano os mesmos caos e tragédias
Aí, para coroar o dia de "desastres" sob o patrocínio tucano, no fim da tarde e começo da noite, chuvas torrenciais trouxeram de volta o caos à capital e Região Metropolitana - a capital bateu o recorde de congestionamento no ano, com 224 km por volta das 19 h. Ok, reconheçamos que as chuvas vêm de São Pedro, Deus e da natureza - desculpa aliás já invocada pelo ex-governador José Serra e pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD).
Mas, é preciso lembrar que as duplas tucanas parceiras que governam a capital há 8 anos, antes José Serra-Gilberto Kassab, agora Alckmin-Kassab, todos os anos cortam mais da metade dos investimentos/obras contra as cheias. E ainda querem continuar governando a cidade depois da eleição de outubro próximo!
Da web
Hoje a Folha de S.Paulo denuncia que o governo estadual tucano foi obrigado a suspender todas as compras feitas desde dezembro pela PM na área de tecnologia. "Só" os principais contratos de compra nesse período de apenas quatro meses somam R$ 300 milhões. A decisão foi tomada depois que relatório da Assembleia Legislativa apontou irregularidades nas licitações.
E olha que a suspensão não atinge os quase 12 mil tablets comprados para a polícia em 2010 (governos José Serra/Alberto Goldman) e que o jornal revela que não funcionam. A Secretaria de Segurança Publica informou que faz uma "análise", mas minutos depois mudou a versão e afirmou que eles não estão em "revisão".
Mais três descalabros na longa lista
Pois é, como não poderia deixar de ser, o mesmo governo Alckmin não repassou até agora as verbas anuais para manutenção das 5 mil escolas da rede pública do Estado. Elas sempre são enviadas em janeiro, mas este ano não chegaram até agora, meados de abril, apesar de a rede pública ter reiniciado as aulas há quase três meses. Justificativa para o atraso? O governo tucano explica que a política de envio de verbas está sendo mudada, inclusive os períodos de liberação dos recursos.
Como o governo funciona como uma fábrica de descalabros em série, tivemos ontem, também, a pane tradicional do metrô, que ocorre em média uma a duas vezes por semana. Uma falha no sistema de controle provou uma interrupção de 50 minutos na circulação de trens da Linha 2-Verde, entre as estações Tamanduateí e Vila Prudente.
Pior: por causa da pane, a transferência de passageiros do metrô para os trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na estação Tamanduateí ficou suspensa por meia hora.
As chuvas: todo ano os mesmos caos e tragédias
Aí, para coroar o dia de "desastres" sob o patrocínio tucano, no fim da tarde e começo da noite, chuvas torrenciais trouxeram de volta o caos à capital e Região Metropolitana - a capital bateu o recorde de congestionamento no ano, com 224 km por volta das 19 h. Ok, reconheçamos que as chuvas vêm de São Pedro, Deus e da natureza - desculpa aliás já invocada pelo ex-governador José Serra e pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD).
Mas, é preciso lembrar que as duplas tucanas parceiras que governam a capital há 8 anos, antes José Serra-Gilberto Kassab, agora Alckmin-Kassab, todos os anos cortam mais da metade dos investimentos/obras contra as cheias. E ainda querem continuar governando a cidade depois da eleição de outubro próximo!
Da web
28 Março 2012
SENADOR DEMÓSTENES CACHOEIRA POUPE-SE, E A NÓS, E RETIRE-SE!
No Brasil, nada é tão previsível quanto a queda de um moralista como Demóstenes.
Que Vossa Excelência perdoe o chiste, mas o apelido é inevitável: Senador Cachoeira! Primeiro, ficamos escandalizados com a revelação de que o senhor, Catão da República, e também moralista número 1 do Congresso Nacional, é um amigo do peito de um dos nossos maiores contraventores. Mais escandalizados ainda com a sua desculpa de que não sabia que Carlinhos Cachoeira se dedicava a atividades ilegais. Depois, novo espanto com a notícia de que essa amizade fraterna era de copa e cozinha, com direito a fogões trazidos dos Estados Unidos. Quando nada mais podia nos surpreender, surgiram as 298 ligações telefônicas, mais de uma por dia, trocadas com o “professor” no período monitorado pela Polícia Federal. Em seguida, a descoberta de que as conversas eram feitas num rádio Nextel trazido dos Estados Unidos – “esta é a minha vida, este é o meu clube”. E agora, de repente, descobrimos que o senhor, senador Demóstenes Torres, também pediu dinheiro ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Quer saber se isso nos surpreende? Não. De jeito nenhum. Suas desculpas esfarrapadas é que preparam o terreno para recebermos com naturalidade cada vez maior os fatos novos da Operação Monte Carlo. Se amanhã nos disserem que Cachoeira despachava no seu gabinete, que ele teria financiado sua campanha ao Senado ou que os senhores, além de amigos, eram também sócios, tudo parecerá ser natural. Previsível até. Tão previsível quanto a queda de um moralista no Brasil, terra-mãe de Dercy Gonçalves. Aqui, não há um que resista. E todos os justiceiros que fazem desse método de ação política uma escada para o poder, mais cedo ou mais tarde acabam caindo.
Ocorre que alguns são perdoados. Outros, não. Ensina a sabedoria popular que o povo perdoa o pecador; o pregador, jamais. Então, se vale um conselho, senador Demóstenes, assuma-se como Senador Cachoeira. Defenda a legalização do jogo, apresente bons argumentos (que até existem), mas não tente posar novamente como o único homem probo do Senado, assinando pedidos de CPIs e emparedando adversários com uma moralidade postiça. O povo brasileiro detesta a hipocrisia.
Quanta lama ainda terá que jorrar das cataratas goianas para que o senhor reconheça seus erros e peça desculpas à Nação? Basta dizer a verdade e se assumir como um pecador normal, assim como todos os seus inimigos. É a sua única chance.
Por Leonardo Attuch
Que Vossa Excelência perdoe o chiste, mas o apelido é inevitável: Senador Cachoeira! Primeiro, ficamos escandalizados com a revelação de que o senhor, Catão da República, e também moralista número 1 do Congresso Nacional, é um amigo do peito de um dos nossos maiores contraventores. Mais escandalizados ainda com a sua desculpa de que não sabia que Carlinhos Cachoeira se dedicava a atividades ilegais. Depois, novo espanto com a notícia de que essa amizade fraterna era de copa e cozinha, com direito a fogões trazidos dos Estados Unidos. Quando nada mais podia nos surpreender, surgiram as 298 ligações telefônicas, mais de uma por dia, trocadas com o “professor” no período monitorado pela Polícia Federal. Em seguida, a descoberta de que as conversas eram feitas num rádio Nextel trazido dos Estados Unidos – “esta é a minha vida, este é o meu clube”. E agora, de repente, descobrimos que o senhor, senador Demóstenes Torres, também pediu dinheiro ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Quer saber se isso nos surpreende? Não. De jeito nenhum. Suas desculpas esfarrapadas é que preparam o terreno para recebermos com naturalidade cada vez maior os fatos novos da Operação Monte Carlo. Se amanhã nos disserem que Cachoeira despachava no seu gabinete, que ele teria financiado sua campanha ao Senado ou que os senhores, além de amigos, eram também sócios, tudo parecerá ser natural. Previsível até. Tão previsível quanto a queda de um moralista no Brasil, terra-mãe de Dercy Gonçalves. Aqui, não há um que resista. E todos os justiceiros que fazem desse método de ação política uma escada para o poder, mais cedo ou mais tarde acabam caindo.
Ocorre que alguns são perdoados. Outros, não. Ensina a sabedoria popular que o povo perdoa o pecador; o pregador, jamais. Então, se vale um conselho, senador Demóstenes, assuma-se como Senador Cachoeira. Defenda a legalização do jogo, apresente bons argumentos (que até existem), mas não tente posar novamente como o único homem probo do Senado, assinando pedidos de CPIs e emparedando adversários com uma moralidade postiça. O povo brasileiro detesta a hipocrisia.
Quanta lama ainda terá que jorrar das cataratas goianas para que o senhor reconheça seus erros e peça desculpas à Nação? Basta dizer a verdade e se assumir como um pecador normal, assim como todos os seus inimigos. É a sua única chance.
Por Leonardo Attuch
12 Março 2012
Escândalo - Senadores empregam fantasmas e até cassados
Mesmo depois da crise de 2009, quando descobriu-se que atos secretos nomeavam parentes e funcionários-fantasmas em seus gabinetes, senadores não perderam o hábito do empreguismo. Pelo contrário. Usam a estrutura da Casa para acomodar profissionais com atividades particulares, mas que recebem dinheiro público - ou que respondem a processos por mau uso de recursos do contribuinte. Levantamento realizado com base no Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados demonstra que dos 81 senadores, pelo menos 25 (30%) abrigam em seus escritórios em Brasília ou nos estados desde estudantes que moram fora do Brasil, até médicos e advogados que passam o dia entre clínicas e tribunais. Há também casos de aliados que enfrentam denúncias do Ministério Público ou até mesmo foram cassados por compra de votos.
O presidente do DEM, Agripino Maia (RN), pagava até semana passada mais de R$ 4 mil mensais em seu escritório político no Rio Grande do Norte para uma servidora fantasma. Sobre devolver o dinheiro nada.
Estudante de Medicina, em vez de trabalhar para o senador em Natal, ela foi fazer um estágio, em agosto de 2011, na Espanha.
Gleika de Araújo Maia é sobrinha do deputado João Maia (PR-RN) e do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, demitido por manter escondidos os atos de nomeações e benefícios de pessoas protegidas pelos senadores. Depois de procurado pelo GLOBO, o senador demitiu a funcionária.
No Rio Grande do Norte, o senador Paulo Davim (PV) paga R$ 8,1 mil para a cardiologista Carla Karini de Andrade Costa, sua sócia em uma clínica no estado.
"Tudo é tolerado até que vire escândalo"
O senador Ivo Cassol (PP-RO) patrocina uma ilegalidade. O jornalista Francisco Sued de Brito Pinheiro Filho, nomeado como assistente parlamentar em 1 de dezembro do ano passado, ganhou outro cargo público, na Assembleia Legislativa de Rondônia. Em 1 de fevereiro deste ano, ele foi nomeado para trabalhar no gabinete da presidência da Assembleia. Embora o acúmulo de função pública seja proibido por lei, Sued continua a receber pelo Senado e pela Assembleia. A assessoria do senador disse, há 10 dias, que Cassol já havia identificado o problema e mandara demitir o funcionário. No entanto, até sexta-feira ele continuava como servidor federal, de acordo com o Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados do Senado.
Cassol emprega Carlos Alberto Canosa, seu ex-secretário de Assuntos Estratégicos quando foi governador de Rondônia. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) pediu abertura de investigação contra Canosa por irregularidades em contrato de R$ 15 milhões para publicidade do governo.
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) mantém entre seus funcionários Sani Jair Garay Naiamayer. Em dezembro de 2008, a Justiça do Trabalho anulou uma sentença em que o filho de Sani, Cláudio Márcio Almeida Naimaier, havia ganho direitos trabalhistas em uma ação indenizatória contra o pai. O Ministério Público do Trabalho comprovou que a ação foi fraudulenta porque a fazenda Nova Querência, de Sani, sofria duas execuções financeiras da Fazenda Pública do Tocantins, além de duas hipotecas em favor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A senadora emprega Abdon Mendes Ferreira, condenado pelo TCE a devolver R$ 123 mil aos cofres públicos de Crixás por gasto irregular com alimentação, hospedagem e obras.
da web
Cientista político da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas disse que a presença de fantasmas e condenados por desvio de dinheiro público faz parte da cultura política do país, que ainda se pauta pela troca de favores.
O presidente do DEM, Agripino Maia (RN), pagava até semana passada mais de R$ 4 mil mensais em seu escritório político no Rio Grande do Norte para uma servidora fantasma. Sobre devolver o dinheiro nada.
Estudante de Medicina, em vez de trabalhar para o senador em Natal, ela foi fazer um estágio, em agosto de 2011, na Espanha.
Gleika de Araújo Maia é sobrinha do deputado João Maia (PR-RN) e do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, demitido por manter escondidos os atos de nomeações e benefícios de pessoas protegidas pelos senadores. Depois de procurado pelo GLOBO, o senador demitiu a funcionária.
No Rio Grande do Norte, o senador Paulo Davim (PV) paga R$ 8,1 mil para a cardiologista Carla Karini de Andrade Costa, sua sócia em uma clínica no estado.
"Tudo é tolerado até que vire escândalo"
O senador Ivo Cassol (PP-RO) patrocina uma ilegalidade. O jornalista Francisco Sued de Brito Pinheiro Filho, nomeado como assistente parlamentar em 1 de dezembro do ano passado, ganhou outro cargo público, na Assembleia Legislativa de Rondônia. Em 1 de fevereiro deste ano, ele foi nomeado para trabalhar no gabinete da presidência da Assembleia. Embora o acúmulo de função pública seja proibido por lei, Sued continua a receber pelo Senado e pela Assembleia. A assessoria do senador disse, há 10 dias, que Cassol já havia identificado o problema e mandara demitir o funcionário. No entanto, até sexta-feira ele continuava como servidor federal, de acordo com o Quadro de Servidores Efetivos e Comissionados do Senado.
Cassol emprega Carlos Alberto Canosa, seu ex-secretário de Assuntos Estratégicos quando foi governador de Rondônia. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) pediu abertura de investigação contra Canosa por irregularidades em contrato de R$ 15 milhões para publicidade do governo.
Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) mantém entre seus funcionários Sani Jair Garay Naiamayer. Em dezembro de 2008, a Justiça do Trabalho anulou uma sentença em que o filho de Sani, Cláudio Márcio Almeida Naimaier, havia ganho direitos trabalhistas em uma ação indenizatória contra o pai. O Ministério Público do Trabalho comprovou que a ação foi fraudulenta porque a fazenda Nova Querência, de Sani, sofria duas execuções financeiras da Fazenda Pública do Tocantins, além de duas hipotecas em favor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A senadora emprega Abdon Mendes Ferreira, condenado pelo TCE a devolver R$ 123 mil aos cofres públicos de Crixás por gasto irregular com alimentação, hospedagem e obras.
da web
Cientista político da Universidade de Brasília, Ricardo Caldas disse que a presença de fantasmas e condenados por desvio de dinheiro público faz parte da cultura política do país, que ainda se pauta pela troca de favores.
20 Fevereiro 2012
Hipocrisias Tucanas - Ditador Aécio Neves esquece Minas Gerais e detona Cuba
Aos poucos, o senador tucano, tão afastado de Minas Gerais, vai mostrando suas garras para a disputa presidencial de 2014. Com seu artigo na Folha, ele deve ter conquistado mais alguma simpatia dos EUA
Senador ataca Cuba e esquece de Minas
Em sua coluna na Folha, Aécio Neves voltou a tratar de política externa, desta vez para demonizar Cuba. O senador tucano, famoso por sumir de Minas Gerais e curtir as suas “folgas” em Miami e Paris, tenta se cacifar como líder da direita nativa. O texto, uma cópia dos memorandos da CIA, objetiva fustigar a política externa soberana, ativa e altiva, iniciada no governo Lula.
Com o título “O silêncio do PT”, o artigo critica o “autoritarismo do regime cubano” e o “regime dinástico dos irmãos Castro”. No tocante ao autoritarismo, os jornalistas mineiros conhecem bem as práticas ditatoriais da dupla Aécio/Andrea. Já os professores, que realizaram a sua mais longa greve no ano passado, são testemunhas da postura truculenta dos filhotes do ex-governador.
Nada sobre o bloqueio dos EUA
O senador tucano também descreve as reais dificuldades vividas pelos 11,2 milhões de cubanos. Mas não diz uma linha sobre o criminoso bloqueio econômico imposto pelos EUA, que completou 50 anos na semana passada. Ele também nada fala sobre a miséria que campeia em Minas, com milhões de pessoas abandonadas pelo poder público, ou sobre as vítimas das recentes enchentes no estado.
Leia mais
Carta aberta à atriz global Débora Falabella: a verdade sobre a educação de Minas GeraisNão bastasse a destruição de famílias, dono do Pinheirinho tem dívida milionária perdoadaFHC defende Aécio e provoca reação de fúria em José Serra: ‘Tá gagá’Em outro trecho, o tucano esbanja cinismo. Ela critica a “falta de horizonte das novas gerações” de cubanos. O senador realmente está distante do seu estado. Ele esquece que milhões de jovens mineiros, sem qualquer horizonte, já tentaram migrar para os EUA – submetendo-se à violência do império na fronteira com o México e à humilhação do trabalho degradante no solo ianque.
Aécio bajula Yoani Sánchez e critica Dilma
Reforçando a campanha midiática em defesa da blogueira Yoani Sánchez, que vários documentos e vídeos comprovam ser uma mercenária dos EUA, Aécio Neves critica os “olhos fechados” da presidenta Dilma Rousseff em sua recente visita a Cuba. Toda essa histeria para, no final, afirmar que “o flerte com regimes fechados e totalitários, como o de Cuba e o do Irã, expõe publicamente a tentação autoritária que o PT tenta dissimular e que, no entanto, parece estar inscrito no DNA do partido”.
Aos poucos, o senador tucano, tão afastado de Minas Gerais, vai mostrando suas garras para a disputa presidencial de 2014. Com seu artigo na Folha, ele deve ter conquistado mais alguma simpatia dos EUA. No futuro, novos documentos vazados pelo WikiLeaks podem revelar as tramas do colonizado mineiro.
Por Altamiro Borges
Senador ataca Cuba e esquece de Minas
Em sua coluna na Folha, Aécio Neves voltou a tratar de política externa, desta vez para demonizar Cuba. O senador tucano, famoso por sumir de Minas Gerais e curtir as suas “folgas” em Miami e Paris, tenta se cacifar como líder da direita nativa. O texto, uma cópia dos memorandos da CIA, objetiva fustigar a política externa soberana, ativa e altiva, iniciada no governo Lula.
Com o título “O silêncio do PT”, o artigo critica o “autoritarismo do regime cubano” e o “regime dinástico dos irmãos Castro”. No tocante ao autoritarismo, os jornalistas mineiros conhecem bem as práticas ditatoriais da dupla Aécio/Andrea. Já os professores, que realizaram a sua mais longa greve no ano passado, são testemunhas da postura truculenta dos filhotes do ex-governador.
Nada sobre o bloqueio dos EUA
O senador tucano também descreve as reais dificuldades vividas pelos 11,2 milhões de cubanos. Mas não diz uma linha sobre o criminoso bloqueio econômico imposto pelos EUA, que completou 50 anos na semana passada. Ele também nada fala sobre a miséria que campeia em Minas, com milhões de pessoas abandonadas pelo poder público, ou sobre as vítimas das recentes enchentes no estado.
Leia mais
Carta aberta à atriz global Débora Falabella: a verdade sobre a educação de Minas GeraisNão bastasse a destruição de famílias, dono do Pinheirinho tem dívida milionária perdoadaFHC defende Aécio e provoca reação de fúria em José Serra: ‘Tá gagá’Em outro trecho, o tucano esbanja cinismo. Ela critica a “falta de horizonte das novas gerações” de cubanos. O senador realmente está distante do seu estado. Ele esquece que milhões de jovens mineiros, sem qualquer horizonte, já tentaram migrar para os EUA – submetendo-se à violência do império na fronteira com o México e à humilhação do trabalho degradante no solo ianque.
Aécio bajula Yoani Sánchez e critica Dilma
Reforçando a campanha midiática em defesa da blogueira Yoani Sánchez, que vários documentos e vídeos comprovam ser uma mercenária dos EUA, Aécio Neves critica os “olhos fechados” da presidenta Dilma Rousseff em sua recente visita a Cuba. Toda essa histeria para, no final, afirmar que “o flerte com regimes fechados e totalitários, como o de Cuba e o do Irã, expõe publicamente a tentação autoritária que o PT tenta dissimular e que, no entanto, parece estar inscrito no DNA do partido”.
Aos poucos, o senador tucano, tão afastado de Minas Gerais, vai mostrando suas garras para a disputa presidencial de 2014. Com seu artigo na Folha, ele deve ter conquistado mais alguma simpatia dos EUA. No futuro, novos documentos vazados pelo WikiLeaks podem revelar as tramas do colonizado mineiro.
Por Altamiro Borges
06 Fevereiro 2012
Mídia Política - Folha e Veja na TV Cultura: conluio com PSDB agora é oficial
A “Folha” já pediu, em editorial, o fechamento da TV Brasil - emissora pública criada pelo governo federal. O motivo alegado pelo jornal: audiência baixa. “Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte.”
A mesma “Folha” anuncia agora - de forma discreta, diga-se – uma curiosa “parceria” com a TV Cultura de São Paulo – emissora igualmente pública, mantida principalmente com dinheiro do contribuinte paulista.
Tenho orgulho de ter trabalhado na TV Cultura nos anos 90, à época sob a presidência do ótimo Roberto Muylaert. Mas o fato é que a Cultura também não tem uma audiência maravilhosa. Nos últimos anos, os índices só caíram. Mas aí a “Folha” não vê problema. Ao contrário, torna-se aliada da TV.
Sobre a parceria entre “Folha” e TV Cultura, você pode ver mais detalhes aqui.
O mais curioso é que a parceria se estenderá também à “Veja”, a revista mais vendida do país.
A “Veja”, como se sabe, gosta de escrever Estado com “e” minúsculo, para reafirmar seu ódio ao poder público. Ódio? Coisa nenhuma. A Abril adora vender revistas para o governo. E agora, vejam só, também terá seu quinhãozinho na emissora controlada pelos tucanos paulistas.
O “programa” da “Veja” deve ir ao ar às terças. O da “Folha”, aos domingos.
A notícia sobre o novo programa da revista mais vendida pode ser lida abaixo, em reportagem do site “Comunique-se”…
Recentemente, o “Estadão” chamou a oposição às falas, pedindo – em editorial – unidade e combatividade para barrar o PT em São Paulo. Alckmin parece ter escutado.
A TV Cultura transforma-se numa tricheira, a organizar o que sobrou da oposição: “Veja”, “Folha”… E dizem que o “Estadão” também terá seu programinha por lá.
Faz sentido.
Como disse um leitor, no tuiter:
@RobertoToledo59 Estão apenas oficializando a parceria.
Trata-se de um movimento importante: estão preparando a trincheira pra defender a terra bandeirante da horda vermelha… Afinal, se o PT ganhar a capital esse ano, o Palácio dos Bandeirantes será o último bastião do tucanato paulista e de seus (deles) aliados na velha mídia.
Perguntinha tola desse escrevinhador: “Folha” e “Veja” vão pagar para usar o espaço da emissora pública? Ou será tudo na faixa?
Em entrevista ao Portal Imprensa, o editor da “Folha” deixou claro qual o objetivo da parceria: “trará a possibilidade de a marca Folha alcançar seu público no maior número possível de mídias. “O jornal continua firme no propósito de levar seu conteúdo de qualidade a um número diversificado de plataformas, e chegar à TV parece um passo natural”.
Muito natural! Tá tudo em casa, eu diria.
Por Rodrigo Vianna
A mesma “Folha” anuncia agora - de forma discreta, diga-se – uma curiosa “parceria” com a TV Cultura de São Paulo – emissora igualmente pública, mantida principalmente com dinheiro do contribuinte paulista.
Tenho orgulho de ter trabalhado na TV Cultura nos anos 90, à época sob a presidência do ótimo Roberto Muylaert. Mas o fato é que a Cultura também não tem uma audiência maravilhosa. Nos últimos anos, os índices só caíram. Mas aí a “Folha” não vê problema. Ao contrário, torna-se aliada da TV.
Sobre a parceria entre “Folha” e TV Cultura, você pode ver mais detalhes aqui.
O mais curioso é que a parceria se estenderá também à “Veja”, a revista mais vendida do país.
A “Veja”, como se sabe, gosta de escrever Estado com “e” minúsculo, para reafirmar seu ódio ao poder público. Ódio? Coisa nenhuma. A Abril adora vender revistas para o governo. E agora, vejam só, também terá seu quinhãozinho na emissora controlada pelos tucanos paulistas.
O “programa” da “Veja” deve ir ao ar às terças. O da “Folha”, aos domingos.
A notícia sobre o novo programa da revista mais vendida pode ser lida abaixo, em reportagem do site “Comunique-se”…
Recentemente, o “Estadão” chamou a oposição às falas, pedindo – em editorial – unidade e combatividade para barrar o PT em São Paulo. Alckmin parece ter escutado.
A TV Cultura transforma-se numa tricheira, a organizar o que sobrou da oposição: “Veja”, “Folha”… E dizem que o “Estadão” também terá seu programinha por lá.
Faz sentido.
Como disse um leitor, no tuiter:
@RobertoToledo59 Estão apenas oficializando a parceria.
Trata-se de um movimento importante: estão preparando a trincheira pra defender a terra bandeirante da horda vermelha… Afinal, se o PT ganhar a capital esse ano, o Palácio dos Bandeirantes será o último bastião do tucanato paulista e de seus (deles) aliados na velha mídia.
Perguntinha tola desse escrevinhador: “Folha” e “Veja” vão pagar para usar o espaço da emissora pública? Ou será tudo na faixa?
Em entrevista ao Portal Imprensa, o editor da “Folha” deixou claro qual o objetivo da parceria: “trará a possibilidade de a marca Folha alcançar seu público no maior número possível de mídias. “O jornal continua firme no propósito de levar seu conteúdo de qualidade a um número diversificado de plataformas, e chegar à TV parece um passo natural”.
Muito natural! Tá tudo em casa, eu diria.
Por Rodrigo Vianna
15 Janeiro 2012
Brasileiros inauguram módulo científico no interior da Antártida
Dez pesquisadores da UERJ, UFRGS e do Inpe ficam até o dia 20 de janeiro no interior da Antártida para monitorar o módulo Criosfera 1. Na imagem, entre os cientistas está o glaciólogo Jefferson Simões (o primeiro com blusa preta, da direita para a esquerda). (Foto: Divulgação/Marcelo Arévalo).
Cientistas brasileiros inauguraram oficialmente o módulo Criosfera 1, instalado no interior da Antártida para monitoramento meteorológico e coleta de informações sobre o impacto da mudança climática no continente antártico.
Os equipamentos já operam desde a primeira semana de janeiro e transmitem remotamente dados sobre a velocidade do vento e umidade do ar a partir das coordenadas 84°S, 79°29'39"W, a 670 km do Polo Sul Geográfico e a 2.500 km de distância da Base Antártica Comandante Ferraz, mantida pela Marinha na costa da região.
Dez pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) estão desde dezembro acampados no local e são responsáveis pela instalação de equipamentos e realização de medições.
Em conversa, por telefone via satélite, com o glaciólogo Jefferson Simões, da UFRGS, um dos coordenadores da expedição ao Polo Sul. No momento da conversa, a temperatura no acampamento era – 17 ºC.
“Está um friozinho aqui”, brincou o pesquisador. Durante o verão no Hemisfério Sul o sol nunca se põe (fenômeno chamado de “Sol da meia-noite”) e a temperatura média é de – 20 ºC, com sensação térmica de – 41 ºC.
Simões disse que o equipamento funcionará de forma sustentável, com energia eólica (ventos) e painéis solares. “Mas os painéis ficarão desativados a partir de março, quando a região fica totalmente escurecida”.
Análise
De acordo com o pesquisador, o módulo, que também mede a quantidade de dióxido de carbono na região, verificou a concentração de 385 partículas por milhão (ppm) de CO2, quantidade que é 40% maior aos níveis pré-industriais.
“Nós também já constatamos a presença de carbono negro, presente na fuligem que é subproduto de queimadas e uso de combustível fóssil. Isto está chegando cada vez mais na Antártida e queremos investigar o fato”, explica Simões. Outra parte importante da pesquisa está ligada ao aquecimento da região periférica do continente.
“Sabemos que já ocorre o derretimento das geleiras e também a migração de animais. São sinais da mudança climática. Mas pesquisas apontam que o centro da Antártida está esfriando, enquanto as bordas estão esquentando. Isso pode ter influência do buraco na Camada de Ozônio. O Criosfera 1 vai contribuir com pesquisas internacionais sobre o tema e reforça a participação do Brasil no Tratado da Antártida, que decide o futuro de 10% de área do planeta Terra”, complementa.
Dificuldades
Os dez pesquisadores permanecem no interior da Antártida até o dia 20, retornando para Punta Arenas, no Chile, no dia 22 e, posteriormente, para o Brasil. Enquanto isso, enfrentam um cotidiano difícil.
“Aqui não tem como seguir um horário específico, já que estamos perto do Polo Sul e é dia o tempo todo. Por isso, definimos seguir o fuso do Chile (uma hora a menos que o horário de Brasília). Os dez (cientistas) ficam divididos em cinco barracas, a uma temperatura de – 7 ºC no interior delas. São ao menos dez horas de trabalho por dia”, comenta.
Segundo o professor Simões, roupas e óculos especiais protegem a equipe do frio e dos reflexos do sol na neve, que podem prejudicar a visão humana. “O mais difícil mesmo é sair do saco de dormir”, comenta.
Após o retorno do grupo, o módulo antártico vai enviar informações automáticas para o Inpe, em São José dos Campos (SP). No fim de 2012, uma nova expedição irá ao local para verificar os instrumentos e coletar dados que não foram transmitidos.
Cientistas brasileiros inauguraram oficialmente o módulo Criosfera 1, instalado no interior da Antártida para monitoramento meteorológico e coleta de informações sobre o impacto da mudança climática no continente antártico.
Os equipamentos já operam desde a primeira semana de janeiro e transmitem remotamente dados sobre a velocidade do vento e umidade do ar a partir das coordenadas 84°S, 79°29'39"W, a 670 km do Polo Sul Geográfico e a 2.500 km de distância da Base Antártica Comandante Ferraz, mantida pela Marinha na costa da região.
Dez pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) estão desde dezembro acampados no local e são responsáveis pela instalação de equipamentos e realização de medições.
Em conversa, por telefone via satélite, com o glaciólogo Jefferson Simões, da UFRGS, um dos coordenadores da expedição ao Polo Sul. No momento da conversa, a temperatura no acampamento era – 17 ºC.
“Está um friozinho aqui”, brincou o pesquisador. Durante o verão no Hemisfério Sul o sol nunca se põe (fenômeno chamado de “Sol da meia-noite”) e a temperatura média é de – 20 ºC, com sensação térmica de – 41 ºC.
Simões disse que o equipamento funcionará de forma sustentável, com energia eólica (ventos) e painéis solares. “Mas os painéis ficarão desativados a partir de março, quando a região fica totalmente escurecida”.
Análise
De acordo com o pesquisador, o módulo, que também mede a quantidade de dióxido de carbono na região, verificou a concentração de 385 partículas por milhão (ppm) de CO2, quantidade que é 40% maior aos níveis pré-industriais.
“Nós também já constatamos a presença de carbono negro, presente na fuligem que é subproduto de queimadas e uso de combustível fóssil. Isto está chegando cada vez mais na Antártida e queremos investigar o fato”, explica Simões. Outra parte importante da pesquisa está ligada ao aquecimento da região periférica do continente.
“Sabemos que já ocorre o derretimento das geleiras e também a migração de animais. São sinais da mudança climática. Mas pesquisas apontam que o centro da Antártida está esfriando, enquanto as bordas estão esquentando. Isso pode ter influência do buraco na Camada de Ozônio. O Criosfera 1 vai contribuir com pesquisas internacionais sobre o tema e reforça a participação do Brasil no Tratado da Antártida, que decide o futuro de 10% de área do planeta Terra”, complementa.
Dificuldades
Os dez pesquisadores permanecem no interior da Antártida até o dia 20, retornando para Punta Arenas, no Chile, no dia 22 e, posteriormente, para o Brasil. Enquanto isso, enfrentam um cotidiano difícil.
“Aqui não tem como seguir um horário específico, já que estamos perto do Polo Sul e é dia o tempo todo. Por isso, definimos seguir o fuso do Chile (uma hora a menos que o horário de Brasília). Os dez (cientistas) ficam divididos em cinco barracas, a uma temperatura de – 7 ºC no interior delas. São ao menos dez horas de trabalho por dia”, comenta.
Segundo o professor Simões, roupas e óculos especiais protegem a equipe do frio e dos reflexos do sol na neve, que podem prejudicar a visão humana. “O mais difícil mesmo é sair do saco de dormir”, comenta.
Após o retorno do grupo, o módulo antártico vai enviar informações automáticas para o Inpe, em São José dos Campos (SP). No fim de 2012, uma nova expedição irá ao local para verificar os instrumentos e coletar dados que não foram transmitidos.
27 Dezembro 2011
Governos Tucanos - A volta da ditadura em Minas Gerais
O PSDB de Minas Gerais ingressou com representação, assinada por seu vice-presidente, Domingos Sávio, pedindo ao Conselho de Ética da Assembléia Legislativa a cassação do deputado estadual Rogério Correia (PT). À representação foi anexada uma "reporcagem" da Veja sobre a suspeita "Lista de Furnas". O pedido se dá sob o argumento de que o petista faltou com o decoro parlamentar. Caso seja aprovada na casa sob hegemonia tucana, será o retorno da ditadura em Minas Gerais.
Como afirma Márcio Fagundes, do jornal Hoje em Dia, "a sigla tucana faz voltar o tempo, aliás, tristes, nos anos 60, quando a Casa, sob tutela militar, deu fim aos mandatos populares dos deputados Dazinho, Clodesmith Rianni e Sinval Bambirra. Também o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB), no início de dezembro, enfrentou problema similar. Ele havia dito que a Assembléia estava de joelhos para o Executivo".
Os filhotes de Aécio Neves
O deputado Rogério Correia já exibiu laudo de exame documentoscópico (mecanográfico e grafotécnico) do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal para rechaçar a acusação de falsificação de documentos na chamada Lista de Furnas. "Não existe um processo contra mim na Justiça", assegura. Ele deve em entrar com habeas corpus para garantir o exercício do seu mandato, conquistado nas urnas.
Diante do perigo de grave retrocesso, três partidos divulgaram notas oficiais em solidariedade ao deputado perseguido pelos tucanos mineiros, filhotes do ex-governador Aécio Neves. Reproduzo abaixo:
*****
PCdoB defende liberdade de expressão para Rogério Correia
Em nome da Executiva do PCdoB vimos manifestar nossa solidariedade ao deputado Rogério Correia que acaba de ser atacado em seu sagrado direito de defender idéias e apoiar os que lutam por melhores condições de vida.
Ao longo de sua atividade parlamentar o deputado Rogério Correia jamais se furtou a seu compromisso na defesa de um país justo, de um estado a serviço de sua gente e de compartilhar a luta dos que buscam melhores salários e mais dignidade.
Estranhamente o PSDB, um partido que tem a obrigação de respeitar a Constituição esquece o seu Art. 5º Inciso IV que pontua “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” e entra no Conselho de Ética contra o parlamentar petista.
Em nome da liberdade ainda que tardia, confiamos nos integrantes do Conselho de Ética da ALMG que resgatarão o sagrado direito político dos que querem melhorar o país.
*****
Nota de solidariedade do PMDB-MG
Fiel aos seus valores fundacionais e aos históricos compromissos com a Democracia, a Liberdade e o Estado de Direito, o Diretório Estadual do PMDB-MG, através de sua Executiva, vem tornar pública sua solidariedade ao Deputado Estadual Rogério Correia, líder da bancada do PT na ALMG.
Com efeito, o PSDB-MG protocolou representação contra o Deputado Rogério na Comissão de Ética da Assembleia de Minas. Ao fazê-lo, mais que ao Deputado, atingiu-se a Liberdade e ao Estado de Direito, tão ameaçados na Minas de Hoje.
Sem apresentar qualquer prova, ou um mínimo indício que fosse a representação pretende tão somente calar uma das principais vozes de oposição no Estado, buscando transformar o Conselho de Ética da ALMG em instrumento intimidatório ou em verdadeiro Tribunal de Exceção.
Solidário ao Deputado, o PMDB-MG chama a atenção das forças Democráticas e do povo de Minas para o risco que ronda, hoje, as nossas instituições.
*****
Nota de apoio do PT de Minas Gerais
O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores vem a público manifestar seu irrestrito apoio ao Deputado Estadual Rogério Correia, integrante de sua executiva.
Rogério é líder de nossa bancada na Assembleia e tem se destacado na organização da oposição, articulando com os movimentos social e sindical que este ano travaram um firme embate com o governo tucano.
Ao demonstrar que choque de gestão, déficit zero e outras ações publicitárias, nada mais são que peças de ficção, o líder do Movimento Minas sem Censura é perseguido pelo PSDB com uma representação junto à Comissão de Ética da Assembleia.
Comprometido com a justiça social e transparência, O PT/MG vem a público denunciar mais esta tentativa de calar aqueles que, no legítimo exercício de suas atividades públicas, não se intimidam e não se calam!
Conclamamos os trabalhadores(as) e a sociedade mineira e brasileira a reagirem à esse atentado a democracia e a se solidarizar com o companheiro Rogério Correia.
Por Altamiro Borges
Como afirma Márcio Fagundes, do jornal Hoje em Dia, "a sigla tucana faz voltar o tempo, aliás, tristes, nos anos 60, quando a Casa, sob tutela militar, deu fim aos mandatos populares dos deputados Dazinho, Clodesmith Rianni e Sinval Bambirra. Também o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB), no início de dezembro, enfrentou problema similar. Ele havia dito que a Assembléia estava de joelhos para o Executivo".
Os filhotes de Aécio Neves
O deputado Rogério Correia já exibiu laudo de exame documentoscópico (mecanográfico e grafotécnico) do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal para rechaçar a acusação de falsificação de documentos na chamada Lista de Furnas. "Não existe um processo contra mim na Justiça", assegura. Ele deve em entrar com habeas corpus para garantir o exercício do seu mandato, conquistado nas urnas.
Diante do perigo de grave retrocesso, três partidos divulgaram notas oficiais em solidariedade ao deputado perseguido pelos tucanos mineiros, filhotes do ex-governador Aécio Neves. Reproduzo abaixo:
*****
PCdoB defende liberdade de expressão para Rogério Correia
Em nome da Executiva do PCdoB vimos manifestar nossa solidariedade ao deputado Rogério Correia que acaba de ser atacado em seu sagrado direito de defender idéias e apoiar os que lutam por melhores condições de vida.
Ao longo de sua atividade parlamentar o deputado Rogério Correia jamais se furtou a seu compromisso na defesa de um país justo, de um estado a serviço de sua gente e de compartilhar a luta dos que buscam melhores salários e mais dignidade.
Estranhamente o PSDB, um partido que tem a obrigação de respeitar a Constituição esquece o seu Art. 5º Inciso IV que pontua “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” e entra no Conselho de Ética contra o parlamentar petista.
Em nome da liberdade ainda que tardia, confiamos nos integrantes do Conselho de Ética da ALMG que resgatarão o sagrado direito político dos que querem melhorar o país.
*****
Nota de solidariedade do PMDB-MG
Fiel aos seus valores fundacionais e aos históricos compromissos com a Democracia, a Liberdade e o Estado de Direito, o Diretório Estadual do PMDB-MG, através de sua Executiva, vem tornar pública sua solidariedade ao Deputado Estadual Rogério Correia, líder da bancada do PT na ALMG.
Com efeito, o PSDB-MG protocolou representação contra o Deputado Rogério na Comissão de Ética da Assembleia de Minas. Ao fazê-lo, mais que ao Deputado, atingiu-se a Liberdade e ao Estado de Direito, tão ameaçados na Minas de Hoje.
Sem apresentar qualquer prova, ou um mínimo indício que fosse a representação pretende tão somente calar uma das principais vozes de oposição no Estado, buscando transformar o Conselho de Ética da ALMG em instrumento intimidatório ou em verdadeiro Tribunal de Exceção.
Solidário ao Deputado, o PMDB-MG chama a atenção das forças Democráticas e do povo de Minas para o risco que ronda, hoje, as nossas instituições.
*****
Nota de apoio do PT de Minas Gerais
O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores vem a público manifestar seu irrestrito apoio ao Deputado Estadual Rogério Correia, integrante de sua executiva.
Rogério é líder de nossa bancada na Assembleia e tem se destacado na organização da oposição, articulando com os movimentos social e sindical que este ano travaram um firme embate com o governo tucano.
Ao demonstrar que choque de gestão, déficit zero e outras ações publicitárias, nada mais são que peças de ficção, o líder do Movimento Minas sem Censura é perseguido pelo PSDB com uma representação junto à Comissão de Ética da Assembleia.
Comprometido com a justiça social e transparência, O PT/MG vem a público denunciar mais esta tentativa de calar aqueles que, no legítimo exercício de suas atividades públicas, não se intimidam e não se calam!
Conclamamos os trabalhadores(as) e a sociedade mineira e brasileira a reagirem à esse atentado a democracia e a se solidarizar com o companheiro Rogério Correia.
Por Altamiro Borges
12 Dezembro 2011
Tiro no Pé - Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da "privataria"
O livro “A Privataria Tucana” nasceu do pedido de Aécio Neves para que o jornal Estado de Minas investigasse o rival José Serra; escrito pelo jornalista investigativo Amaury Ribeiro Júnior, o livro revela como o ex-governador paulista, seus operadores, seu genro e até sua própria filha enriqueceram com a venda de estatais.
O livro mais anunciado, comentado e aguardado por aqueles que se intitulam “blogueiros sujos” está nas livrarias. Escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a obra “A Privataria Tucana” vem sendo anunciada desde a campanha presidencial de 2010, quando Amaury se tornou personagem da história, ao ser acusado de quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do então candidato José Serra. O episódio fez com que Fernando Pimentel, hoje em seu inferno astral, perdesse espaço na campanha para os paulistas liderados por Rui Falcão e Antonio Palocci. Amaury submergiu e se dedicou a concluir seu livro, lançado nesta sexta-feira pela Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato. É um trabalho que traz revelações importantes sobre a era das privatizações, expõe de forma clara o tráfico de influência comandado por Serra e seus operadores, especialmente o tesoureiro Ricardo Sérgio de Oliveira, e revela ainda como uma guerra interna no ninho tucano deu origem a toda essa história. Ex-repórter do Estado de Minas, que lutava para emplacar Aécio Neves como presidenciável, Amaury recebeu a encomenda de investigar a vida de José Serra. O resultado são as 343 páginas de “A Privataria Tucana”.
Em 2009, Aécio e Serra disputavam a indicação tucana para concorrer à presidência. O mineiro defendia prévias e o paulista se colocava como “o primeiro da fila”. Amaury, que vivia em Belo Horizonte, foi chamado por seus patrões para a missão quando o Estado de S. Paulo publicou um texto intitulado “Pó pará, governador?”, um tanto estranho para os padrões austeros da família Mesquita, pois, já no título, insinuava que Aécio seria um cocainômano – e que, portanto, não poderia sonhar com a presidência. A partir daí, veio a resposta mineira. Segundo Álvaro Teixeira da Costa, dono do Estado de Minas, São Paulo não deveria mexer com Minas, pois os mineiros também saberiam lutar.
Amaury recebeu a encomenda e disse aos patrões que a fragilidade de Serra residia nas privatizações. E assim começou a investigá-lo, bem como a seus principais operadores: Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Grégorio Marin Preciado, casado com sua prima. No meio do caminho, Amaury descobriu as contas usadas por Ricardo Sérgio, Gregório e até pela filha de Serra, Verônica, e por seu genro, Alexandre Bourgeois.
Eis algumas das revelações do livro:
• Carlos Jereissati, dono da Oi, usou sua empresa Inifinity Trading, sediada em paraísos fiscais, para pagar propina a Ricardo Sérgio de Oliveira, na empresa Franton Enterprises.
• A propina pela compra da Oi, segundo o autor do livro, seria próxima a R$ 90 milhões. Jereissati e seus parceiros chegaram ao leilão sem recursos e foram socorridos por fundos de pensão, comandados por Ricardo Sérgio de Oliveira e seu braço direito João Bosco Madeiro.
• Ricardo Sérgio de Oliveira, que era chamado de “Mr. Big” e se tornou amigo de Serra por intermédio de Clóvis Carvalho, comprou prédios inteiros em Belo Horizonte, que depois foram também vendidos a fundos de pensão estatais. O livro traz documentos e procurações usadas por Ricardo Sérgio e seus laranjas.
• Na privatização da Vale, vencida por Benjamin Steinbruch com recursos dos fundos de pensão, num consórcio organizado por Miguel Ethel e José Brafman, a propina teria sido de R$ 15 milhões.
• Gregório Marin Preciado, “primo” de Serra, organizou o consórcio Guaraniana, que, também com dinheiro dos fundos de pensão, comprou várias distribuidoras de energia no Nordeste, hoje pertencentes ao grupo espanhol Iberdrola.
• Preciado e Ricardo Sérgio jogavam juntos. Boa parte dos depósitos recebeidos pela Franton Enterprises, de Ricardo Sérgio, eram feitos pelo “primo” de Serra. As movimentações da dupla, documentadas no livro de Amaury, somam mais de US$ 20 milhões. Preciado e Serra também aparecem como sócios num terreno em São Paulo. Também na era Serra, o Banco do Brasil teria reduzido uma dívida de R$ 448 milhões de Preciado para míseros R$ 4,1 milhões.
• O livro também aborda a sociedade entre a empresa Decidir.com, de Verônica Serra, filha do ex-governador tucano, com o grupo Opportunity, de Daniel Dantas. A Decidir.com, voltada para leilões na internet, recebeu cerca de R$ 10 milhões em investimentos, mas nunca apresentou resultados. Em abril de 2002, a empresa foi dissolvida.
• Tanto Verônica Serra como Ricardo Sérgio de Oliveira utilizaram a mesma empresa, a Citco, para abrir suas contas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
Além disso, o livro também revela como Serra teria usado o governo de São Paulo para contratar a empresa Fence e espionar adversários políticos – era essa, aliás, uma das encomendas iniciais do Estado de Minas: descobrir por quem Aécio vinha sendo seguido em suas constantes noitadas cariocas.
Da web
01 Dezembro 2011
Diretora do FMI chega ao Brasil não para saber como vai o arrocho imposto com tucanos, mas pedir socorro
Diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde visita a presidente Dilma Rousseff a fim de pedir apoio aos emergentes para resgate dos europeus.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, tem uma reunião com a presidente Dilma Rousseff encontro acontece em um momento delicado para os países da zona do euro, que passam por uma grave crise financeira devido a um descontrole geral de contas públicas iniciado pela Grécia e que tomou grandes proporções. Da conversa entre as duas líderes, o mais provável é que saia um pedido de socorro ao Brasil, que navega contra a correnteza, registrando crescimento econômico e tendo recebido elevação da classificação de risco soberano de longo prazo pela agência Standard & Poor's.
A francesa já havia apontado que as economias emergentes têm um papel fundamental a desempenhar na solução da crise da dívida. “Mercados emergentes, e os grandes mercados emergentes em particular, têm um papel a desempenhar com uma mudança em seu modelo de crescimento ou permitindo que suas moedas se valorizem de maneira apropriada", declarou. Christine Lagarde também visitou a China nos dias 9 e 10 de novembro, onde também alertou para a necessidade de as economias mundiais trabalharem em conjunto.
No início do mês, analistas acreditavam que o Brasil pretendia aumentar sua participação no Fundo em meio a crise europeia. Desta forma, ajudaria o continente em apuros sem uma assistência direta, enquanto se tornaria um ator de maior peso no órgão. Porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com quem Christine Lagarde marcou um almoço também para esta quarta-feira, negou a informação de que o Brasil teria oferecido, durante reunião sobre a crise em Cannes, na França, um montante de ajuda à Europa por meio do FMI.
Por parte de Dilma, a expectativa é que ela mantenha posição de outras situações durante o encontro com Lagarde. O Brasil estaria disposto a ajudar, desde que tivesse maior participação no FMI – mesma posição manifestada pela China. A presidente já afirmou esperar aumentar a participação brasileira no Fundo, mas declarou que jamais aceitará que o organismo imponha certas receitas aos países que requerem sua ajuda, como nos impuseram. Segundo o site oficial do organismo, o Brasil está prestes a se tornar um dos dez principais acionistas do FMI. "Nós sabemos o que é a supervisão do FMI (década suspeita perdida com tucanos). Nós sabemos o que é a proibição de fazer investimentos (...) Por isso temos que continuar firmes macroeconomicamente", disse a presidenta, em outubro.
Da web
01 Novembro 2011
Leis brasileiras devem ser respeitadas durante a Copa, diz Proteste
A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, defendeu na manhã desta terça-feira (1º) que todas as leis brasileiras sejam respeitadas na íntegra durante a Copa do Mundo de 2014. A declaração foi dada durante audiência pública na comissão especial responsável pela análise do projeto da Lei Geral da Copa (PL 2330/11, do Executivo).
“As leis não podem ser suspensas por pressão da Fifa”, afirmou. “A Fifa deveria estar pressionando o governo brasileiro para que as obras de infraestrutura e dos estádios de futebol não atrasassem”, completou.
Segundo ela, são “inegociáveis” o Código de Defesa do Consumidor CDC (Lei 8078/90), que proíbe a venda casada de ingressos; o Estatuto da Idoso, que garante a meia-entrada para a terceira idade; e a legislação que garante a meia-entrada para os estudantes. Além disso, Maria Inês defendeu a manutenção na íntegra do Estatuto do Torcedor, que proíbe a venda e o consumo de bebida alcóolica nos estádios.
Ela defendeu alteração do artigo do PL 2330/11 que possibilita à Fifa (Fédération Internationale de Football Association) determinar livremente o preço dos ingressos e do artigo que trata da devolução dos ingressos. Pela proposta, a Fifa poderá estabelecer livremente critérios para a devolução e o reembolso de ingressos. “O consumidor tem o direito de arrependimento, o que não está garantido no projeto”, disse. Para ela, o projeto de lei é omisso ao não prever responsabilidades para a Fifa, no caso de cancelamento de jogos, por exemplo.
“As leis não podem ser suspensas por pressão da Fifa”, afirmou. “A Fifa deveria estar pressionando o governo brasileiro para que as obras de infraestrutura e dos estádios de futebol não atrasassem”, completou.
Segundo ela, são “inegociáveis” o Código de Defesa do Consumidor CDC (Lei 8078/90), que proíbe a venda casada de ingressos; o Estatuto da Idoso, que garante a meia-entrada para a terceira idade; e a legislação que garante a meia-entrada para os estudantes. Além disso, Maria Inês defendeu a manutenção na íntegra do Estatuto do Torcedor, que proíbe a venda e o consumo de bebida alcóolica nos estádios.
Ela defendeu alteração do artigo do PL 2330/11 que possibilita à Fifa (Fédération Internationale de Football Association) determinar livremente o preço dos ingressos e do artigo que trata da devolução dos ingressos. Pela proposta, a Fifa poderá estabelecer livremente critérios para a devolução e o reembolso de ingressos. “O consumidor tem o direito de arrependimento, o que não está garantido no projeto”, disse. Para ela, o projeto de lei é omisso ao não prever responsabilidades para a Fifa, no caso de cancelamento de jogos, por exemplo.
19 Outubro 2011
Mensalão do Alckmin agora é oficial: deputado adimite que governador conquista apoio com o esquema de venda de emendas
Em entrevista ao telejornal SPTV 2.ª Edição, o deputado estadual Roque Barbiere (PTB/SP), que denunciou o esquema de venda de emendas na Assembléia Legislativa de São Paulo, voltou à carga:
"Algumas pessoas vieram aqui voluntariamente e disseram: deputado, o que senhor disse é verdade, eu trabalhei com fulano de tal e vou lá depor... eu via chegar pacotes de dinheiro"
Depois completou: "... Fruto de venda de emenda."
Em seguida, disse que o governo tucano de Alckmin (e antes era de Serra) sabe e não faz nada:
"O governo fica de braços cruzados, porque é confortável para ele... porque mantém todo mundo refém, dependente destas emendas".
O vídeo do SPTV não é compartilhado, e o link é este:
http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/v/deputado-ira-depor-apos-acusar-colegas-de-receber-propina-em-sp/1666936/
O deputado disse que irá denunciar em juízo aquilo que ele tem provas, e não diz nomes para proteger as testemunhas.
O promotor de Justiça Carlos Cardoso, que investiga o caso, informou que solicitará à Secretaria da Fazenda a relação de emendas ao Orçamento desde 2007.
Já fazem 3 meses que ocorreu a primeira entrevista do deputado Roque, e o governador Geraldo Alckmin até hoje não disponibilizou a relação de emendas desde 2007. O que mostra, ou tentativa de abafamento, ou descontrole, ou maracutaia.
A cada ano saem R$ 188 milhões dos cofres públicos paulistas em emendas. É valor muito alto para não ter controle rigoroso na hora que precisa consultar.
"Algumas pessoas vieram aqui voluntariamente e disseram: deputado, o que senhor disse é verdade, eu trabalhei com fulano de tal e vou lá depor... eu via chegar pacotes de dinheiro"
Depois completou: "... Fruto de venda de emenda."
Em seguida, disse que o governo tucano de Alckmin (e antes era de Serra) sabe e não faz nada:
"O governo fica de braços cruzados, porque é confortável para ele... porque mantém todo mundo refém, dependente destas emendas".
O vídeo do SPTV não é compartilhado, e o link é este:
http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/v/deputado-ira-depor-apos-acusar-colegas-de-receber-propina-em-sp/1666936/
O deputado disse que irá denunciar em juízo aquilo que ele tem provas, e não diz nomes para proteger as testemunhas.
O promotor de Justiça Carlos Cardoso, que investiga o caso, informou que solicitará à Secretaria da Fazenda a relação de emendas ao Orçamento desde 2007.
Já fazem 3 meses que ocorreu a primeira entrevista do deputado Roque, e o governador Geraldo Alckmin até hoje não disponibilizou a relação de emendas desde 2007. O que mostra, ou tentativa de abafamento, ou descontrole, ou maracutaia.
A cada ano saem R$ 188 milhões dos cofres públicos paulistas em emendas. É valor muito alto para não ter controle rigoroso na hora que precisa consultar.
10 Outubro 2011
Sem apresentar saídas e nem soluções para o país, Aécio Lero-Lero reafirma candidatura
Só a total incapacidade da oposição de apresentar saídas e soluções para o país, sua divisão, e a falta de pudor da mídia, explicam as duas páginas que um jornal paulista deu no fim de semana para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciar já, a três anos e quatro meses da próxima eleição presidencial, que é candidato ao Palácio do Planalto em 2014. O descaramento é maior porque ocorre no meio do festival de cooptações de deputados da oposição ao governo tucano de Minas, controlado por Aécio e da crise das emendas na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma das maiores vividas pela instituição e pelo tucanato paulistas. Não se apura nada e a mídia não dá aos dois assuntos o mesmo espaço.
Aécio NevesSó a total incapacidade da oposição de apresentar saídas e soluções para o país, sua divisão, e a falta de pudor da mídia, explicam essas duas páginas que um jornal paulista deu no fim de semana (no domingo) para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciar já, de forma extemporânea e a três anos e quatro meses da próxima eleição presidencial, que é candidato ao Palácio do Planalto em 2014.
Duas páginas para o senador dizer o mesmo de sempre: que é candidato, mas que seu partido tem outros - e, aí, ele relaciona quase metade dos governadors eleitos pelo PSDB no ano passado. O descaramento é maior porque ocorre no meio do festival de cooptações de deputados da oposição ao governo tucano de Minas Gerais, comandado pelo governador Antônio Anastasia (PSDB), mas controlado por Aécio Neves.
Pior - aliás, nem dá para se classificar o que é pior nesse momento que o senador escolheu para reafirmar sua candidatura -, ocorre no meio da crise das emendas na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma das maiores vividas pela instituição e pelo tucanato do Estado.
Mídia não dá espaço idêntico à venda de emendas parlamentares
A crise, lembrem-se, que eclodiu há três semanas quando o deputado Roque Barbiere, do PTB e da base do governo tucano de Geraldo Alckmin denunciou que 30% dos 94 deputados estaduais paulistas vendem emendas parlamentares a empreiteiras. E que ele alertou o governo do Estado sobre isso. E não se apura nada.
Nesse quadro, o senador Aécio vem de novo com a mesma ladainha - aparelhamento do Estado versus eficiência tucana. Isso quando o Governo de Antonio Anastásia, seu sucessor, esta paralisado por conflitos, falta de projetos e greves - a dos professores durou quase quatro meses e prejudicou 2,3 milhões de alunos que perderam o semestre.
Aécio termina sua entrevista com o de sempre, dizendo que o PT trocou seu projeto pelo poder, Sem dizer qual é o (projeto) do PSDB. E tudo isso, repito, a três anos anos das eleições de 2004. Na entrevista, nada da divisão do PSDB, das crises do DEM e do PSDB com os demos, do desaparecimento sem óbito do PPS, dos escândalos nas administrações tucanas. Nada.
Aliado tradicional acusa: somente o DEM faz oposição, o PSDB "enrola"
Entrevista dessas, com esse espaço generoso, para reafirmar uma candidatura presidencial a 3,5 anos da eleição mostra bem a quantas anda a mídia brasileira. Mas, como a mentira tem perna curta, no mesmo dia o ex-presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) sai atirando, dizendo que somente o seu partido faz oposição e que o PSDB só “enrola “.
Deve ser por isso que Aécio, com menos de um ano do cumprimento dos seus oito anos de mandato de senador já esta sendo chamado de "Aecinho lero-lero" no Senado.
Com blogs
Aécio NevesSó a total incapacidade da oposição de apresentar saídas e soluções para o país, sua divisão, e a falta de pudor da mídia, explicam essas duas páginas que um jornal paulista deu no fim de semana (no domingo) para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciar já, de forma extemporânea e a três anos e quatro meses da próxima eleição presidencial, que é candidato ao Palácio do Planalto em 2014.
Duas páginas para o senador dizer o mesmo de sempre: que é candidato, mas que seu partido tem outros - e, aí, ele relaciona quase metade dos governadors eleitos pelo PSDB no ano passado. O descaramento é maior porque ocorre no meio do festival de cooptações de deputados da oposição ao governo tucano de Minas Gerais, comandado pelo governador Antônio Anastasia (PSDB), mas controlado por Aécio Neves.
Pior - aliás, nem dá para se classificar o que é pior nesse momento que o senador escolheu para reafirmar sua candidatura -, ocorre no meio da crise das emendas na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma das maiores vividas pela instituição e pelo tucanato do Estado.
Mídia não dá espaço idêntico à venda de emendas parlamentares
A crise, lembrem-se, que eclodiu há três semanas quando o deputado Roque Barbiere, do PTB e da base do governo tucano de Geraldo Alckmin denunciou que 30% dos 94 deputados estaduais paulistas vendem emendas parlamentares a empreiteiras. E que ele alertou o governo do Estado sobre isso. E não se apura nada.
Nesse quadro, o senador Aécio vem de novo com a mesma ladainha - aparelhamento do Estado versus eficiência tucana. Isso quando o Governo de Antonio Anastásia, seu sucessor, esta paralisado por conflitos, falta de projetos e greves - a dos professores durou quase quatro meses e prejudicou 2,3 milhões de alunos que perderam o semestre.
Aécio termina sua entrevista com o de sempre, dizendo que o PT trocou seu projeto pelo poder, Sem dizer qual é o (projeto) do PSDB. E tudo isso, repito, a três anos anos das eleições de 2004. Na entrevista, nada da divisão do PSDB, das crises do DEM e do PSDB com os demos, do desaparecimento sem óbito do PPS, dos escândalos nas administrações tucanas. Nada.
Aliado tradicional acusa: somente o DEM faz oposição, o PSDB "enrola"
Entrevista dessas, com esse espaço generoso, para reafirmar uma candidatura presidencial a 3,5 anos da eleição mostra bem a quantas anda a mídia brasileira. Mas, como a mentira tem perna curta, no mesmo dia o ex-presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) sai atirando, dizendo que somente o seu partido faz oposição e que o PSDB só “enrola “.
Deve ser por isso que Aécio, com menos de um ano do cumprimento dos seus oito anos de mandato de senador já esta sendo chamado de "Aecinho lero-lero" no Senado.
Com blogs
02 Setembro 2011
Minas : A greve de professores oculta pela mídia pró-tucana
Noutro dia apareceu uma associação de pais de alunos de uma escola pública de Minas Gerais dizendo que entraria na justiça para pedir o adiamento do ENEM porque a greve de professores mineiros prejudicaria o calendário. O mais absurdo não foi a tentativa de esculhambar o ENEM, por uma questão não resolvida entre trabalhadores e patrões, mas a descoberta de uma greve "silenciosa" há quase três meses num estado governado pelo PSDB. Era a pontinha do iceberg.
Agora com 84 dias de greve, continua o impasse. O governo de Anastasia, cria de Aécio Neves, não quer pagar o piso legal de R$ 1.187,97 para a jornada de 40 horas, mas como tem a imprensa ao seu lado, no nível local e nacional, é como a greve não acontecesse. E pelo visto, os alunos vão mesmo perder o ano, já que os tucanos não têm o menor interesse em educação pública, porque é gasto, não dá retorno aos amigos do poder, etc. Ontem em reunião no Ministério Público, não houve acordo, e a categoria decidiu manter a greve.
Por Fernando Branquinho
Agora com 84 dias de greve, continua o impasse. O governo de Anastasia, cria de Aécio Neves, não quer pagar o piso legal de R$ 1.187,97 para a jornada de 40 horas, mas como tem a imprensa ao seu lado, no nível local e nacional, é como a greve não acontecesse. E pelo visto, os alunos vão mesmo perder o ano, já que os tucanos não têm o menor interesse em educação pública, porque é gasto, não dá retorno aos amigos do poder, etc. Ontem em reunião no Ministério Público, não houve acordo, e a categoria decidiu manter a greve.
Por Fernando Branquinho
13 Agosto 2011
Poliícia Política Tucana - Espionagem tucana expõe relação obscura com polícia e mídia
Em setembro de 2010, o governo Yeda Crusius (PSDB) foi alvo de novas denúncias envolvendo o uso do aparato de segurança do Estado para espionar jornalistas, adversários políticos e outras autoridades.
As denúncias surgiram a partir da prisão do sargento César Rodrigues de Carvalho, da Brigada Militar, que estava lotado na Casa Militar do governo tucano, onde trabalha como segurança da então governadora, entre outras funções. O Sargento foi preso acusado de extorquir proprietários de máquinas caça-níqueis e de obstaculizar as investigações sobre o caso. Amílcar Macedo, promotor que conduziu o caso, revelou mais tarde que o sargento também tinha a atribuição de executar serviços especiais de espionagem.
A lista de espionados era longa, incluindo políticos, filhos de políticos, jornalistas (entre os quais estou incluído), delegados, oficiais de polícia e das forças armadas, uma desembargadora, entre outros. Segundo as investigações da promotoria, o sargento fazia, pelo menos, dois tipos de investigações: uma para levantar dados sobre a vida do investigado e outra para saber se a pessoa estava sendo investigada por alguma instituição.
Agora, em agosto de 2011, a revista Isto É publicou reportagem afirmando que os governos tucanos em São Paulo desenvolveram uma prática similar a essa atribuída ao governo Yeda Crusius.
Intitulada “Central tucana de dossiês”, a matéria de Pedro Marcondes de Moura afirma que “mais de 50 mil documentos encontrados no Arquivo Público de São Paulo mostram como a polícia civil se infiltrou e investigou partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos em pleno governo de Mário Covas”. A reportagem afirma:
“Agentes infiltrados em movimentos sociais, centenas de dossiês sobre partidos políticos, relatórios minuciosos com os discursos de oradores em eventos políticos e sindicais. Tudo executado por policiais, a mando de seus chefes. Estas atividades, típicas da truculenta ditadura militar brasileira, ocorreram no Estado de São Paulo em plena democracia, há pouco mais de dez anos. Cerca de 50 mil documentos, até então secretos e que agora estão disponíveis no Arquivo Público do Estado, mostram como os quatro governadores paulistas, eleitos pelas urnas entre 1983 e 1999, serviram-se de “espiões” pagos com o dinheiro dos contribuintes para monitorar opositores. Amparados e estimulados por seus superiores, funcionários do Departamento de Comunicação Social (DCS) da Polícia Civil realizavam a espionagem estatal”.
Entre os alvos dessas operações na administração do PSDB, diz ainda a matéria, aparecem principalmente lideranças do PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Há dezenas de dossiês com informações sobre as duas entidades e seus principais expoentes. Já as investigações a respeito dos tucanos e seus aliados foram suspensas a partir de 1995, quando Covas assumiu o governo de São Paulo”.
Há algumas semelhanças gritantes entre as denúncias que surgem agora envolvendo governos do PSDB em São Paulo e aquelas feitas ao governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Os dois casos envolvem o uso do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos, contando com o silêncio e, possivelmente, a cumplicidade de setores da mídia. O desenrolar das investigações e dos processos em curso no Rio Grande do Sul talvez possam inspirar algum procedimento semelhante em São Paulo.
Acusado de espionagem era informante da RBS
Em maio deste ano, o juiz Fernando Alberto Corrêa Henning, da 3ª Vara Criminal de Canoas (RS), recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o sargento da Brigada Militar, o ex-chefe de gabinete de Yeda Crusius, Ricardo Luís Lied, e Frederico Bretschneider Filho (tenente-coronel da reserva e ex-assessor de gabinete da ex-governadora) por acesso ilegal ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
A acusação feita pelo Ministério Público e aceita pela Justiça atualizou denúncias feitas pelo ex-ouvidor da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul, Adão Paiani, que deixou o governo Yeda fazendo justamente essa acusação: uma estrutura de espionagem política ilegal havia sido montada no Palácio Piratini. Ao longo das investigações, essa estrutura apresentou ramificações midiáticas um tanto obscuras, envolvendo a RBS, o maior grupo de comunicação da região sul do país.
O sargento César Rodrigues de Carvalho era informante de jornalistas do Grupo RBS. O fato foi admitido pela própria empresa em uma nota publicada no dia 10 de setembro de 2010 no jornal Zero Hora. “O nome do sargento até agora não havia sido mencionado nas reportagens dos veículos da RBS em respeito ao princípio constitucional de proteção do sigilo de fonte”, disse a nota. Ainda segundo a RBS, “as informações se referiam a passagens por presídios, situação de criminosos foragidos e o tipo de crime em que estavam envolvidos, incluindo, em alguns casos, fotos”.
No mesmo período, um email foi enviado a vários jornalistas do Estado afirmando que o sargento “prestava serviços a jornalistas no acesso a dados”, em especial para a RBS. Segundo o jornalista Vitor Vieira, do site Vide Versus, jornalistas do grupo teriam recebido dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas.
Esse sistema, cabe lembrar, é de uso exclusivo das forças de segurança do Estado, não se destinando a servir como fonte privilegiada para jornalistas. Protegidas pelo sigilo que cerca o processo, há muitas informações sobre esse caso que ainda não vieram a público. Os veículos da RBS, como era de se esperar, não tocaram mais no tema da relação entre seus jornalistas e o sargento acusado de espionagem política e outros crimes.
As revelações sobre episódios de espionagem política patrocinados por governos tucanos em São Paulo e no Rio Grande do Sul lançam um pouco de luz em uma zona sombria da relação entre poder político, aparato policial e mídia que não fica devendo nada ao escândalo Murdoch.
As denúncias surgiram a partir da prisão do sargento César Rodrigues de Carvalho, da Brigada Militar, que estava lotado na Casa Militar do governo tucano, onde trabalha como segurança da então governadora, entre outras funções. O Sargento foi preso acusado de extorquir proprietários de máquinas caça-níqueis e de obstaculizar as investigações sobre o caso. Amílcar Macedo, promotor que conduziu o caso, revelou mais tarde que o sargento também tinha a atribuição de executar serviços especiais de espionagem.
A lista de espionados era longa, incluindo políticos, filhos de políticos, jornalistas (entre os quais estou incluído), delegados, oficiais de polícia e das forças armadas, uma desembargadora, entre outros. Segundo as investigações da promotoria, o sargento fazia, pelo menos, dois tipos de investigações: uma para levantar dados sobre a vida do investigado e outra para saber se a pessoa estava sendo investigada por alguma instituição.
Agora, em agosto de 2011, a revista Isto É publicou reportagem afirmando que os governos tucanos em São Paulo desenvolveram uma prática similar a essa atribuída ao governo Yeda Crusius.
Intitulada “Central tucana de dossiês”, a matéria de Pedro Marcondes de Moura afirma que “mais de 50 mil documentos encontrados no Arquivo Público de São Paulo mostram como a polícia civil se infiltrou e investigou partidos políticos, movimentos sociais e sindicatos em pleno governo de Mário Covas”. A reportagem afirma:
“Agentes infiltrados em movimentos sociais, centenas de dossiês sobre partidos políticos, relatórios minuciosos com os discursos de oradores em eventos políticos e sindicais. Tudo executado por policiais, a mando de seus chefes. Estas atividades, típicas da truculenta ditadura militar brasileira, ocorreram no Estado de São Paulo em plena democracia, há pouco mais de dez anos. Cerca de 50 mil documentos, até então secretos e que agora estão disponíveis no Arquivo Público do Estado, mostram como os quatro governadores paulistas, eleitos pelas urnas entre 1983 e 1999, serviram-se de “espiões” pagos com o dinheiro dos contribuintes para monitorar opositores. Amparados e estimulados por seus superiores, funcionários do Departamento de Comunicação Social (DCS) da Polícia Civil realizavam a espionagem estatal”.
Entre os alvos dessas operações na administração do PSDB, diz ainda a matéria, aparecem principalmente lideranças do PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Há dezenas de dossiês com informações sobre as duas entidades e seus principais expoentes. Já as investigações a respeito dos tucanos e seus aliados foram suspensas a partir de 1995, quando Covas assumiu o governo de São Paulo”.
Há algumas semelhanças gritantes entre as denúncias que surgem agora envolvendo governos do PSDB em São Paulo e aquelas feitas ao governo de Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Os dois casos envolvem o uso do aparato de segurança do Estado para espionar adversários políticos, contando com o silêncio e, possivelmente, a cumplicidade de setores da mídia. O desenrolar das investigações e dos processos em curso no Rio Grande do Sul talvez possam inspirar algum procedimento semelhante em São Paulo.
Acusado de espionagem era informante da RBS
Em maio deste ano, o juiz Fernando Alberto Corrêa Henning, da 3ª Vara Criminal de Canoas (RS), recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o sargento da Brigada Militar, o ex-chefe de gabinete de Yeda Crusius, Ricardo Luís Lied, e Frederico Bretschneider Filho (tenente-coronel da reserva e ex-assessor de gabinete da ex-governadora) por acesso ilegal ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
A acusação feita pelo Ministério Público e aceita pela Justiça atualizou denúncias feitas pelo ex-ouvidor da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul, Adão Paiani, que deixou o governo Yeda fazendo justamente essa acusação: uma estrutura de espionagem política ilegal havia sido montada no Palácio Piratini. Ao longo das investigações, essa estrutura apresentou ramificações midiáticas um tanto obscuras, envolvendo a RBS, o maior grupo de comunicação da região sul do país.
O sargento César Rodrigues de Carvalho era informante de jornalistas do Grupo RBS. O fato foi admitido pela própria empresa em uma nota publicada no dia 10 de setembro de 2010 no jornal Zero Hora. “O nome do sargento até agora não havia sido mencionado nas reportagens dos veículos da RBS em respeito ao princípio constitucional de proteção do sigilo de fonte”, disse a nota. Ainda segundo a RBS, “as informações se referiam a passagens por presídios, situação de criminosos foragidos e o tipo de crime em que estavam envolvidos, incluindo, em alguns casos, fotos”.
No mesmo período, um email foi enviado a vários jornalistas do Estado afirmando que o sargento “prestava serviços a jornalistas no acesso a dados”, em especial para a RBS. Segundo o jornalista Vitor Vieira, do site Vide Versus, jornalistas do grupo teriam recebido dez senhas de acesso ao Sistema de Consultas Integradas.
Esse sistema, cabe lembrar, é de uso exclusivo das forças de segurança do Estado, não se destinando a servir como fonte privilegiada para jornalistas. Protegidas pelo sigilo que cerca o processo, há muitas informações sobre esse caso que ainda não vieram a público. Os veículos da RBS, como era de se esperar, não tocaram mais no tema da relação entre seus jornalistas e o sargento acusado de espionagem política e outros crimes.
As revelações sobre episódios de espionagem política patrocinados por governos tucanos em São Paulo e no Rio Grande do Sul lançam um pouco de luz em uma zona sombria da relação entre poder político, aparato policial e mídia que não fica devendo nada ao escândalo Murdoch.
18 Julho 2011
Denúncia - Governo tucano paulista impede que Legislativo cumpra a função de fiscalizar
São graves os problemas que envolvem os paulistas. Fraudes nos hospitais, transtornos no Metrô, preços dos pedágios e transbordamentos do Tietê encabeçam a lista de 2011. São temas recorrentes nas conversas de rua, na polícia, no Ministério Público, nos tribunais. Só não chegaram ainda à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde estão devidamente instalados os 94 representantes eleitos e pontualmente remunerados pelos paulistas. A causa não é o recesso iniciado nesta segunda-feira, cem dias após a posse dos novos eleitos. Então, o que impede o legislativo paulista de se envolver nos temas da maioria dos cidadãos?
A política no sentido menos nobre da palavra, admitem muitos deputados. Por causa dela, em vez de fiscalizar e propor mudanças, a Alesp funciona a cada dia mais como um anexo do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. É normal que os interesses dos governos que compõem maioria predominem nos legislativos. No Brasil, o fisiologismo nas bancadas é corriqueiro. Mas no caso de São Paulo, onde a oposição detém 30% das cadeiras, o que se vê é uma série de mecanismos que transformam a Alesp em uma espécie de chancelaria governamental. A oposição afirma que tenta, mas não consegue romper a blindagem em torno de temas considerados críticos pelo Palácio dos Bandeirantes.
Vitorioso nas cinco últimas eleições estaduais, o PSDB é apontado pela oposição como o articulador de mecanismos que dificultam a independência legislativa. No atual governo, de Geraldo Alckmin, a situação teria se acentuado, por causa de uma crise interna na própria bancada, o que as lideranças tucanas negam. O presidente da Alesp, Barros Munhoz, afirma que a Casa só não mergulhou nos problemas citados porque outras instituições, como o Tribunal de Contas do Estado e a polícia, fazem esse trabalho. Ele avalia ainda que o esvaziamento das funções legislativas se dá em todo o País, desde a Constituição de 1988. “Essas críticas são da oposição, que é minoria aqui. Nas democracias, o que vale é a maioria”.
Mas não se trata apenas da oposição. A falta de envolvimento da Alesp tem incomodado a própria base do governo, pressionada por parte de seu eleitorado. Sob condição de não ter os nomes divulgados, deputados da base de apoio ao governo reconhecem e também reclamam: “O governo apequena a Assembleia. Aqui o debate é proibido. Exercer o poder fiscalizatório também é absolutamente vedado. Eu acho eu isso é ruim para todo mundo, as nossas bases não gostam disso e fica até feio para o governo”, resume um deles.
Para se ter uma idéia dos mecanismos, só têm sido aprovados os projetos de lei que o Colégio de Líderes consegue chancelar antes, junto ao governo. As bancadas elegem suas prioridades, os líderes levam ao Colégio e de lá é definida uma consulta aos órgãos do executivo envolvidos no tema. “Para evitar que o governo tenha que se desgastar com um veto, o projeto de lei nem entra em cena. O líder do governo leva o projeto para a área do governo envolvida e retorna dizendo se há ou não acordo, as mudanças necessárias etc. Assim, quem legisla de fato é o executivo. Somos meros despachantes”, reclama o líder do PT, Enio Tatto.
“Eu também não concordo com esse mecanismo. Só que o que acontecia antes era uma chuva de vetos. Então temos um acordo para consultar o governo antes”, admite o líder do PSDB, Orlando Morando. “Não há uma subordinação ao governo. O que fazemos é uma tentativa de consenso”, reage o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB). Para ele, o fato é que o regime presidencialista, aplicado no Brasil, “estabelece uma liderança natural do executivo”.
Fiscalizar é a função legislativa mais esquecida em São Paulo. Há quase duas décadas as administrações tucanas não enfrentam uma CPI. As comissões de inquéritos aprovadas na Casa envolvem temas tão irrelevantes que parte delas foi barrada pelo Tribunal de Justiça neste ano. Mas não é apenas por compor a maioria que os governos barram as investigações. O episódio deste ano é auto-explicativo acerca dos mecanismos. Para evitar que a oposição protocolasse pedidos de CPIs, como sobre os pedágios e as enchentes no Tietê, a base montou uma estratégia primária: registrou pedidos de CPIs infundados e desconexos com o governo, como a CPI da Dentadura, que investigaria os serviços de implantes dentários, ou a CPI dos Cachaceiros, que apuraria o consumo abusivo de álcool pelos cidadãos paulistas, para superlotar o protocolo e barrar as investigações que envolviam o governo.
As Comissões de Inquérito da Assembleia têm de funcionar em ordem cronológica, de acordo com a chegada do pedido ao protocolo. Em 16 de março, um dia após a posse, o PT tentou registrar, antes do PSDB, o pedido para a CPI dos Pedágios. Barros Munhoz entendeu que uma assessora do PSDB havia chegado antes. Após um impasse que durou mais de dez horas, a presidência da Assembleia deu à funcionária tucana o primeiro lugar na fila. E como ela tinha 11 pedidos de CPIs para protocolar, fechou a possibilidade de a oposição cadastrar pedidos nos período legislativo. Ao anunciar a decisão, na época Munhoz reconheceu que falta detalhar os critérios para o protocolo. Segundo avalia atualmente, “aqui não se inibe CPIs, como o governo do PT faz na Câmara e no Senado”.
O governo estadual também tem alterado sua estrutura sem consultar o Legislativo. “É tanta submissão e a hegemonia é tão grande, que se esqueceram da lei. Não poderiam, por exemplo, mudar a Corregedoria da Polícia sem consultar a Assembleia, isso é inconsticional”, reclama o deputado Edinho Silva, presidente do PT paulista. Para ele, os métodos desfavorecem o próprio governo, além de provocar o esvaziamento da agenda, “pois quando a Assembleia deixa de dialogar com a sociedade, ela fica à margem, o que é ruim para o Legislativo e também para o executivo”. Segundo avalia, se o governo abrisse os debates, poderia até dividir desgastes com o Legislativo ou obter blindagens políticas para problemas pontuais. Se não barrase CPIs, poderia agir para modificar modelos, como no caso dos pedágios. Edinho exemplifica: “No caso das fraudes médicas, por exemplo, todos sabemos que não se tratam de fraudes do governo, mas problemas de um modelo que precisa ser modificado. Não é tudo que é contraponto para a oposição. Mas aqui esse debate não acontece”.
Não há sinal de mudanças na Alesp. Ao contrário. Está em curso uma crise interna, que tem acirrado ainda mais o centralismo. Segundo admitem lideranças tucanas, Alckmin é ainda mais centralizador que o antecessor, José Serra. “Digamos que a diferença entre Alckmin e Serra é que temos uma continuidade sem continuísmo”, define Morando, antes de concluir: “Na verdade Alckmin é um pouco mais centralizador que Serra”.
Na realidade, Alckmin montou e governo e articulou a base aliada em plena sangria política da feroz disputa com Serra. Para complicar, seus escolhidos para fazer a articulação política na Casa receberam uma fatura de 90 milhões de reais em emendas de 2010 que ainda não foram pagas. E a conta envolve ao menos 70% dos deputados da base, que foram reeleitos para este mandato. Essa é uma das justificativas para o estado atual de pequenas fissuras e descompassos no batuque tucano da Assembleia. “Não é esse o problema. O fato é que o próprio PSDB está dividido dentro da Casa e com isso a base fica sem interlocução com o governo”, afirma um aliado.
Não há, porém, sinal algum de rebelião na base. Apenas pressões sutis, como falta de quorum, que têm permitido manobras da oposição para viabilizar emendas em projetos. Afinal, Alckmin não fez economia para manter a hegemonia do PSDB na Assembleia, Para se ter uma idéia, quase todas bancadas da base aliada hoje têm secretarias ou setores importantes no governo Alckmin: PPS, PSB, PP, PMDB e PV, além do DEM, PTB que já vêm contemplados desde Serra. Os outros aliados, como PR, PDT e PRB também têm mais cargos que na gestão anterior, segundo uma liderança tucana.
“Não reclamamos mais de cargos, mas o fato é que o governo tem dialogado pouco e pressionado muito para barrarmos a oposição, só por política. Mas não está pegando bem ficar tão longe das discussões da sociedade, isso pode nos custar muito caro, porque a política está mudando, as pessoas estão cobrando mais”, explicou um deputado da base. Talvez, para os paulistas, o custo também esteja alto, inclusive do ponto de vista financeiro. Para este ano, o Orçamento chega a 680 milhões de reais. Cada deputado consome por mês, em média, 139 mil reais (20 mil reais de salário, 24 mil reais de verbas extras para as despesas e 95 mil reais para custear os assessores).
A política no sentido menos nobre da palavra, admitem muitos deputados. Por causa dela, em vez de fiscalizar e propor mudanças, a Alesp funciona a cada dia mais como um anexo do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. É normal que os interesses dos governos que compõem maioria predominem nos legislativos. No Brasil, o fisiologismo nas bancadas é corriqueiro. Mas no caso de São Paulo, onde a oposição detém 30% das cadeiras, o que se vê é uma série de mecanismos que transformam a Alesp em uma espécie de chancelaria governamental. A oposição afirma que tenta, mas não consegue romper a blindagem em torno de temas considerados críticos pelo Palácio dos Bandeirantes.
Vitorioso nas cinco últimas eleições estaduais, o PSDB é apontado pela oposição como o articulador de mecanismos que dificultam a independência legislativa. No atual governo, de Geraldo Alckmin, a situação teria se acentuado, por causa de uma crise interna na própria bancada, o que as lideranças tucanas negam. O presidente da Alesp, Barros Munhoz, afirma que a Casa só não mergulhou nos problemas citados porque outras instituições, como o Tribunal de Contas do Estado e a polícia, fazem esse trabalho. Ele avalia ainda que o esvaziamento das funções legislativas se dá em todo o País, desde a Constituição de 1988. “Essas críticas são da oposição, que é minoria aqui. Nas democracias, o que vale é a maioria”.
Mas não se trata apenas da oposição. A falta de envolvimento da Alesp tem incomodado a própria base do governo, pressionada por parte de seu eleitorado. Sob condição de não ter os nomes divulgados, deputados da base de apoio ao governo reconhecem e também reclamam: “O governo apequena a Assembleia. Aqui o debate é proibido. Exercer o poder fiscalizatório também é absolutamente vedado. Eu acho eu isso é ruim para todo mundo, as nossas bases não gostam disso e fica até feio para o governo”, resume um deles.
Para se ter uma idéia dos mecanismos, só têm sido aprovados os projetos de lei que o Colégio de Líderes consegue chancelar antes, junto ao governo. As bancadas elegem suas prioridades, os líderes levam ao Colégio e de lá é definida uma consulta aos órgãos do executivo envolvidos no tema. “Para evitar que o governo tenha que se desgastar com um veto, o projeto de lei nem entra em cena. O líder do governo leva o projeto para a área do governo envolvida e retorna dizendo se há ou não acordo, as mudanças necessárias etc. Assim, quem legisla de fato é o executivo. Somos meros despachantes”, reclama o líder do PT, Enio Tatto.
“Eu também não concordo com esse mecanismo. Só que o que acontecia antes era uma chuva de vetos. Então temos um acordo para consultar o governo antes”, admite o líder do PSDB, Orlando Morando. “Não há uma subordinação ao governo. O que fazemos é uma tentativa de consenso”, reage o líder do governo, Samuel Moreira (PSDB). Para ele, o fato é que o regime presidencialista, aplicado no Brasil, “estabelece uma liderança natural do executivo”.
Fiscalizar é a função legislativa mais esquecida em São Paulo. Há quase duas décadas as administrações tucanas não enfrentam uma CPI. As comissões de inquéritos aprovadas na Casa envolvem temas tão irrelevantes que parte delas foi barrada pelo Tribunal de Justiça neste ano. Mas não é apenas por compor a maioria que os governos barram as investigações. O episódio deste ano é auto-explicativo acerca dos mecanismos. Para evitar que a oposição protocolasse pedidos de CPIs, como sobre os pedágios e as enchentes no Tietê, a base montou uma estratégia primária: registrou pedidos de CPIs infundados e desconexos com o governo, como a CPI da Dentadura, que investigaria os serviços de implantes dentários, ou a CPI dos Cachaceiros, que apuraria o consumo abusivo de álcool pelos cidadãos paulistas, para superlotar o protocolo e barrar as investigações que envolviam o governo.
As Comissões de Inquérito da Assembleia têm de funcionar em ordem cronológica, de acordo com a chegada do pedido ao protocolo. Em 16 de março, um dia após a posse, o PT tentou registrar, antes do PSDB, o pedido para a CPI dos Pedágios. Barros Munhoz entendeu que uma assessora do PSDB havia chegado antes. Após um impasse que durou mais de dez horas, a presidência da Assembleia deu à funcionária tucana o primeiro lugar na fila. E como ela tinha 11 pedidos de CPIs para protocolar, fechou a possibilidade de a oposição cadastrar pedidos nos período legislativo. Ao anunciar a decisão, na época Munhoz reconheceu que falta detalhar os critérios para o protocolo. Segundo avalia atualmente, “aqui não se inibe CPIs, como o governo do PT faz na Câmara e no Senado”.
O governo estadual também tem alterado sua estrutura sem consultar o Legislativo. “É tanta submissão e a hegemonia é tão grande, que se esqueceram da lei. Não poderiam, por exemplo, mudar a Corregedoria da Polícia sem consultar a Assembleia, isso é inconsticional”, reclama o deputado Edinho Silva, presidente do PT paulista. Para ele, os métodos desfavorecem o próprio governo, além de provocar o esvaziamento da agenda, “pois quando a Assembleia deixa de dialogar com a sociedade, ela fica à margem, o que é ruim para o Legislativo e também para o executivo”. Segundo avalia, se o governo abrisse os debates, poderia até dividir desgastes com o Legislativo ou obter blindagens políticas para problemas pontuais. Se não barrase CPIs, poderia agir para modificar modelos, como no caso dos pedágios. Edinho exemplifica: “No caso das fraudes médicas, por exemplo, todos sabemos que não se tratam de fraudes do governo, mas problemas de um modelo que precisa ser modificado. Não é tudo que é contraponto para a oposição. Mas aqui esse debate não acontece”.
Não há sinal de mudanças na Alesp. Ao contrário. Está em curso uma crise interna, que tem acirrado ainda mais o centralismo. Segundo admitem lideranças tucanas, Alckmin é ainda mais centralizador que o antecessor, José Serra. “Digamos que a diferença entre Alckmin e Serra é que temos uma continuidade sem continuísmo”, define Morando, antes de concluir: “Na verdade Alckmin é um pouco mais centralizador que Serra”.
Na realidade, Alckmin montou e governo e articulou a base aliada em plena sangria política da feroz disputa com Serra. Para complicar, seus escolhidos para fazer a articulação política na Casa receberam uma fatura de 90 milhões de reais em emendas de 2010 que ainda não foram pagas. E a conta envolve ao menos 70% dos deputados da base, que foram reeleitos para este mandato. Essa é uma das justificativas para o estado atual de pequenas fissuras e descompassos no batuque tucano da Assembleia. “Não é esse o problema. O fato é que o próprio PSDB está dividido dentro da Casa e com isso a base fica sem interlocução com o governo”, afirma um aliado.
Não há, porém, sinal algum de rebelião na base. Apenas pressões sutis, como falta de quorum, que têm permitido manobras da oposição para viabilizar emendas em projetos. Afinal, Alckmin não fez economia para manter a hegemonia do PSDB na Assembleia, Para se ter uma idéia, quase todas bancadas da base aliada hoje têm secretarias ou setores importantes no governo Alckmin: PPS, PSB, PP, PMDB e PV, além do DEM, PTB que já vêm contemplados desde Serra. Os outros aliados, como PR, PDT e PRB também têm mais cargos que na gestão anterior, segundo uma liderança tucana.
“Não reclamamos mais de cargos, mas o fato é que o governo tem dialogado pouco e pressionado muito para barrarmos a oposição, só por política. Mas não está pegando bem ficar tão longe das discussões da sociedade, isso pode nos custar muito caro, porque a política está mudando, as pessoas estão cobrando mais”, explicou um deputado da base. Talvez, para os paulistas, o custo também esteja alto, inclusive do ponto de vista financeiro. Para este ano, o Orçamento chega a 680 milhões de reais. Cada deputado consome por mês, em média, 139 mil reais (20 mil reais de salário, 24 mil reais de verbas extras para as despesas e 95 mil reais para custear os assessores).
28 Junho 2011
Urubólogos quebram a cara: Concursos federais continuam bombando
Deu no jornal "O Dia" do Rio de Janeiro: "Listão de concursos tem 50 mil oportunidades" - "União, Estado e municípios oferecem 50.074 chances"
A lista extensa inclui vagas desde as prefeituras do estado do Rio. Selecionamos alguns números das vagas federais para ilustrar o quanto o noticiário terrorista dos urubólogos no início do ano foi mentiroso (e o pior é que muita gente boa que apoiou Dilma nas eleições passadas ainda anda acreditando e reproduzindo estes noticiários, e ficando contra a Presidenta com base em "reporCagens"):
AERONÁUTICA
Vagas: 215
Escolaridade: Nível Fundamental
Prazo: 4 de julho
Edital: www.fab.mil.br
INFRAERO
Vagas: cadastro reserva
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Salário: até R$ 4,8 mil
Prazo: até as 14h de 8 de julho
Edital: www.concursosfcc.com.br
FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS — FINEP
Vagas: cadastro de reserva
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Salário: R$ 6 mil
Prazo: até 3 de julho
Edital:www.cesgranrio.org.br
CONCURSOS PREVISTOS
UNIVERSIDADES FEDERAIS
Vagas: cerca de 13 mil
Escolaridade: Nível Superior
Salário: de R$ 782,50 a R$ 3.916,88
IBGE — TEMPORÁRIOS
Vagas: 4.400
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Edital: previsto para julho
MINISTÉRIO DO TRABALHO
Vagas: 600
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 13 mil
Prazo: em 2012
INSS — PERITOS
Vagas: 500
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 4 mil
POLÍCIA FEDERAL
Vagas: 1.352
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 7.514, 33
Por: Zé Augusto
A lista extensa inclui vagas desde as prefeituras do estado do Rio. Selecionamos alguns números das vagas federais para ilustrar o quanto o noticiário terrorista dos urubólogos no início do ano foi mentiroso (e o pior é que muita gente boa que apoiou Dilma nas eleições passadas ainda anda acreditando e reproduzindo estes noticiários, e ficando contra a Presidenta com base em "reporCagens"):
AERONÁUTICA
Vagas: 215
Escolaridade: Nível Fundamental
Prazo: 4 de julho
Edital: www.fab.mil.br
INFRAERO
Vagas: cadastro reserva
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Salário: até R$ 4,8 mil
Prazo: até as 14h de 8 de julho
Edital: www.concursosfcc.com.br
FINANCIADORA DE ESTUDOS E PROJETOS — FINEP
Vagas: cadastro de reserva
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Salário: R$ 6 mil
Prazo: até 3 de julho
Edital:www.cesgranrio.org.br
CONCURSOS PREVISTOS
UNIVERSIDADES FEDERAIS
Vagas: cerca de 13 mil
Escolaridade: Nível Superior
Salário: de R$ 782,50 a R$ 3.916,88
IBGE — TEMPORÁRIOS
Vagas: 4.400
Escolaridade: níveis Médio e Superior
Edital: previsto para julho
MINISTÉRIO DO TRABALHO
Vagas: 600
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 13 mil
Prazo: em 2012
INSS — PERITOS
Vagas: 500
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 4 mil
POLÍCIA FEDERAL
Vagas: 1.352
Escolaridade: Nível Superior
Salário: R$ 7.514, 33
Por: Zé Augusto
29 Maio 2011
Governo do PT - Empresários mais confiantes
Apesar das previsões de mau agouro da oposição, os empresários, em geral mais conservadores, estão confiantes nos rumos do país. Os empreendedores paulistas do comércio e dos serviços estão otimistas com a economia. A confiança deles se estende, no mínimo, aos próximos três meses. É o que garante uma recém publicada pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Pelo que apurou a instituição, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) em abril registrou uma melhora na percepção dos rumos da economia de 1,1%. O índice apurou 126,7 pontos. A escala usada varia de zero a 200, sendo os valores acima de 100 indicam otimismo.
Otimismo
A maior alta da pesquisa se deu em relação às perspectivas. O texto da pesquisa ressalta que foi a maior alta já registrada entre março e abril. No caso, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) está posicionado em mais de 150 pontos.
Na conclusão do estudo, afirma-se: “a confiança do empresário paulista está elevada, em média, o que se justifica principalmente pelo desempenho do varejo nos dois últimos anos. A rigor, o início de 2011 foi positivo também”.
Com Blogs
Pelo que apurou a instituição, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) em abril registrou uma melhora na percepção dos rumos da economia de 1,1%. O índice apurou 126,7 pontos. A escala usada varia de zero a 200, sendo os valores acima de 100 indicam otimismo.
Otimismo
A maior alta da pesquisa se deu em relação às perspectivas. O texto da pesquisa ressalta que foi a maior alta já registrada entre março e abril. No caso, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) está posicionado em mais de 150 pontos.
Na conclusão do estudo, afirma-se: “a confiança do empresário paulista está elevada, em média, o que se justifica principalmente pelo desempenho do varejo nos dois últimos anos. A rigor, o início de 2011 foi positivo também”.
Com Blogs
05 Maio 2011
Brasileiros mantêm-se otimistas sobre o futuro da economia, revela pesquisa do Ipea
As famílias brasileiras mantiveram, em abril, a crença de que a economia brasileira continuará tendo bom desempenho no curto prazo e que isso se refletirá em melhores condições de vida. Já para os próximos cinco anos aumentou o grau de desconfiança, segundo mostra a sétima edição da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foram ouvidos os moradores de 3.810 casas de 214 cidades do país.
O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) de abril ficou ligeiramente abaixo do registrado em março, passando de 65,3 para 63,8 pontos. De acordo com o método de avaliação do Ipea, existem cinco fases de classificação para medir essas expectativas que vão do grande pessimismo (de 0 a 20 pontos) ao grande otimismo (de 80 a 100 pontos). A etapa que mostra otimismo se situa na faixa entre 60 e 80 pontos.
A região cuja população é a mais otimista com relação à sua própria situação é a Centro-Oeste, com 75,5 pontos, seguida das regiões Sudeste (65,1) e Sul (63,1). Já na Região Nordeste, houve queda de 1,6 ponto (de 60,9 para 59,3), passando para a percepção de moderação (entre 40 e 60 pontos).
Cinquenta e nove por cento dos entrevistados acreditam que viverão melhores momentos nos próximos 12 meses.
A Região Centro-Oeste foi a que demonstrou maior otimismo quanto à evolução da economia brasileira com 80%, seguida pelo Sudeste (64,2%). No Nordeste e no Sul as percepções foram de pessimismo.
O percentual de famílias brasileiras que acreditam que a situação econômica do país nos próximos cinco anos estará pior aumentou de 17,9% em março para 19,3% em abril deste ano.
Todas as regiões, exceto a Sul, apresentaram queda na expectativa de melhora da situação econômica no Brasil nos próximos cinco anos. Os destaques são as regiões Nordeste e Sudeste que registraram queda de 4,5 e 2,8 pontos, respectivamente.
Por Marli Moreira
O Índice de Expectativas das Famílias (IEF) de abril ficou ligeiramente abaixo do registrado em março, passando de 65,3 para 63,8 pontos. De acordo com o método de avaliação do Ipea, existem cinco fases de classificação para medir essas expectativas que vão do grande pessimismo (de 0 a 20 pontos) ao grande otimismo (de 80 a 100 pontos). A etapa que mostra otimismo se situa na faixa entre 60 e 80 pontos.
A região cuja população é a mais otimista com relação à sua própria situação é a Centro-Oeste, com 75,5 pontos, seguida das regiões Sudeste (65,1) e Sul (63,1). Já na Região Nordeste, houve queda de 1,6 ponto (de 60,9 para 59,3), passando para a percepção de moderação (entre 40 e 60 pontos).
Cinquenta e nove por cento dos entrevistados acreditam que viverão melhores momentos nos próximos 12 meses.
A Região Centro-Oeste foi a que demonstrou maior otimismo quanto à evolução da economia brasileira com 80%, seguida pelo Sudeste (64,2%). No Nordeste e no Sul as percepções foram de pessimismo.
O percentual de famílias brasileiras que acreditam que a situação econômica do país nos próximos cinco anos estará pior aumentou de 17,9% em março para 19,3% em abril deste ano.
Todas as regiões, exceto a Sul, apresentaram queda na expectativa de melhora da situação econômica no Brasil nos próximos cinco anos. Os destaques são as regiões Nordeste e Sudeste que registraram queda de 4,5 e 2,8 pontos, respectivamente.
Por Marli Moreira
29 Abril 2011
CRISE MUNDIAL - A CRISE NÃO É DO BRASIL
A grande crise econômica global é na Europa e nos Estados Unidos, e nós estamos sofrendo seus efeitos. Sem entender e sem assumir isso, o Brasil vai continuar atendendo aos apelos - na verdade, pressões - dos articulistas do tucanato e da mídia (em sua maior parte de oposição), e subindo os juros para alegria dos rentistas e do sistema financeiro e bancário. Para eles - oposição, mídia e sistema financeiro - não há nada de imediato a fazer em relação ao câmbio. Só a médio prazo e aí, como sabemos, estarão todos mortos na expressão de Keynes.
Para que vocês tenham uma ideia do tamanho da crise econômica fora do nosso país, na Europa, países de PIB parecido com o Brasil têm os seguintes déficits e dívida pública: Grã Bretanha, 10,4% de déficit e 80% de dívida pública; França, 7% e 81,7%; Itália, 4,6% e 119%; Espanha, 9,2% e 60,1%; e Portugal, 9,1% e 93%. Outros países, como a Holanda, com 1/3 de nosso PIB, tem 5,4% de déficit e 62,7% de dívida pública. Mesmo a Alemanha - é, ela mesma! - tem 3,3% e 83,2%% respectivamente.
Na Ásia, o déficit do Japão é de 9,8% e sua dívida pública corresponde a 225.8% de seu PIB. A própria Índia (economia emergente e BRIC como nós) tem 5,1% de déficit e 55,9% de dívida pública.
Medidas adotadas pelo governo Lula foram fundamentais
Finalmente, para fechar a série de exemplos, os Estados Unidos tem 9,8% de déficit e 56,9% de dívida pública. E vejam: a despeito desses percentuais, esses países continuam tomando medidas monetárias para estimular o emprego e o crescimento, inundando o mundo de dólares cada vez mais baratos.
Aliás, não podemos esquecer das próprias medidas que o governo passou a adotar a partir da vitória de Lula, e que foram fundamentais para que nos encontremos hoje na situação em que estamos, apesar de sentirmos os efeitos da crise internacional.
Medidas, é bom que sempre nos lembremos, nas áreas de infra-estrutura, política industrial, inovação, redução tributária para investimentos e produção, redução dos juros e crédito dirigido.
Com blogs
Para que vocês tenham uma ideia do tamanho da crise econômica fora do nosso país, na Europa, países de PIB parecido com o Brasil têm os seguintes déficits e dívida pública: Grã Bretanha, 10,4% de déficit e 80% de dívida pública; França, 7% e 81,7%; Itália, 4,6% e 119%; Espanha, 9,2% e 60,1%; e Portugal, 9,1% e 93%. Outros países, como a Holanda, com 1/3 de nosso PIB, tem 5,4% de déficit e 62,7% de dívida pública. Mesmo a Alemanha - é, ela mesma! - tem 3,3% e 83,2%% respectivamente.
Na Ásia, o déficit do Japão é de 9,8% e sua dívida pública corresponde a 225.8% de seu PIB. A própria Índia (economia emergente e BRIC como nós) tem 5,1% de déficit e 55,9% de dívida pública.
Medidas adotadas pelo governo Lula foram fundamentais
Finalmente, para fechar a série de exemplos, os Estados Unidos tem 9,8% de déficit e 56,9% de dívida pública. E vejam: a despeito desses percentuais, esses países continuam tomando medidas monetárias para estimular o emprego e o crescimento, inundando o mundo de dólares cada vez mais baratos.
Aliás, não podemos esquecer das próprias medidas que o governo passou a adotar a partir da vitória de Lula, e que foram fundamentais para que nos encontremos hoje na situação em que estamos, apesar de sentirmos os efeitos da crise internacional.
Medidas, é bom que sempre nos lembremos, nas áreas de infra-estrutura, política industrial, inovação, redução tributária para investimentos e produção, redução dos juros e crédito dirigido.
Com blogs
16 Abril 2011
Estados e municípios podem financiar computadores portáteis para alunos de escolas públicas
A Caixa Econômica Federal está oferecendo uma linha de financiamento para que estados e municípios comprem computadores portáteis que serão usados por estudantes de escolas públicas de todo o país. São equipamentos com conteúdos pedagógicos, que auxiliam o processo de ensino e aprendizagem dos alunos matriculados na educação básica.
O crédito faz parte do Programa Um Computador por Aluno (Prouca), uma iniciativa da Presidência da República, com coordenação do Ministério da Educação. O programa objetiva a inclusão digital, destinando laptops aos estudantes das escolas públicas de todo o país.
O Prouca conta com recursos de R$ 100 milhões e os interessados no financiamento podem obter informações sobre o programa no site www.uca.gov.br.
Por Sabrina Craide
O crédito faz parte do Programa Um Computador por Aluno (Prouca), uma iniciativa da Presidência da República, com coordenação do Ministério da Educação. O programa objetiva a inclusão digital, destinando laptops aos estudantes das escolas públicas de todo o país.
O Prouca conta com recursos de R$ 100 milhões e os interessados no financiamento podem obter informações sobre o programa no site www.uca.gov.br.
Por Sabrina Craide
03 Abril 2011
Exposição do Arquivo Nacional mostra documentação produzida durante a ditadura
Uma vasta documentação foi produzida por órgãos criados pela repressão, entre 1964 e 1985, quando o Brasil viveu sob um regime de exceção, durante o qual um vasto aparato repressor monitorava movimentos sociais – sindicais, estudantis e outros –, políticos e cidadãos simplesmente suspeitos de oposição à ditadura militar.
São documentos produzidos pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), pelo Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) e os serviços de censura à imprensa e às artes. Vários desses documentos, entre eles o Ato Institucional nº 5 (AI-5), serão expostos a partir de amanhã (4), no Rio de Janeiro, no Arquivo Nacional.
Uma parte desta documentação, assim como o que foi produzido por veículos da imprensa e pelas organizações que se dedicavam a combater a ditadura, estará na exposição Registros de uma Guerra Surda, inaugurada na última sexta-feira (1º). O dia anterior (31) marcou os 47 anos do início do regime militar. A mostra ficará aberta a partir de amanhã até 26 de agosto.
"A exposição se destina a qualquer pessoa interessada na história recente do Brasil, em especial o período da ditadura militar, que tem repercussão até os dias de hoje, mas, infelizmente, não é tão discutido como deveria ser, inclusive nas escolas", afirma a cientista política Viviane Gouvea, uma das curadoras da mostra, juntamente com uma equipe de pesquisadores do Arquivo Nacional.
"A exposição mostra como o sistema de monitoramento penetrava no dia a dia dos indivíduos, uma coisa que poucos brasileiros hoje têm noção de como acontecia”, acrescenta. Para Viviane, há aspectos do regime militar que ainda são vistos como tabu e a intenção da curadoria é a de incentivar uma reflexão sobre o período. "A gente espera que a exposição aponte para possibilidades de pesquisa neste acervo, que é muito vasto, mas que ainda tem muita coisa para ser desvendada."
A mostra está dividida em cinco módulos temáticos. O primeiro trata de como se institucionalizou o regime de exceção, o que abrange desde o golpe de 1964 ao fechamento do Congresso Nacional, passando pelas cassações de políticos, a estruturação dos serviços secretos e a emissão dos atos institucionais que, pouco a pouco, foram cerceando as liberdades no país. Nesse módulo, o documento de maior destaque é o AI-5, que inaugurou o período de maior arbitrariedade da ditadura e vai estar exposto pela primeira vez numa vitrine.
O segundo módulo – Da Repressão à Reação – mostra as greves e passeatas e a repressão a elas, as prisões de manifestantes e militantes, as organizações de luta armada, os sequestros, os atentados, a Guerrilha do Araguaia e a censura às artes e à imprensa.
A propaganda que os governos militares faziam de si mesmos é o tema do terceiro módulo – A Face Pública do Regime. Nele, o visitante pode observar documentos e fotos que retratam o patriotismo exacerbado em datas cívicas, o chamado “milagre econômico” e o apoio de organizações civis ao regime.
O quarto módulo – O Começo do Fim – trata do processo de abertura gradual do regime e de sua relutância em abrir espaço para a democracia, do crescimento do número de greves e passeatas, da imprensa alternativa, do movimento pela anistia, culminando com o movimento Diretas Já.
Por fim, o quinto módulo detalha o projeto Memórias Reveladas, criado pelo governo federal, sob a coordenação do Arquivo Nacional, e que serviu de base para a realização da exposição. Polo difusor de informações contidas nos documentos sobre as lutas políticas no Brasil, nas décadas de 60 a 80, o Memórias Reveladas reúne cerca de 400 mil registros documentais, de instituições públicas e privadas, num banco de dados que pode ser acessado no site do projeto.
Ainda como parte da exposição, será exibida uma mostra de filmes, cuja programação completa está disponível no site do Arquivo Nacional. São filmes de arquivo, curta-metragens, documentários e entrevistas, que serão exibidos às segundas e quartas-feiras, e longa-metragens, às quintas-feiras. O primeiro longa, na sessão do dia 7 de abril, é o filme Hercules 56, do cineasta Silvio Da-Rin.
Visitas guiadas serão oferecidas aos alunos das redes estadual e municipal do Rio. De acordo com os curadores, a exposição seguirá para Brasília no final do ano e o Arquivo Nacional está em negociações para que a mostra seja levada a outras capitais brasileiras.
Por Paulo Virgilio
São documentos produzidos pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), pelo Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) e os serviços de censura à imprensa e às artes. Vários desses documentos, entre eles o Ato Institucional nº 5 (AI-5), serão expostos a partir de amanhã (4), no Rio de Janeiro, no Arquivo Nacional.
Uma parte desta documentação, assim como o que foi produzido por veículos da imprensa e pelas organizações que se dedicavam a combater a ditadura, estará na exposição Registros de uma Guerra Surda, inaugurada na última sexta-feira (1º). O dia anterior (31) marcou os 47 anos do início do regime militar. A mostra ficará aberta a partir de amanhã até 26 de agosto.
"A exposição se destina a qualquer pessoa interessada na história recente do Brasil, em especial o período da ditadura militar, que tem repercussão até os dias de hoje, mas, infelizmente, não é tão discutido como deveria ser, inclusive nas escolas", afirma a cientista política Viviane Gouvea, uma das curadoras da mostra, juntamente com uma equipe de pesquisadores do Arquivo Nacional.
"A exposição mostra como o sistema de monitoramento penetrava no dia a dia dos indivíduos, uma coisa que poucos brasileiros hoje têm noção de como acontecia”, acrescenta. Para Viviane, há aspectos do regime militar que ainda são vistos como tabu e a intenção da curadoria é a de incentivar uma reflexão sobre o período. "A gente espera que a exposição aponte para possibilidades de pesquisa neste acervo, que é muito vasto, mas que ainda tem muita coisa para ser desvendada."
A mostra está dividida em cinco módulos temáticos. O primeiro trata de como se institucionalizou o regime de exceção, o que abrange desde o golpe de 1964 ao fechamento do Congresso Nacional, passando pelas cassações de políticos, a estruturação dos serviços secretos e a emissão dos atos institucionais que, pouco a pouco, foram cerceando as liberdades no país. Nesse módulo, o documento de maior destaque é o AI-5, que inaugurou o período de maior arbitrariedade da ditadura e vai estar exposto pela primeira vez numa vitrine.
O segundo módulo – Da Repressão à Reação – mostra as greves e passeatas e a repressão a elas, as prisões de manifestantes e militantes, as organizações de luta armada, os sequestros, os atentados, a Guerrilha do Araguaia e a censura às artes e à imprensa.
A propaganda que os governos militares faziam de si mesmos é o tema do terceiro módulo – A Face Pública do Regime. Nele, o visitante pode observar documentos e fotos que retratam o patriotismo exacerbado em datas cívicas, o chamado “milagre econômico” e o apoio de organizações civis ao regime.
O quarto módulo – O Começo do Fim – trata do processo de abertura gradual do regime e de sua relutância em abrir espaço para a democracia, do crescimento do número de greves e passeatas, da imprensa alternativa, do movimento pela anistia, culminando com o movimento Diretas Já.
Por fim, o quinto módulo detalha o projeto Memórias Reveladas, criado pelo governo federal, sob a coordenação do Arquivo Nacional, e que serviu de base para a realização da exposição. Polo difusor de informações contidas nos documentos sobre as lutas políticas no Brasil, nas décadas de 60 a 80, o Memórias Reveladas reúne cerca de 400 mil registros documentais, de instituições públicas e privadas, num banco de dados que pode ser acessado no site do projeto.
Ainda como parte da exposição, será exibida uma mostra de filmes, cuja programação completa está disponível no site do Arquivo Nacional. São filmes de arquivo, curta-metragens, documentários e entrevistas, que serão exibidos às segundas e quartas-feiras, e longa-metragens, às quintas-feiras. O primeiro longa, na sessão do dia 7 de abril, é o filme Hercules 56, do cineasta Silvio Da-Rin.
Visitas guiadas serão oferecidas aos alunos das redes estadual e municipal do Rio. De acordo com os curadores, a exposição seguirá para Brasília no final do ano e o Arquivo Nacional está em negociações para que a mostra seja levada a outras capitais brasileiras.
Por Paulo Virgilio
14 Março 2011
Corrida ao ouro negro - Grupo britânico de petróleo e gás vai instalar centro tecnológico no Brasil
O Rio de Janeiro vai ganhar um centro tecnológico para o desenvolvimento de pesquisas na área de petróleo e gás. O anúncio foi feito hoje (14) pelo presidente do conselho de administração do BG Group, Robert Wilson, que foi recebido em audiência pela presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.
A previsão, segundo Wilson, é que o centro comece a ser construído logo com uma estimativa de investimento de US$ 1,5 bilhão num período de dez a 15 anos. De acordo com ele, a ideia é desenvolver pesquisas com instituições de todo país. “Esperamos trabalhar também com instituições e universidades de outras partes do país”, disse.
O presidente do conselho de administração informou ainda que o grupo irá investir US$ 30 bilhões no Brasil nos próximos dez anos e que até 2020 o Brasil seja responsável por 30% da produção da BG Group. “O Brasil é uma excelente oportunidade para nós”, afirmou.
A BG Group atua em mais de 25 países na exploração e produção de gás natural liquefeito (GNL), transmissão e distribuição de energia, com participação nas empresas de geração de energia. A empresa detém uma participação de 25% nos campos de Tupi e Iracema, na Bacia de Santos.
Por Yara Aquino
A previsão, segundo Wilson, é que o centro comece a ser construído logo com uma estimativa de investimento de US$ 1,5 bilhão num período de dez a 15 anos. De acordo com ele, a ideia é desenvolver pesquisas com instituições de todo país. “Esperamos trabalhar também com instituições e universidades de outras partes do país”, disse.
O presidente do conselho de administração informou ainda que o grupo irá investir US$ 30 bilhões no Brasil nos próximos dez anos e que até 2020 o Brasil seja responsável por 30% da produção da BG Group. “O Brasil é uma excelente oportunidade para nós”, afirmou.
A BG Group atua em mais de 25 países na exploração e produção de gás natural liquefeito (GNL), transmissão e distribuição de energia, com participação nas empresas de geração de energia. A empresa detém uma participação de 25% nos campos de Tupi e Iracema, na Bacia de Santos.
Por Yara Aquino
21 Fevereiro 2011
Contribuintes precisam ter atenção ao preencher dados sobre serviços de saúde no IR 2011
O contribuinte este ano, ao preencher a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2011, deve dar uma atenção especial às informações sobre despesas médicas. O controle do Fisco sobre esse tipo de despesas aumentou, e os contribuintes que tentam fazer deduções indevidas ou são desatentos na hora de preencher a declaração correm o risco de cair na malha fina.
O prazo começa no dia 1º de março e vai até o dia 29 de abril e, este ano, a Receita, além das informações dos cartões de crédito, dos cartórios e de várias outras fontes, passa a contar com a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed).
A nova declaração deve ser preenchida por pessoas jurídicas ou físicas equiparada a jurídica que sejam “prestadora de serviços médicos e de saúde, operadora de plano privado de assistência à saúde ou prestadora de serviços de saúde e operadora de plano privado de assistência à saúde”, afirmou Joaquim Adir, supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda.
“Isso é mais um fonte de cruzamento das informações fornecidas pelo setor de saúde com as declarações enviadas pelas pessoas físicas”, afirmou Adir.
Já o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, lembrou que o contribuinte que não comprovar a despesa médica poderá ter que pagar 75% de multa sobre o valor devido.
Por Daniel Lima
O prazo começa no dia 1º de março e vai até o dia 29 de abril e, este ano, a Receita, além das informações dos cartões de crédito, dos cartórios e de várias outras fontes, passa a contar com a Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (Dmed).
A nova declaração deve ser preenchida por pessoas jurídicas ou físicas equiparada a jurídica que sejam “prestadora de serviços médicos e de saúde, operadora de plano privado de assistência à saúde ou prestadora de serviços de saúde e operadora de plano privado de assistência à saúde”, afirmou Joaquim Adir, supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda.
“Isso é mais um fonte de cruzamento das informações fornecidas pelo setor de saúde com as declarações enviadas pelas pessoas físicas”, afirmou Adir.
Já o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, lembrou que o contribuinte que não comprovar a despesa médica poderá ter que pagar 75% de multa sobre o valor devido.
Por Daniel Lima
12 Fevereiro 2011
Capacidade de geração de energia cresceu 5,7% no ano passado
A capacidade de geração de energia no país aumentou 5,7% em 2010, em comparação com 2009. Nos últimos dez anos, o acréscimo foi de 50,1%. No ano passado, o Brasil produziu 112,3 mil megawatts (MW) de energia, provenientes de 2.336 usinas hidrelétricas, termelétricas, eólicas e nucleares.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia das hidrelétricas predomina e responde por 68,53% da potência instalada, seguida das termelétricas, com 25,65%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,05%. Também fazem parte da matriz energética brasileira as duas usinas nucleares de Angra dos Reis, que correspondem a 1,79% da potência, as usinas eólicas, com 0,82%, e as centrais geradoras, com 0,17%.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia das hidrelétricas predomina e responde por 68,53% da potência instalada, seguida das termelétricas, com 25,65%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,05%. Também fazem parte da matriz energética brasileira as duas usinas nucleares de Angra dos Reis, que correspondem a 1,79% da potência, as usinas eólicas, com 0,82%, e as centrais geradoras, com 0,17%.
05 Fevereiro 2011
Sarney propõe mudar datas da posse do presidente da República e dos governadores
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apresentará no início da próxima semana uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para alterar a data das posses do Poder Executivo. O parlamentar já está recolhendo assinaturas para protocolar a PEC.
Segundo a proposta de Sarney, a posse dos governadores deverá passar para o dia 5 de janeiro e a de presidente da República para o dia 10.
Para o presidente do Senado, a posse no dia 1ª de janeiro, como ocorre atualmente, é “inconveniente” por estar muito próxima ao Natal e Ano-Novo, o que prejudica a presença de chefes de Estado.
A tramitação de emenda à Constituição é diferente da dos projetos de lei. Para protocolar a proposta, Sarney precisará recolher 27 assinaturas de senadores. Depois de passar pelas comissões, a PEC será votada em três turnos no plenário da Casa. Para ser aprovada, precisará receber 49 votos, o que equivale a três quintos dos senadores.
Uma outra proposta de mudança da data da posse chegou a ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2008. Mas, como o projeto não foi votado em plenário até o fim do ano passado, o texto, de autoria do então senador Marco Maciel (DEM-PE), foi arquivado ao fim da legislatura.
Com agências
Segundo a proposta de Sarney, a posse dos governadores deverá passar para o dia 5 de janeiro e a de presidente da República para o dia 10.
Para o presidente do Senado, a posse no dia 1ª de janeiro, como ocorre atualmente, é “inconveniente” por estar muito próxima ao Natal e Ano-Novo, o que prejudica a presença de chefes de Estado.
A tramitação de emenda à Constituição é diferente da dos projetos de lei. Para protocolar a proposta, Sarney precisará recolher 27 assinaturas de senadores. Depois de passar pelas comissões, a PEC será votada em três turnos no plenário da Casa. Para ser aprovada, precisará receber 49 votos, o que equivale a três quintos dos senadores.
Uma outra proposta de mudança da data da posse chegou a ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2008. Mas, como o projeto não foi votado em plenário até o fim do ano passado, o texto, de autoria do então senador Marco Maciel (DEM-PE), foi arquivado ao fim da legislatura.
Com agências
28 Janeiro 2011
A Revolução Digitalizada - Força da Internet começa a chegar a política
Os números e dados expressivos do balanço mundial de telefonia celular e de pessoas conectadas à Internet (nota abaixo) dizem tudo: avançamos para um mundo de comunicação instantânea - e espero, livre - com as conseqüências previsíveis que podem e devem ser mais educação, informação e liberdade.
Mas, pela experiência histórica, sabemos que estes avanços tecnológicos para se transformar em conquistas democráticas e cidadãs necessitam de duas condições indispensáveis: acesso amplo e massivo a estes meios e instrumentos tecnológicos (celular, Internet...) e manutenção de seu caráter libertário.
É uma luta, portanto, que apenas começou. É de tempos muitos recentes a influência que começa a ser decisiva da Internet em eventos políticos mundiais. Em 2008, ela foi considerada alavanca e teve efeito importante na eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, do Partido Democrata. Ele soube usá-la de forma melhor que seu adversário John McCain, do Partido Republicano.
Nem podemos esquecer que em 2010 a Internet foi um dos principais instrumentos para a oposição, liderada pelo candidato a presidente da República José Serra (PSDB-DEM-PPS), disseminar inicialmente, e depois fazer deslanchar a mais sórdida campanha presidencial da história do Brasil, descambando para a exploração da questão de valores, do aborto e religiosa.
No Brasil, campanha presidencial sórdida
Há pouco mais de uma semana a Internet teve influência na queda de Ben Ali, ditador da Tunísia. E converteu-se no principal instrumento de arregimentação de jovens que há três dias tomam as ruas do Egito em manifestações de protesto pela derrubada do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.
Estes recentes episódios na Tunísia e no Egito - ditaduras sendo derrubadas ou alvo de gigantescas manifestações de protesto - são uma prova concreta do potencial libertário e político das novas mídias que atropelam as velhas mídias, suas práticas nefastas, monopolistas, e seus cartéis manipuladores das informações.
É isso que deixa os detentores desses monopólios midiáticos enlouquecidos. Estão apavorados ante o risco de perderem não apenas o poder econômico, mas principalmente o político que detém e exerciam em seu benefício e no de seus grupos de poder e ideologia.
Daí, a importância na área da cultura e educação do acesso amplo geral e irrestrito à Internet. E esta é uma batalha que apenas começou no Brasil.
Com blogs
Mas, pela experiência histórica, sabemos que estes avanços tecnológicos para se transformar em conquistas democráticas e cidadãs necessitam de duas condições indispensáveis: acesso amplo e massivo a estes meios e instrumentos tecnológicos (celular, Internet...) e manutenção de seu caráter libertário.
É uma luta, portanto, que apenas começou. É de tempos muitos recentes a influência que começa a ser decisiva da Internet em eventos políticos mundiais. Em 2008, ela foi considerada alavanca e teve efeito importante na eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, do Partido Democrata. Ele soube usá-la de forma melhor que seu adversário John McCain, do Partido Republicano.
Nem podemos esquecer que em 2010 a Internet foi um dos principais instrumentos para a oposição, liderada pelo candidato a presidente da República José Serra (PSDB-DEM-PPS), disseminar inicialmente, e depois fazer deslanchar a mais sórdida campanha presidencial da história do Brasil, descambando para a exploração da questão de valores, do aborto e religiosa.
No Brasil, campanha presidencial sórdida
Há pouco mais de uma semana a Internet teve influência na queda de Ben Ali, ditador da Tunísia. E converteu-se no principal instrumento de arregimentação de jovens que há três dias tomam as ruas do Egito em manifestações de protesto pela derrubada do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder.
Estes recentes episódios na Tunísia e no Egito - ditaduras sendo derrubadas ou alvo de gigantescas manifestações de protesto - são uma prova concreta do potencial libertário e político das novas mídias que atropelam as velhas mídias, suas práticas nefastas, monopolistas, e seus cartéis manipuladores das informações.
É isso que deixa os detentores desses monopólios midiáticos enlouquecidos. Estão apavorados ante o risco de perderem não apenas o poder econômico, mas principalmente o político que detém e exerciam em seu benefício e no de seus grupos de poder e ideologia.
Daí, a importância na área da cultura e educação do acesso amplo geral e irrestrito à Internet. E esta é uma batalha que apenas começou no Brasil.
Com blogs
13 Janeiro 2011
Privataria tucana do setor elétrico e de telecomunicações atazana a banda larga
Uma das reclamações dos provedores é o preço cobrado pelas companhias de energia elétrica privatizadas no governo FHC para passagem de cabos de internet em seus postes: os preços variam de R$ 2,00 até R$ 9,00 por poste.
Os custos de interconexão (ligação da rede local do provedor com um tronco de uma grande empresa de telefonia, também privatizadas no governo FHC) são excessivamente altos para os provedores. A entrada da Telebras no mercado, oferecendo aos provedores o uso de sua própria rede de fibras óticas, com preços menores, deve forçar a queda de preços generalizada.
Cartel dos bancos chega a onerar em 10% o custo
O preço dos boletos bancários é outro gargalo: chegam a representar até 10% a mais no preço da mensalidade paga pelos usuários.
A falta de uma linha de crédito foi outra necessidade apontada pelos provedores. O segmento tem linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para capital de giro, que não podem ser usadas para investimentos. A ideia é criar um fundo garantidor de investimentos voltado para o setor.
O ministro pediu aos provedores planilhas de custos e reivindicações para serem discutidas na implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Por: Zé Augusto
Os custos de interconexão (ligação da rede local do provedor com um tronco de uma grande empresa de telefonia, também privatizadas no governo FHC) são excessivamente altos para os provedores. A entrada da Telebras no mercado, oferecendo aos provedores o uso de sua própria rede de fibras óticas, com preços menores, deve forçar a queda de preços generalizada.
Cartel dos bancos chega a onerar em 10% o custo
O preço dos boletos bancários é outro gargalo: chegam a representar até 10% a mais no preço da mensalidade paga pelos usuários.
A falta de uma linha de crédito foi outra necessidade apontada pelos provedores. O segmento tem linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para capital de giro, que não podem ser usadas para investimentos. A ideia é criar um fundo garantidor de investimentos voltado para o setor.
O ministro pediu aos provedores planilhas de custos e reivindicações para serem discutidas na implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Por: Zé Augusto
05 Janeiro 2011
Chanceler brasileiro viaja à Argentina na próxima semana para negociar visita de Dilma
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, desembarcará na próxima segunda-feira (10) em Buenos Aires para negociar a primeira viagem ao exterior da presidenta Dilma Rousseff. Em pauta, reuniões com a presidenta argentina, Cristina Kirchner, e o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman. A ideia é que Dilma siga para a Argentina entre os dias 25 a 30 deste mês.
De acordo com a agência oficial de notícias da Argentina, a Telam, Timerman afirmou que a Argentina e o Brasil devem trabalhar para "superar os desequilíbrios comerciais". “Faz parte da agenda ver como podemos superar esses desequilíbrios comerciais." Segundo ele, atualmente a relação é favorável ao Brasil.
Antes da chegada de Dilma, Cristina Kirchner faz uma série de viagens a países do Golfo Pérsico, como o Kuwait e Catar. Timerman disse que a Argentina tentará se tornar "sócio" da Turquia para ser "a porta de entrada para produtos turcos na América Latina”. “[Essa iniciativa] vai permitir o uso dos portos turcos e centros de distribuição em toda a área de influência turca.”
Até março, Dilma pretende ir, além da Argentina, ao Peru, em meados de fevereiro, e em seguida, ao Paraguai. No Peru, ela participa da Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa). A cúpula é um mecanismo de cooperação interregional e um fórum de coordenação política, cujo objetivo é aproximar os líderes de duas regiões nas área política, econômica e cultural.
Dilma pretende ir ao Paraguai, em março, segundo informações do presidente paraguaio, Fernando Lugo, divulgadas hoje (4) por meio do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Roque Gonzalez Benitez. Segundo Benitez, o objetivo é reforçar o relacionamento entre os dois países. As informações são da Presidência do Paraguai.
De acordo com a agência oficial de notícias da Argentina, a Telam, Timerman afirmou que a Argentina e o Brasil devem trabalhar para "superar os desequilíbrios comerciais". “Faz parte da agenda ver como podemos superar esses desequilíbrios comerciais." Segundo ele, atualmente a relação é favorável ao Brasil.
Antes da chegada de Dilma, Cristina Kirchner faz uma série de viagens a países do Golfo Pérsico, como o Kuwait e Catar. Timerman disse que a Argentina tentará se tornar "sócio" da Turquia para ser "a porta de entrada para produtos turcos na América Latina”. “[Essa iniciativa] vai permitir o uso dos portos turcos e centros de distribuição em toda a área de influência turca.”
Até março, Dilma pretende ir, além da Argentina, ao Peru, em meados de fevereiro, e em seguida, ao Paraguai. No Peru, ela participa da Cúpula América do Sul-Países Árabes (Aspa). A cúpula é um mecanismo de cooperação interregional e um fórum de coordenação política, cujo objetivo é aproximar os líderes de duas regiões nas área política, econômica e cultural.
Dilma pretende ir ao Paraguai, em março, segundo informações do presidente paraguaio, Fernando Lugo, divulgadas hoje (4) por meio do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Roque Gonzalez Benitez. Segundo Benitez, o objetivo é reforçar o relacionamento entre os dois países. As informações são da Presidência do Paraguai.
26 Dezembro 2010
CONVERGÊNCIAS DE MÍDIAS - Unesco propõe órgão regulador para autorizar empresas de radiodifusão
O consultor internacional da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) Toby Mendel, propôs que a aprovação de outorgas e de renovações de outorgas para canais de rádio e TV deixe de ser atribuição do Congresso Nacional. Para a Unesco, o licenciamento deve ser feito por órgão regulador independente. Hoje a competência é do Ministério das Comunicações, que depois envia os processos para a análise e aprovação do Congresso. A não renovação da concessão ou permissão depende de aprovação de, no mínimo, dois quintos dos parlamentares, em votação nominal.
O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC) considera a recomendação na Unesco para as outorgas “um escândalo”. “Trata-se da supressão de um direito constitucional importante”, afirmou. Ele discorda da elaboração do anteprojeto pelo governo nos termos que vêm sendo discutidos: “O controle de conteúdo é inconstitucional”. O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, adiantou que há necessidade de regras para o conteúdo, por exemplo, para a proteção da infância e para a promoção de produções audiovisuais nacionais.
Conteúdo - O representante da Unesco disse que a liberdade de expressão implica em “obrigações positivas” para os meios de comunicação, para garantir a pluralidade de informações. Segundo Toby Mendel, são necessárias, por exemplo, regras para controlar monopólios e oligopólios nos meios de comunicação e leis para regular o conteúdo, no sentido de proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios, proteger o consumidor contra efeitos da publicidade e estimular a produção e a divulgação de conteúdos nacionais e independentes.
O vice-presidente da Rede Bandeirantes Walter Ceneviva afirmou que a emissora é favorável à elaboração de uma lei atual que se baseie nos princípios estabelecidos na Constituição. Ceneviva considera que o fomento à produção local de conteúdo e a proibição de monopólios e oligopólios deveriam ser regulados. Para o executivo, falar em regulação de conteúdo, todavia, é inconstitucional, devido ao princípio constitucional da liberdade de expressão.
Martins refuta a tese de que regulação é sinônimo de censura à imprensa. “O Brasil goza de absoluta e irrestrita liberdade de imprensa”, afirmou. “A essa liberdade não haverá qualquer tipo de restrição. Isso não significa que não haverá obrigações de conteúdo para os meios eletrônicos.” Ele citou os exemplos de países como Espanha, Portugal, Argentina, Estados Unidos e Reino Unido, “todos Estados democráticos onde há regulação dos meios eletrônicos de comunicação”. (LH)
Recomendações da Unesco para uma nova lei brasileira para as comunicações Como é hoje no Brasil
Órgão regulador
A regulação dos setores de radiodifusão e de telecomunicações deve ser feita por um único órgão regulador convergente. Esse órgão assumiria as funções do Congresso de aprovação de outorga e renovação de outorgas de rádio e TV. A Anatel regula e fiscaliza o setor de telecomunicações. Já as regras para a radiodifusão são reguladas e fiscalizadas por diferentes órgãos, como Ministério das Comunicações, Ministério da Justiça e Ministério Público Federal.
Outorgas para rádios e TVs
O processo de outorgas de licenças para rádios e TVs deve ser mais rápido e tomar como base critérios de interesse público. Sugere ainda que, na renovação das outorgas, seja instituído processo formal para avaliar o desempenho dos operadores de rádio e TV. A Unesco avalia que o processo de outorgas no Brasil é lento e que não é baseado em critérios de interesse público. O processo de renovação não tem sido usado para avaliar e melhorar o desempenho dos donos das licenças. A fiscalização das regras estabelecidas para as rádios e TVs é considerada precária.
Estímulo às produções audiovisuais nacionais, regionais e independentes
Devem ser instituídas percentagens obrigatórias de distribuição para cada um desses tipos de produção (cotas), por meio de lei. Há obrigações, na Constituição, de estímulo às produções audiovisuais nacionais, regionais e independentes, mas não estão regulamentadas por lei ou implementadas.
Limites a monopólios e oligopólios
Deve haver regras para controlar monopólios e oligopólios na comunicação, como forma de garantir a pluralidade de informações. As regras devem incluir o controle cruzado de mídias (uma mesma empresa controlar, por exemplo, rádios, TVs abertas, TVs pagas, jornais e sites). O Cade deve atuar com mais eficácia no setor. A Constituição proíbe monopólios e oligopólios no setor, mas o dispositivo não foi regulamentado. A Unesco aponta que os limites são aplicados a entidades, sem abarcar, por exemplo, o controle de várias emissoras por diferentes membros de uma mesma família. Além disso, não existem regras para o controle cruzado de mídias.
Da web
O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC) considera a recomendação na Unesco para as outorgas “um escândalo”. “Trata-se da supressão de um direito constitucional importante”, afirmou. Ele discorda da elaboração do anteprojeto pelo governo nos termos que vêm sendo discutidos: “O controle de conteúdo é inconstitucional”. O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, adiantou que há necessidade de regras para o conteúdo, por exemplo, para a proteção da infância e para a promoção de produções audiovisuais nacionais.
Conteúdo - O representante da Unesco disse que a liberdade de expressão implica em “obrigações positivas” para os meios de comunicação, para garantir a pluralidade de informações. Segundo Toby Mendel, são necessárias, por exemplo, regras para controlar monopólios e oligopólios nos meios de comunicação e leis para regular o conteúdo, no sentido de proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios, proteger o consumidor contra efeitos da publicidade e estimular a produção e a divulgação de conteúdos nacionais e independentes.
O vice-presidente da Rede Bandeirantes Walter Ceneviva afirmou que a emissora é favorável à elaboração de uma lei atual que se baseie nos princípios estabelecidos na Constituição. Ceneviva considera que o fomento à produção local de conteúdo e a proibição de monopólios e oligopólios deveriam ser regulados. Para o executivo, falar em regulação de conteúdo, todavia, é inconstitucional, devido ao princípio constitucional da liberdade de expressão.
Martins refuta a tese de que regulação é sinônimo de censura à imprensa. “O Brasil goza de absoluta e irrestrita liberdade de imprensa”, afirmou. “A essa liberdade não haverá qualquer tipo de restrição. Isso não significa que não haverá obrigações de conteúdo para os meios eletrônicos.” Ele citou os exemplos de países como Espanha, Portugal, Argentina, Estados Unidos e Reino Unido, “todos Estados democráticos onde há regulação dos meios eletrônicos de comunicação”. (LH)
Recomendações da Unesco para uma nova lei brasileira para as comunicações Como é hoje no Brasil
Órgão regulador
A regulação dos setores de radiodifusão e de telecomunicações deve ser feita por um único órgão regulador convergente. Esse órgão assumiria as funções do Congresso de aprovação de outorga e renovação de outorgas de rádio e TV. A Anatel regula e fiscaliza o setor de telecomunicações. Já as regras para a radiodifusão são reguladas e fiscalizadas por diferentes órgãos, como Ministério das Comunicações, Ministério da Justiça e Ministério Público Federal.
Outorgas para rádios e TVs
O processo de outorgas de licenças para rádios e TVs deve ser mais rápido e tomar como base critérios de interesse público. Sugere ainda que, na renovação das outorgas, seja instituído processo formal para avaliar o desempenho dos operadores de rádio e TV. A Unesco avalia que o processo de outorgas no Brasil é lento e que não é baseado em critérios de interesse público. O processo de renovação não tem sido usado para avaliar e melhorar o desempenho dos donos das licenças. A fiscalização das regras estabelecidas para as rádios e TVs é considerada precária.
Estímulo às produções audiovisuais nacionais, regionais e independentes
Devem ser instituídas percentagens obrigatórias de distribuição para cada um desses tipos de produção (cotas), por meio de lei. Há obrigações, na Constituição, de estímulo às produções audiovisuais nacionais, regionais e independentes, mas não estão regulamentadas por lei ou implementadas.
Limites a monopólios e oligopólios
Deve haver regras para controlar monopólios e oligopólios na comunicação, como forma de garantir a pluralidade de informações. As regras devem incluir o controle cruzado de mídias (uma mesma empresa controlar, por exemplo, rádios, TVs abertas, TVs pagas, jornais e sites). O Cade deve atuar com mais eficácia no setor. A Constituição proíbe monopólios e oligopólios no setor, mas o dispositivo não foi regulamentado. A Unesco aponta que os limites são aplicados a entidades, sem abarcar, por exemplo, o controle de várias emissoras por diferentes membros de uma mesma família. Além disso, não existem regras para o controle cruzado de mídias.
Da web
Assinar:
Postagens (Atom)


